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	<title>Teatro Archives - Forbes Portugal</title>
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	<description>A revista de líderes e de empreendedores com maior impacto no mundo dos negócios.</description>
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	<title>Teatro Archives - Forbes Portugal</title>
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		<title>30 Under 30 2026: Conheça os nomeados da categoria de Arte</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rita Meireles]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 17:04:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Inês Aguiar e Joana Aguiar &#124; 27 e 27 anos &#124; Atriz e atriz As gémeas Inês e Joana Aguiar deram os primeiros passos em televisão juntas: ambas começaram a carreira na novela “Mar Salgado”. Depois disso, apesar de terem abraçado projetos diferentes, traçaram um percurso em torno dos mesmos palcos, entre a televisão e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h3>Inês Aguiar e Joana Aguiar | 27 e 27 anos | Atriz e atriz</h3>
<p>As gémeas Inês e Joana Aguiar deram os primeiros passos em televisão juntas: ambas começaram a carreira na novela “Mar Salgado”. Depois disso, apesar de terem abraçado projetos diferentes, traçaram um percurso em torno dos mesmos palcos, entre a televisão e o cinema. Inês conta com projetos como “A Fazenda”, “Quero é Viver”, “Chuva de Verão” e “Ministério do Tempo” no currículo, enquanto Joana participou em “A Herança”, “Amor Amor”, “Nazaré” e “Leviano”.</p>
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<h3>Isabela Valadeiro | 29 anos | Atriz</h3>
<p>Quando deixou o Alentejo e se mudou para Lisboa, Isabela Valadeiro já tinha a ambição de ser atriz, mas a moda acabou por se cruzar no seu caminho. Além de Portugal, trabalhou em Milão e Paris. Em 2017, iniciou o seu percurso em televisão. Cláudia em “A Herança”, Rita em “Terra Brava” ou Safira em “A Herdeira” são algumas das personagens a que deu vida. Nos últimos anos tem apostado no streaming, com “Até Que a Vida Nos Separe” (Netflix) e “Praxx” (Amazon Prime).</p>
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<h3>Rui Pedro Silva | 22 anos | Ator</h3>
<p>Com apenas 22 anos, Rui Pedro Silva é dono de um currículo com projetos de grande relevância em diversos palcos. Em televisão, falamos de “Morangos com Açúcar”, “Lua Vermelha: Nova Geração” e “A Herança”. Em cinema, destaque para “Restos de Vento”, “A Árvore do Conhecimento” e “Maria Vitória”. No teatro, os grandes destaques são as peças “Brokeback Mountain” e “O Clube dos Poetas Mortos” que atraíram, e muito, as atenções dos portugueses.</p>
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		<title>Cultura: 42 espaços da rede de teatros recebem 23,2 milhões de euros em apoio</title>
		<link>https://www.forbespt.com/cultura-42-espacos-da-rede-de-teatros-recebem-232-milhoes-de-euros-em-apoio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forbes Staff]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Mar 2026 08:37:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Life]]></category>
		<category><![CDATA[Apoio]]></category>
		<category><![CDATA[Arte e cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Direção-Geral das Artes (DGArtes) vai apoiar 42 equipamentos da Rede Teatros e Cineteatros Portugueses (RTCP) com 23,2 milhões de euros, entre 2026 e 2029, na 3.ª edição do concurso de apoio à programação daqueles espaços, foi anunciado. Dos 42 equipamentos apoiados no 3.º concurso de apoio à programação, que foram hoje informados do projeto [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Direção-Geral das Artes (DGArtes) vai apoiar 42 equipamentos da Rede Teatros e Cineteatros Portugueses (RTCP) com 23,2 milhões de euros, entre 2026 e 2029, na 3.ª edição do concurso de apoio à programação daqueles espaços, foi anunciado. Dos 42 equipamentos apoiados no 3.º concurso de apoio à programação, que foram hoje informados do projeto de decisão, 35 já tinham recebido apoio na 1.ª edição do concurso, aos quais se juntam agora sete novos equipamentos, de acordo com a DGArtes, em comunicado.</p>
<p class="text-paragraph">O Centro é a região do país que concentra o maior número de “reforço de apoio propostos” (15), seguido da região Norte (11), do Oeste e Vale do Tejo (5), da Península de Setúbal (4), do Algarve (3), do Alentejo (2), da Grande Lisboa (1) e da Região Autónoma da Madeira (1). “A esta fase de apresentação do projeto de decisão pelo júri do concurso, divulgada esta semana, segue-se uma audiência de interessados, após a qual a comissão de apreciação divulgará os resultados”, lê-se no comunicado.</p>
<blockquote><p><strong>A RTCP foi criada em 2019 para combater assimetrias regionais no acesso à cultura e conta atualmente com 103 equipamentos culturais.</strong></p></blockquote>
