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	<title>Paulo Morais, Author at Forbes Portugal</title>
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	<description>A revista de líderes e de empreendedores com maior impacto no mundo dos negócios.</description>
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		<title>PMEs: o coração de uma economia que não pode deixar de bater</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Morais]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Oct 2026 09:21:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando pensamos em saúde, salta-nos de imediato a ideia de prevenção. Todos queremos prevenir a doença, com mais ou menos entusiasmo, e é certo que ninguém quer estar doente. O mesmo acontece com as pequenas e médias empresas <strong>(PMEs), ninguém no país quer ver o coração da economia doente e, perante tantas agressões externas, o caminho passa pela prevenção.</strong></p>
<p>Em Portugal, a<strong>s PME&#8217;s constituem a maioria do nosso tecido empresarial</strong>, um motor que faz a economia mexer, mas a sua dimensão pode torná-las mais vulneráveis em períodos de crise, tanto por fatores internos como externos, nomeadamente no âmbito das relações comerciais.</p>
<p>Se uma PME não apostar em prevenção e, por conseguinte, não tiver um conjunto de ferramentas financeiras suficientes, estará sujeita a um risco acrescido, em caso de incumprimento por parte dos clientes. A isto somam-se as dificuldades de acesso a financiamento e de expansão da sua atividade.</p>
<p>O <a href="https://www.creditoycaucion.es/pt/cycnews/analisis/detalle/pt-0726-estudio-riesgo-credito-resumen" target="_blank" rel="noopener">estudo mais recente sobre gestão de risco de crédito da Crédito y Caución e da Iberinform</a> revela que <strong>53% das empresas portuguesas têm de aceitar prazos de pagamento superiores aos desejados para manter a sua carteira de clientes</strong> nas operações B2B, sobretudo devido à falta de liquidez dos seus clientes.</p>
<p>A <strong>morosidade provoca uma perda de receita em 29% das empresas</strong>, <strong>aumenta os custos financeiros em 34% dos casos</strong> e <strong>coloca em risco a continuidade do negócio em 14% das organizações</strong>. Além disso, o <a href="https://single-market-economy.ec.europa.eu/document/download/db1722d8-9cad-40fd-9ad4-f56a907317fa_en?filename=AnnualReport2025_FinalC.pdf" target="_blank" rel="noopener">relatório anual de 2025 da Comissão Europeia sobre práticas de pagamento</a> alerta que a morosidade continua a ser uma das principais causas de tensão financeira no tecido empresarial europeu, com um em cada quatro processos de insolvência a estar ligado a atrasos nos pagamentos. Para as PMEs, o incumprimento de um cliente pode ter um impacto significativo, comprometendo a situação financeira e, em casos extremos, a continuidade do negócio.</p>
<p>A ameaça é ainda maior quando não existem mecanismos ou estratégias de gestão de risco de crédito. No último ano, apenas <strong>10% das empresas portuguesas criaram comités de risco comercial para rever, aprovar e recomendar limites de exposição ao risco</strong> e controlar sistemática e transversalmente a evolução da carteira de clientes.</p>
<p>Caro leitor, os fatores externos sublinham a fragilidade da saúde das nossas PME&#8217;s. A prevenção passa pelo seguro de crédito, ao fornecer uma análise comercial especializada que ajuda a identificar atempadamente sinais de uma possível insolvência.</p>
<p>E tal como no nosso bem-estar físico e mental, para quê arriscar?</p>
<p>Antes de celebrar um contrato comercial, é aconselhável verificar a solvabilidade do cliente, para antecipar possíveis dificuldades de cobrança. A obtenção de relatórios comerciais é fundamental para prevenir e reduzir o risco de incumprimento, sobretudo no caso das PMEs.</p>
<p>De acordo com a Comissão Europeia, os atrasos nos pagamentos reduzem a competitividade empresarial, encarecem o financiamento e levam as empresas a abdicar de investimentos e oportunidades de crescimento. Porém, ao contratar um seguro de crédito, a PME não só protege as suas vendas como também fortalece um dos ativos mais relevantes do seu balanço. Desta forma, melhora a perceção de risco por parte das entidades financeiras e facilita o acesso a financiamento em condições mais favoráveis.</p>
<p>As PMEs são o coração da economia portuguesa. Proteger a sua atividade e criar condições para o seu crescimento saúdável é contribuir para que esse coração continue a bater com força e forma continuada.</p>
<p><strong>Paulo Morais,</strong><br />
<em>Diretor Regional Portugal e Brasil Crédito y Caución</em></p>
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