Em abril último, o endividamento do setor não financeiro português – que inclui administrações públicas, empresas e particulares – aumentou 8,1 mil milhões de euros face ao mês anterior, segundo os dados divulgados pelos Banco de Portugal. Esta subida levou a que o endividamento total do setor não financeiro tenha atingido os 876,2 mil milhões de euros, dos quais 491,9 mil milhões de euros respeitavam ao setor privado e 384,3 mil milhões de euros às administrações públicas e empresas públicas.
Deste crescimento de 8,1 mil milhões de euros, o setor privado foi responsável pelo incremento da divida em 2,6 mil milhões de euros, metade dos quais feito por particulares que cresceu 9% em relação ao período homólogo. Os particulares detinham, em abril, um endividamento total de 178 mil milhões de euros, o que compara com os cerca de 176,8 mil milhões de euros do mês de março. Comparativamente a abril de 2025, o total da dívida dos particulares era há um ano de 163,6 mil milhões de euros. O crédito à habitação foi o principal veículo de endividamento no mês de abril, com cerca de mil milhões de euros de acréscimo face ao mês anterior.
As empresas privadas também aumentaram o seu endividamento, um acréscimo de 4,4%, – cerca de 1,3 mil milhões de euros -, sendo que o total do mês de abril se situa agora nos 313,8 mil milhões de euros.
Já no caso das empresas privadas, setor que também aumentou o seu endividamento em 4,4%, – cerca de 1,3 mil milhões de euros -, sendo que o total de abril se situa agora nos 313,8 mil milhões de euros. Este aumento do crédito nas empresas privadas reflete o acréscimo do financiamento junto do exterior, com mais 800 milhões de euros e do setor financeiro com mais 400 milhões de euros. Neste segmento a subida anual do endividamento foi bastante notória, já que no mês homólogo do ano passado, o total da dívida era de 305,7 mil milhões de euros.
Endividamento do setor público cresceu 5,5 mil milhões de euros
As estatísticas do Banco de Portugal mostram ainda que o endividamento do setor público subiu 5,5 mil milhões de euros, com as administrações públicas a aumentarem 1,5 mil milhões de euros a sua dívida. Esta evolução refletiu o incremento dos depósitos dos fundos da segurança social junto do e dos títulos de dívida em carteira. Verificou-se, também, um aumento do endividamento do setor público junto das empresas, em mais 200 milhões de euros, e dos particulares, em mais 400 milhões de euros. No sentido contrário, o endividamento do setor público reduziu-se junto do setor financeiro em 300 milhões de euros.
Já a categoria “resto do mundo” aumentou 3,7 mil milhões de euros, sobretudo como resultado do investimento de títulos de dívida pública, tanto de longo prazo como de curto prazo, que representaram 3,6 mil milhões de euros.