<p class="text-paragraph">A comissão de apreciação do 3.º concurso de apoio registou, “com base na análise comparativa com ciclos anteriores, uma tendência de melhoria qualitativa das candidaturas apresentadas, verificando-se uma evolução sustentada ao longo dos quatro anos de implementação do apoio à programação no âmbito da RTCP”. A DGArtes recorda que “decorre ainda o apoio a 18 equipamentos, referente à 2.ª edição do concurso”. À 2.ª edição, com um montante disponível de 10 milhões de euros, puderam candidatar-se apenas os equipamentos de fora dos concelhos de Lisboa e do Porto e que não tivessem sido apoiados para o ciclo 2022-2025.</p>
<p class="text-paragraph">Na 1.ª edição do concurso, 38 equipamentos receberam apoio para programação entre 2022 e 2025, no montante global de 24 milhões de euros. Inicialmente eram 39, mas a Câmara Municipal da Guarda acabou por rejeitar, no final de 2022, o apoio ao Teatro Municipal. A RTCP foi criada em 2019 para combater assimetrias regionais no acesso à cultura e conta atualmente com 103 equipamentos culturais.</p>
<p><strong>(Lusa) </strong></p>
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		<title>Albano Jerónimo: &#8220;A cultura é agregadora, não há cultura de primeira ou de segunda&#8221;</title>
		<link>https://www.forbespt.com/albano-jeronimo-a-cultura-e-agregadora-nao-ha-cultura-de-primeira-ou-de-segunda/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Meireles]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Feb 2026 19:01:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Líderes]]></category>
		<category><![CDATA[Albano Jerónimo]]></category>
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		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Espera-se um ano cheio de projetos para Albano Jerónimo, mas o mote desta conversa foi o filme &#8220;Primeira Pessoa do Plural&#8221;, do realizador Sandro Aguilar. Com estreia em Portugal marcada para 19 de fevereiro, este projeto já foi premiado a nível internacional. Mas como acredita que a &#8220;cultura faz bem&#8221;, e deve deixar de &#8220;ser [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Espera-se um ano cheio de projetos para Albano Jerónimo, mas o mote desta conversa foi o filme &#8220;Primeira Pessoa do Plural&#8221;, do realizador Sandro Aguilar. Com estreia em Portugal marcada para 19 de fevereiro, este projeto já foi premiado a nível internacional.</p>
<p>Mas como acredita que a &#8220;cultura faz bem&#8221;, e deve deixar de &#8220;ser extraordinária para passar a ser ordinária&#8221;, o ator falou também sobre o momento que o cinema ultrapassa em Portugal, a sua experiência no streaming com &#8220;Rabo de Peixe&#8221; e o palco onde regressa sempre: o teatro. Onde, aliás, o poderá ver em peças como &#8220;Veneno&#8221; ou &#8220;Festa&#8221;.</p>
<p><strong>O que é que nos pode dizer sobre este projeto &#8220;Primeira Pessoa do Plural&#8221;?</strong><br />
Estamos a falar de um casal que perde uma filha e que tenta diluir esta perda de várias formas, é uma espécie de manual de sobrevivência, como é que se continua junto, como é que se recupera, como é que se ultrapassa, como é que se digere esta dor. Uma das possibilidades, clinicamente falando, que pode acontecer é que os pais que passam por isto, para melhor suportarem esta dor, projetam-se noutras vidas. E o Sandro, o realizador, filmou estas possibilidades. Eu faço quatro ou cinco personagens e a Isabel [Abreu] faz três. É um filme onde conseguimos estilhaçar, ou tentamos pelo menos, através de uma fotografia inacreditável, há um contraste feito propositadamente pelo Sandro, tornar o filme altamente apelativo, desde a fotografia, as cores. E também falar aqui de uma perspetiva cómica, uma curiosidade que se pretende estabelecer com o público para exatamente termos este contraste. Existe uma espécie de linguagem física, que muitas vezes nós propomos, enquanto atores, para desenvolver uma perspectiva mais leve, sempre tendo como pano de fundo esta perda. É um contraste e acreditamos que o público se possa rever também.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-180711 size-full" src="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/02/POSTS_GRANDE-E-PEQUENO_PPP_02.png" alt="" width="1080" height="1350" srcset="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/02/POSTS_GRANDE-E-PEQUENO_PPP_02.png 1080w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/02/POSTS_GRANDE-E-PEQUENO_PPP_02-768x960.png 768w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/02/POSTS_GRANDE-E-PEQUENO_PPP_02-600x750.png 600w" sizes="auto, (max-width: 1080px) 100vw, 1080px" /></p>
<p><strong>O Sérgio Aguilar disse numa entrevista que as suas referências para este filme foram o cinema musical e os filmes dos anos 40. Na construção dos seus personagens em específico, o que é que o inspirou?</strong><br />
