Captar e reter talento é um desafio para empresas de todos os setores e a indústria nem sempre é reconhecida pelo que realmente oferece aos seus profissionais. Sendo a competição pelo talento uma das mais críticas para a liderança empresarial, as organizações estão a desenvolver estratégias e a adaptar procedimentos para criarem o ambiente mais favorável à captação e à retenção de bons profissionais. Esta é uma necessidade comum a empresas de todo o mundo e não apenas em Portugal.
Rita Baptista, Chief Human Resources Officer da CIMPOR Portugal & Cabo Verde, reconhece o desafio e lidera uma estratégia de recursos humanos que visa conquistar uma geração para quem o salário não é tudo e escolhe os empregadores pela cultura, pelas oportunidades de desenvolvimento, pela aprendizagem contínua e pela possibilidade de se envolverem com empresas alinhadas com um propósito relevante.
Uma prioridade estratégica
Durante muito tempo, o maior desafio da indústria foi combater a ideia de que oferecia carreiras previsíveis, ambientes pouco tecnológicos e poucas oportunidades para quem procurava inovar. Essa imagem está a mudar, mas continua a influenciar a forma como muitos jovens olham para o setor. “A nossa experiência tem vindo a mostrar que os jovens se sentem atraídos por oportunidades onde podem contribuir diretamente para soluções de sustentabilidade, como a descarbonização, numa empresa com um papel preponderante na construção de infraestruturas, de cidades e, por isso, de comunidades”, revela Rita Baptista. E há um fator de que pouco se fala mas tem uma importância cada vez mais significativa, que é a convivência entre gerações”, assegura a Chief Human Resources Officer da CIMPOR.

Uma oportunidade única
Ao combinar solidez histórica, presença global e o facto de ser, há muito, uma das grandes referências no setor, a CIMPOR tem vindo a tornar-se num dos empregadores com maior potencial para oferecer aos jovens uma experiência profissional onde vale a pena investir. A sua visão orientada para a inovação, a sustentabilidade e o desenvolvimento das pessoas é um dos atrativos, mas há mais. “Oferecemos a possibilidade de integrar projetos com impacto real, num ambiente internacional e multidisciplinar, que permite o desenvolvimento do potencial e da capacidade de cada um”, diz Rita Baptista.
Portas abertas para os jovens
Na CIMPOR foi criado o Programa NextGen, que “é uma porta de entrada privilegiada para jovens profissionais que procuram iniciar a sua carreira num ambiente desafiante, com impacto e com perspetivas de crescimento”, explica Rita Baptista. E acrescenta que “para a CIMPOR, é fundamental criar um ambiente que permita a diferentes gerações colaborarem, aprenderem e crescerem em conjunto. A combinação entre inovação, conhecimento técnico e partilha intergeracional é essencial para construir equipas fortes e preparadas para o futuro. Acreditamos — e temos constatado — que o crescimento individual acontece de forma mais consistente quando existe colaboração e aprendizagem entre pessoas com diferentes idades, percursos, valores e perspetivas”.
O programa foi desenhado para proporcionar uma experiência completa: combina formação, acompanhamento de proximidade, participação em projetos estratégicos e contacto com diferentes áreas da organização, desde as engenharias tradicionais associadas aos nossos centros de produção, à ciência de dados, marketing, finanças e recursos humanos. O NextGen distingue-se, sobretudo, porque permite trabalhar lado a lado com profissionais de referência no setor, sustentando esse trabalho na mentoria e na transmissão de conhecimento acumulado ao longo de décadas de experiência. Por outro lado, estes jovens são uma oportunidade para a CIMPOR, através das suas novas ideias e novas formas de trabalho, mas também porque lhes oferece energia e formas inovadoras de pensar, criando uma dinâmica que enriquece toda a organização.
O mercado de trabalho mudou
A CIMPOR tem vindo a evoluir continuamente nas práticas de gestão de pessoas para responder às expectativas de um mercado de trabalho que está a mudar, e ter foco na melhoria contínua. Mas Rita Baptista especifica que “mais do que criar políticas direcionadas para uma geração específica, procuramos construir uma experiência que faça sentido para pessoas em diferentes fases da sua vida e carreira. Investimos na aprendizagem contínua, no desenvolvimento de competências, na mobilidade interna, em experiências internacionais e na possibilidade de dar aos nossos profissionais a oportunidade de terem uma experiência em projetos com um impacto visível. Também procuramos promover uma cultura inclusiva, próxima e onde diferentes gerações possam contribuir, aprender e crescer em conjunto.”
O valor da verdade
Um dos cuidados principais da CIMPOR ao gerir as expectativas das novas gerações é garantir a coerência entre aquilo que a empresa comunica e o que efetivamente proporciona, ou seja, a verdade da organização. “Sabemos que as diferentes gerações, nomeadamente as mais jovens, valorizam a transparência e procuram organizações autênticas”, diz Rita Baptista. E assegura que “não queremos adaptar a identidade da empresa a tendências momentâneas, mas sim manter uma cultura consistente que continua a evoluir de acordo com os desafios do mercado enquanto mantemos os valores que nos definem”. No entender da gestora, a autenticidade e proximidade vão continuar a assumir um papel central na relação entre empregadores e colaboradores.
