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	<title>Mariana Félix Soares, Author at Forbes Portugal</title>
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	<description>A revista de líderes e de empreendedores com maior impacto no mundo dos negócios.</description>
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		<title>Para além do broadcast: quem ganha a atenção dos adeptos ganha o futuro do desporto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mariana Félix Soares]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Oct 2026 10:48:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A centralização dos direitos televisivos das ligas e o que isso muda financeiramente para os clubes tem sido dos temas mais falados nos últimos anos no que respeita ao futebol. Fala-se menos de quem sente a diferença todos os fins de semana: os adeptos. Se tomarmos como exemplo uma adepta de um clube do Women&#8217;s [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A centralização dos direitos televisivos das ligas e o que isso muda financeiramente para os clubes tem sido dos temas mais falados nos últimos anos no que respeita ao futebol. Fala-se menos de quem sente a diferença todos os fins de semana: os adeptos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se tomarmos como exemplo uma adepta de um clube do Women&#8217;s Championship (segunda divisão feminina de Inglaterra), após um jogo de sábado à tarde ela abre o telefone e vai às redes sociais em busca de conteúdo sobre a sua equipa: um highlight, uma entrevista pós-jogo, um momento behind the scenes do balneário. O que encontra? Os mesmos 3 ângulos do golo viral do maior jogo desse fim de semana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem trabalha em sports media ou áreas adjacentes conhece esta adepta. Durante várias décadas, a cobertura de jogos resumiu-se à transmissão televisiva e às maiores equipas. Todos os outros resultados ficaram relegados para o rodapé dos mais variados meios de comunicação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A mudança deste paradigma está a acontecer mais rápido do que imaginamos, e todos os clubes, ligas, federações e broadcasters vão precisar de se adaptar. Há uma clara necessidade de recentrar a sua estratégia e chegar aos adeptos nos canais de comunicação onde se encontram. A indústria do desporto e entretenimento são únicas, e a componente humana e emocional dos eventos ao vivo é justamente o que lhes permitirá subsistir na era da IA.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A expansão fora do broadcast foi o ponto central da conversa moderada pela ScorePlay no Portugal Football Summit, com Joey Davidson (Head of Digital Products na WSL Football) e Guillem Barquín (Head of Video na Kings League). Para as organizações que percebem e criam as regras de criação de conteúdos digitais, os adeptos já não são um elemento secundário, mas sim o fio condutor de toda a estratégia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Da conversa ficaram três ideias principais. Primeiro, a cobertura total: todos os clubes merecem estar presentes, e não só os jogos mais mediáticos. Segundo, a velocidade e a escala: só chega ao adepto quem publica no momento e em volume. Terceiro, a personalização: dar a cada adepto o que lhe interessa exige ter conteúdo de todos. Por trás das três está o mesmo pré-requisito: conteúdo organizado e fácil de encontrar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A WSL e a Kings League trabalham com a ScorePlay há mais de um ano, pelo que, fazendo parte da empresa há mais de 3 anos, já tinha tido oportunidade de os ouvir falar sobre este desafio e tópicos semelhantes, mas a conversa conduzida por João Fernandes (ScorePlay) deixou-me ainda mais convencida: isto não é apenas um caso de estudo, é a direção que os conteúdos desportivos têm mesmo de seguir.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O crescimento e importância do futebol feminino nos dias de hoje faz com que o fã de uma equipa do Women&#8217;s Championship de hoje se possa provavelmente tornar um fã de uma equipa da primeira liga feminina amanhã e, mais tarde, da Women’s UEFA Champions League. Isto converte-se em vendas de bilhetes, merchandising, e subscrições que por sua vez alimentam parcerias com marcas cada vez mais dispostas a colaborar no futebol feminino. Cada clube sem cobertura digital é uma comunidade excluída. Em Portugal, a adepta de um clube fora do topo, no masculino ou no feminino, está exatamente na mesma posição. Dizer que todos os clubes importam é grátis, produzir e entregar estes conteúdos não.</span></p>