Partimos dessas referências, vimos muitos filmes dessas épocas, porque uma vez mais aqui o interessante é exatamente este contraste, esta contenção brutal. A título de curiosidade, não me era permitido chorar enquanto pai de uma criança que morreu, e em contraponto teria que ter eu sim uma musicalidade muito mais marcada, muito mais perto de uma ideia de um musical, e então este contraste foi meio imposto, digamos assim. Eu gosto, as regras do jogo foram estabelecidas para mim desta forma. Depois obviamente é confiar, é confiar tremendamente no Sandro, é confiar tremendamente numa equipa, desde a direção de arte. maquinaria, figurinos, todo este ensamblo. Uma das coisas que este filme trouxe à superfície é a necessidade tremenda do outro para existir, para sobreviver, ora seja dramaturgicamente no próprio filme, ora seja a nível de trabalho puro e duro na estrutura e logística que é fazer o filme.</p>
<p><strong>E em relação ao público, que lições espera que se tirem deste filme?</strong><br />
Primeiramente, que se divirtam, porque a proposta deste filme é muito dentro dessa lógica: que consigamos, através da dor, rirmo-nos e nesse mecanismo que nos consigamos ver ou reinventar através deste casal que tenta sobreviver. Obviamente que sou altamente suspeito, mas que presenciem um objeto cinematográfico único, porque estamos a falar aqui de um rigor estético e de um bom gosto acima da média. Tudo o que acontece e que vão ver neste filme, foi pensado e trabalhado com um rigor absolutamente único. O resultado é uma obra, esteticamente falando, com sumo, ou seja, com corpos dentro. Aquilo que o público pode esperar é exatamente isso, um filme, nem vou dizer um filme português, é um filme incrível. Tenham a capacidade de não vir com muitos pré-conceitos, venham sim para entrar nesta história, neste delírio, através da dor que estas personagens vivem, para tentarem sobreviver.</p>
<p><strong>O filme estreou no Festival de Cinema de Roterdão e já foi também premiado. Que peso tem este reconhecimento internacional num projeto?</strong><br />
É sempre relevante. A primeira montra foi Roterdão, onde teve uma recepção inacreditável e críticas incríveis. Depois tivemos prémios e um reconhecimento na Mostra Internacional de Valência, que é uma referência a nível europeu. Pessoalmente, fui reconhecido como o melhor ator também em Valência. O que isto me dá a mim? Alguém que não me conhece de parte nenhuma, de repente reconhecer-me pelo trabalho é altamente gratificante. Porque é só o trabalho que fala, não há aqui outras coisas. Estes prémios vêm dar um alento, de que é possível fazer acontecer coisas lá fora, com qualidade, e que as pessoas, de facto, se liguem. Que é possível criar objetos em português que comunicam, seja aqui ou lá fora.</p>
<figure id="attachment_180712" aria-describedby="caption-attachment-180712" style="width: 1707px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-180712 size-full" src="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/02/93A1526-scaled.jpg" alt="" width="1707" height="2560" srcset="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/02/93A1526-scaled.jpg 1707w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/02/93A1526-640x960.jpg 640w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/02/93A1526-1280x1920.jpg 1280w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/02/93A1526-768x1152.jpg 768w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/02/93A1526-1024x1536.jpg 1024w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/02/93A1526-1365x2048.jpg 1365w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/02/93A1526-1200x1800.jpg 1200w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/02/93A1526-600x900.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 1707px) 100vw, 1707px" /><figcaption id="caption-attachment-180712" class="wp-caption-text">Foto: Tiago Sales</figcaption></figure>
<p><strong>Em que momento está o cinema português?</strong><br />
Está em movimento, assim quero acreditar. Está a caminho de se encontrar, de sobreviver. Sabemos perfeitamente que as condições orçamentais são sempre escassas. A matéria-prima artística é única, temos variadíssimos exemplos de uma massa jovem de realizadores a aparecer cada vez mais, a ter expressão lá fora. Já conseguimos identificar um género português, nem que seja o facto de não ter género, que eu acho que é uma grande vantagem, são obras abertas, que comunicam. Mas este é o ponto, de um lado temos uma perspetiva artística de quem faz muito pujante, muito musculada, e por outro, de governo para governo, um desinvestimento permanente. O cinema, muitas vezes, ainda é tido como uma espécie de luxo, mas não é. Qualquer arte, na minha opinião, é uma linguagem social. E se nós não cuidarmos da nossa linguagem social, da nossa identidade, há um desinvestimento permanente, ou seja, ficamos sempre em nenhum, dá sempre aqui uma zona meio insípida, pouco clara, no fundo. Portanto, o balanço é sempre este. Portanto, há uma perspetiva muito otimista, mas há um confronto com a realidade e a realidade fala por si: há um desinvestimento. Mas rematando esta minha opinião com otimismo, acreditamos sempre que o amanhã será melhor, há pequenos movimentos que começam a surgir, esta própria Ministra da Cultura tem-se mostrado interessada em ouvir a classe, os agentes culturais, portanto, querendo ser um otimista cético, como diria o Jorge Palma, acredito no melhor amanhã e espero que assim se materialize.</p>