O papel das lideranças
E no que toca às lideranças, mesmo sendo uma empresa de grande dimensão, a CIMPOR cultiva uma liderança de proximidade, acessível e orientada para o desenvolvimento das equipas, o que, geralmente, é típica de organizações mais pequenas. “Essa proximidade é fundamental para uma cultura organizacional baseada na confiança e na colaboração”, explica Rita Baptista, que, quanto à importância deste estilo de liderança, afirma que “a autenticidade e a proximidade continuarão a assumir um papel central naquilo que é o employer branding. As pessoas procuram cada vez mais a honestidade cultural e valores das organizações e, por isso, não vale a pena fingir que somos algo que não somos.”
Em jeito de dica para líderes que procuram tornar as suas organizações como destino de eleição para os melhores profissionais, Rita Baptista não tem dúvidas: “O ponto de partida deve estar sempre nos seus atuais colaboradores que são os seus maiores embaixadores. Mais do que construir uma marca empregadora atrativa, é fundamental garantir condições de excelência para quem trabalha na organização. As empresas que conseguem atrair e reter os melhores profissionais são, normalmente, aquelas que oferecem propósito, oportunidades de crescimento e uma cultura sólida, vivida diariamente e não apenas comunicada externamente. A velha expressão “walk the talk”, associada a um forte propósito, alinhamento e valorização das pessoas é a chave para uma organização mais forte e atrativa.”
A voz de quem já escolheu a indústria
Trabalhar numa das principais produtoras de cimento da península ibérica é, sem dúvida, uma promessa de futuro. O que por vezes não se imagina é o glamour que este setor já tem nos dias de hoje.
Falámos com três jovens trainees da CIMPOR e, embora nem todos tivessem esta área como preferida, ingressar na empresa revelou-se a melhor aposta para dar início às suas carreiras.
Afonso Miranda, 25 anos, Mestre em Engenharia Mecânica
Afonso Miranda integra, desde outubro de 2025, a área de projetos estratégicos de modernização industrial na CIMPOR. Está envolvido na reativação da moagem de Sines e participou no comissionamento a frio do revamping da Linha 7 da fábrica de Alhandra, um dos maiores investimentos recentes da CIMPOR. Quando procurava a sua primeira colocação profissional, a indústria não era a sua primeira opção de carreira, mas a oportunidade na CIMPOR acabou por despertar o seu interesse, sobretudo pela dimensão e relevância da empresa e detetou uma oportunidade de crescimento alinhada com a sua formação em Engenharia Mecânica.
Para Afonso, o programa NextGen é uma importante porta de entrada para o mercado de trabalho por proporcionar formação, contacto com desafios reais e acompanhamento próximo. A seu ver, para a sua geração, as prioridades passam pela progressão profissional, aprendizagem contínua, remuneração competitiva, acesso a tecnologias inovadoras e um equilíbrio saudável entre vida pessoal e profissional.
Inês Dias, 24 anos, Licenciada em Relações Públicas e Comunicação Empresarial
Tal como Afonso Miranda, foi em outubro do ano passado que Inês Dias entrou na CIMPOR. Desempenha as suas funções de trainee no departamento de Comunicação e também não perspetivava iniciar a carreira na indústria. Valorizou, no entanto, a oportunidade de integrar uma empresa em transformação, fortemente apostada na inovação e na sustentabilidade. Na área da Comunicação, dedica-se sobretudo à comunicação interna, procurando reforçar a cultura organizacional e aproximar colaboradores e empresa através de uma comunicação mais participativa e acessível. Nesta fase da carreira, pretende continuar a desenvolver competências e assumir progressivamente novas responsabilidades.
Considera o NextGen um programa essencial para integrar e desenvolver jovens talentos, destacando o ambiente colaborativo criado entre trainees e o contributo que estes podem dar para a renovação da organização.
Inês identifica-se com aquilo que se acredita serem prioridades da nova geração, sobretudo quanto a valorizar ambientes de trabalho onde existe espaço para aprender, crescer e ter impacto.

Cristina Penas, 25 anos, Mestre em Engenharia Mecânica pelo Instituto Superior Técnico
Cristina Penas, por sua vez, sempre teve como objetivo trabalhar na indústria, atraída pela possibilidade de aplicar conhecimentos de engenharia em projetos com impacto concreto. Na CIMPOR desde outubro passado, encontrou uma organização que alia a solidez de uma empresa de referência a uma forte aposta na inovação, na transformação digital e na sustentabilidade. Conta que o que mais a fascina no setor é a sua capacidade de combinar inovação, tecnologia e impacto tangível e considera que a indústria é um ambiente dinâmico, em constante evolução, onde dificilmente existem dois dias iguais.
A sua atividade centra-se na manutenção preditiva e na digitalização industrial, utilizando análise de dados para otimizar equipamentos e processos.
Na sua opinião, o programa NextGen teve um papel determinante na sua integração, permitindo-lhe participar em projetos relevantes, trabalhar com equipas multidisciplinares e consolidar competências técnicas. Acredita que a nova geração procura mais do que uma carreira de sucesso: ambiciona participar em projetos com propósito, inovar, aprender continuamente e contribuir para uma indústria mais eficiente, sustentável e preparada para o futuro.
Este artigo foi produzido em parceria com a CIMPOR.





