O neto de John F. Kennedy, Jack Schlossberg, ficou num distante terceiro lugar nas primárias democratas para substituir o deputado Jerry Nadler, democrata por Nova Iorque, que se vai reformar — após relatos de uma campanha desorganizada e de um comportamento por vezes instável por parte do candidato de 33 anos, que se apresentava pela primeira vez.
Schlossberg tinha obtido 10,8% dos votos quando a Associated Press anunciou o resultado da eleição.
O deputado estadual democrata Micah Lasher, apoiado por Nadler, venceu a eleição com 39% dos votos, à frente do seu colega legislador estadual Alex Bores, que obteve 35%.
Schlossberg, filho de Caroline Kennedy e único neto homem de Jackie Kennedy e do falecido presidente, concorria contra outros oito candidatos para substituir Nadler, que se vai reformar após 17 mandatos como representante do 12.º Distrito Congressional de Nova Iorque, que abrange os bairros Upper East Side e Upper West Side de Manhattan.
George Conway, cofundador do Lincoln Project e ex-marido de Kellyanne Conway, conselheira de Trump, também estava na lista de candidatos, tendo mudado para o Partido Democrata depois de ganhar notoriedade como um crítico ferrenho de Trump nas redes sociais.
Conway conseguiu apenas 6,1% dos votos, terminando em quinto lugar
Schlossberg, de 33 anos, saiu de cena logo no início da corrida, enfrentando notícias sobre uma campanha desorganizada e um comportamento instável, incluindo frequentes explosões de raiva contra os seus adversários e publicações provocadoras no Instagram, onde tem 883 mil seguidores. Foi alvo de acusações relativas a uma elevada rotatividade entre a sua equipa e de críticas à sua falta de experiência. Numa notícia muito citada sobre o seu comportamento, o The New York Times relatou que Schlossberg disse à sua equipa, no dia do lançamento da campanha, que ia para casa dormir uma sesta. A sua diretora de campanha, Paige Phillips, minimizou a suposta sesta, dizendo ao jornal que ele estava a lidar, em privado, com o diagnóstico de cancro da sua irmã, Tatiana. Ela faleceu em dezembro, aos 35 anos. Schlossberg disse recentemente à revista The New Yorker que decidiu continuar a sua campanha, apesar do luto pela irmã, porque se sentiu inspirado pelo seu trabalho como representante da campanha de Biden e queria manter o ímpeto.
Texto original aqui. Artigo traduzido e editado por Rita Meireles.