<p><strong>Em fases de instabilidade a nível nacional, qual pode ser o papel da cultura?</strong><br />
Um barómetro, é exatamente nesta desordem que estamos a viver que a cultura serve como barómetro, são uma espécie de ilhas de reconhecimento para todos nós e ao mesmo tempo, como disse há pouco, é uma base identitária, para nós sabermos onde voltar. A cultura é agregadora, não há cultura de primeira ou de segunda. Estes momentos servem para separar a sociedade, como vimos nas eleições recentemente, mas a cultura é de facto uma plataforma que agrega e que convoca todas as pessoas para construirmos em conjunto algo que se chama humanidade.</p>
<figure id="attachment_180713" aria-describedby="caption-attachment-180713" style="width: 1707px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-180713 size-full" src="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/02/93A1471-scaled.jpg" alt="" width="1707" height="2560" srcset="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/02/93A1471-scaled.jpg 1707w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/02/93A1471-640x960.jpg 640w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/02/93A1471-1280x1920.jpg 1280w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/02/93A1471-768x1152.jpg 768w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/02/93A1471-1024x1536.jpg 1024w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/02/93A1471-1365x2048.jpg 1365w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/02/93A1471-1200x1800.jpg 1200w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/02/93A1471-600x900.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 1707px) 100vw, 1707px" /><figcaption id="caption-attachment-180713" class="wp-caption-text">Foto: Tiago Sales</figcaption></figure>
<p><strong>Como ator, o que é que acha que os outros setores podem aprender com o seu, e, por outro lado, o que é urgente mudar no seu setor?</strong><br />
Eu sou um agente de comunicação e pretendo que o meu trabalho toque várias ou uma pessoa que seja, para que essa pessoa consiga sentir-se ouvida, reconhecida naquilo que sente, que vê, que imagina, e que isso seja uma espécie de estímulo para propagar aquilo que eu, com o meu trabalho, posso fazer sentir. No fundo, aquilo que eu quero dizer é que aquilo que eu faço como agente de comunicação que sou, que consiga tocar no maior número de pessoas e que seja transformador, sobretudo num sentido em que as pessoas se questionem, interroguem aquilo que veem, aquilo que ouvem, aquilo que acreditam, que não tomem nada como garantido. Que seja uma espécie de montra de discussão pura e dura, onde possamos pôr tudo em perspetiva.</p>
<p>Há várias perspectivas aqui, há uma perspectiva em televisão. Se por um lado temos as séries a crescerem no nosso país, assistimos paralelamente o formato de novela a querer ter cada vez menos tempo de trabalho para ser mais produtiva, isso obviamente descaracteriza o trabalho de todos os setores. Há uma otimização do formato de novela, fazer tudo acontecer em muito menos tempo, o que faz com que tudo fique mais comprimido. Aí as pequenas coisas perdem-se e começa-se a jogar tudo numa onda só de produtividade. Em teatro vivemos tempos verdadeiramente estimulantes. Em digressão, e eu tenho uma estrutura que é a Teatro Nacional 21 há mais de 15 anos, pautamo-nos sempre pela descentralização cultural. As casas estão lotadas, as pessoas estão com uma apetência brutal para o teatro, de ver pessoas em cena. Acredito que o cinema português está cada vez mais musculado, isto na relação com o espetador, que já está completamente longe daquelas questões do cinema português: que é parado, ou qualquer coisa que seja. Há filmes portugueses incríveis, faz-se bom cinema neste país, e o público sabe disso. As pessoas estão à procura de pessoas, tanto no teatro como no cinema isso sente-se de forma claríssima. E isso é de salutar.</p>
<p><strong>O Albano fez &#8220;Rabo de Peixe&#8221;, de que forma é que o streaming tem contribuído para o crescimento do mercado em Portugal?</strong><br />