<p><b>Todos os clubes contam</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O broadcast tradicional de jogos é restritivo a nível de tempo, direitos e outros recursos, racionando o conteúdo de cada jogo de forma proporcional ao seu mediatismo. O debate parece estar concentrado em quem detém os direitos, enquanto que a resposta que o adepto procura é o potencial fora deles: o mundo digital não tem grelha nem limite de horas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A WSL veio mudar a forma de racionar conteúdo, tendo o digital por base: todos os touchpoints digitais são a base da sua comunicação e, num espaço de 2 anos, abriram os horizontes para uma biblioteca de arquivos que alimentam a sua app, redes sociais, conteúdo dos clubes e parceiros individualmente, tudo derivado do mesmo arquivo, a ScorePlay.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isto muda radicalmente a forma de ver retorno no investimento, e como as parcerias são decididas e orçamentadas. O Joey foi claro: as formas inovadoras de criar levam a mais flexibilidade por parte dos parceiros da liga, e “quando estás a construir algo novo, rigidez pode rapidamente tornar-se o aspeto mais caro de um parceiro”.</span></p>
<p><b>Da fantasia à viralidade</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se antes podia parecer uma expectativa irrealista cobrir os cerca de doze jogos semanais da WSL, a Kings League é um exemplo para todas as ligas à volta do globo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Criada por Gerard Piqué, passou de uma única competição em Espanha, para nove ligas com mais de 800 jogos por ano. A equipa de Guillem Barquín construiu uma </span><i><span style="font-weight: 400;">workflow</span></i><span style="font-weight: 400;"> exímia, onde o jogo chega até ao servidor na cloud em segundos, pronto para editores, jogadores e a equipa de redes. Em menos de 18 meses, os números falam por si: de 600 peças de conteúdo por mês a mais de 12 mil. 20x mais conteúdo, sem contratar 20x mais pessoas, importante para manter a saúde da liga.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo Guillem, o golo de competições femininas mais visto de sempre na Kings League não ficou viral por ser o clipe mais bem produzido, mas sim porque foi publicado assim que aconteceu: “Um clip de um golo que é postado duas horas depois de acontecer não é conteúdo, é um documentário histórico.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se a Kings League consegue escalar a sua produção digital em 20x num espaço de 18 meses, cobrir todos os clubes da WSL ou de outras ligas emergentes deixa de ser uma ambição e passa a ser uma decisão que pode (e deve) ser tomada.</span></p>
<p><b>Personalização vence o jogo da relevância</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com olhos postos no futuro, Joey Davidson não tem dúvidas de que a personalização de conteúdo e dar aos adeptos a experiência mais relevante possível é o próximo passo de crescimento da WSL, algo que admite ser um tema há vários anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São poucas as organizações que, neste momento, estão estruturadas para serem capazes de oferecer essa experiência aos seus seguidores. É preciso cada vez mais volume e rapidez de produção, para todos os jogos, atletas, e momentos relevantes. As fotos, vídeos e broadcast dos jogos precisam de estar corretamente organizados e indexados para tornar tudo fácil de encontrar em segundos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por muito bom que seja o algoritmo, SEO e AEO, ninguém pode encontrar um clip que não existe, e a estrutura por trás de todos estes conteúdos é o pré requisito inicial. É aqui que entra a tecnologia, e onde a ScorePlay tem o seu papel: a plataforma que desenvolvemos ao longo de 5 anos organiza e indexa o material de mais de 300 organizações desportivas, para que encontrar um clipe demore minutos e não dias. É um meio, não um fim: o que faz a diferença é o que cada equipa decide criar com esse tempo livre.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem trabalha em clubes e ligas conhece bem a parte menos glamorosa do ofício: horas a ingerir filmagens e a procurar aquele clipe específico que dezenas de pessoas esperam receber. É tempo que não se gasta a criar. Quando esse trabalho deixa de pesar, sobra espaço para a criatividade que realmente serve os adeptos. Os 4,5 milhões de impressões alcançados pela Kings League mostram o que isso pode significar na prática.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos últimos anos temos vindo a debater como é que o desporto pode beneficiar de IA, o próprio Guillem levantou essa questão em palco. A minha resposta é que a maneira começa exatamente por reduzir o trabalho repetitivo de organização e indexação, e sedimentar ferramentas flexíveis para incluir formatos que não existam ainda. A Kings League revelou estar a reorganizar as suas competições e ter um produto novo para ser lançado no próximo ano. A WSL vai apostar na personalização. Nenhum destes planos é viável sem uma base sólida de conteúdo organizado e acessível, seja qual for a ferramenta que a fornece.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando no sábado a mesma adepta abrir o telemóvel e procurar a sua equipa, o que encontrar depende da velocidade, do volume e do investimento de todos os intervenientes. Nas próximas décadas, quem garantir acesso a cada momento do jogo é quem ganha atenção dos adeptos. Mais do que o golo viral da semana, todo o ambiente envolvente. É o vencedor desse jogo de atenção que vai ajudar a definir o futuro da indústria desportiva.</span></p>
<p><span data-olk-copy-source="MessageBody"><strong>Mariana Félix Soares,</strong><br />
<em>Under 30 da Forbes Portugal</em></span></p>
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