Primeiro, em relação ao público. Foi um movimento muito interessante durante a primeira temporada, de facto dinamizou todo o país à volta de um produto <em>made in Portugal</em>. Isso é o mais interessante. Depois há toda uma perspetiva financeira, de Portugal como um país capaz de produzir algo economicamente viável lá fora. Isto para uma plataforma de streaming, obviamente, é o determinante. Outra perspetiva, de forma mais pessoal agora, é que isto, mal ou bem, pode-nos, e estou a deixar isto com aspas, dar aqui uma montra para nos agilizar a perspectiva de algum realizador ou um diretor de casting poder olhar para nós. No fundo, aproxima-nos deste mercado global, pôs Portugal no mapa do streaming, a dizer que é possível fazer acontecer algo que também tenha um eco lá fora. E espero, e esta agora é para mim também uma das questões centrais, que tenhamos a inteligência de deixar portas abertas ou de deixar um campo semeado para quem aí vem. Que &#8220;Rabo de Peixe&#8221; tenha sido um bom exemplo de atitude profissional, de produção, e que isso sirva de mote para que as plataformas de <em>streaming</em> olhem para Portugal como um terreno fértil para poder investir e, aí sim, continuarmos a desenvolver os nossos escritores, os nossos artistas, realizadores, diretores de fotografia, técnicos, por aí fora.</p>
<p>The post <a href="https://www.forbespt.com/albano-jeronimo-a-cultura-e-agregadora-nao-ha-cultura-de-primeira-ou-de-segunda/">Albano Jerónimo: &#8220;A cultura é agregadora, não há cultura de primeira ou de segunda&#8221;</a> appeared first on <a href="https://www.forbespt.com">Forbes Portugal</a>.</p>
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		<title>Governo aprova 122 milhões de euros para teatros nacionais e Opart</title>
		<link>https://www.forbespt.com/governo-aprova-122-milhoes-de-euros-para-teatros-nacionais-e-opart/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forbes Staff]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Feb 2026 07:53:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Apoios]]></category>
		<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Orçamento]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Governo aprovou ontem a despesa de 122 milhões de euros com as indemnizações compensatórias, no triénio 2026-2028, para os teatros nacionais D. Maria II e São João e para o Organismo de Produção Artística (Opart). De acordo a resolução aprovada em Conselho de Ministros, os 122 milhões de euros em indemnizações compensatórias, correspondentes aos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Governo aprovou ontem a despesa de 122 milhões de euros com as indemnizações compensatórias, no triénio 2026-2028, para os teatros nacionais D. Maria II e São João e para o Organismo de Produção Artística (Opart).</p>
<p class="text-paragraph">De acordo a resolução aprovada em Conselho de Ministros, os 122 milhões de euros em indemnizações compensatórias, correspondentes aos contratos-programa a celebrar entre o Estado e aquelas entidades, correspondem a 24,9 milhões de euros para o Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, 22,5 milhões de euros para o Teatro Nacional de São João, no Porto, e 74,6 milhões de euros para o Opart, que gere o Teatro Nacional de São Carlos, a Orquestra Sinfónica Portuguesa e a Companhia Nacional de Bailado.</p>
<p class="text-paragraph">No triénio 2024-2026 o valor total aprovado tinha sido de 113,66 milhões de euros: 22,62 milhões de euros para o Teatro Nacional D. Maria II, 20,12 milhões de euros para o Teatro Nacional de São João, e de 70,91 milhões de euros para o Opart.</p>
<p><strong>(Lusa) </strong></p>
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		<title>“Catarina e a Beleza de Matar Fascistas” estreia língua portuguesa no National Theatre</title>
		<link>https://www.forbespt.com/catarina-e-a-beleza-de-matar-fascistas-estreia-lingua-portuguesa-no-national-theatre/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forbes Staff]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Jan 2026 16:03:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Forbes Life]]></category>
		<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Estreia]]></category>
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		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A peça “Catarina e a Beleza de Matar Fascistas” tem estreia marcada no Reino Unido em setembro, anunciou o criador Tiago Rodrigues. Esta será a primeira vez que uma peça em português consta da programação do National Theatre londrino. “Wonderful news! É a primeira vez que o National Theatre de Londres apresenta um espetáculo em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A peça “Catarina e a Beleza de Matar Fascistas” tem estreia marcada no Reino Unido em setembro, anunciou o criador Tiago Rodrigues. Esta será a primeira vez que uma peça em português consta da programação do National Theatre londrino.</p>
<p class="text-paragraph">“Wonderful news! É a primeira vez que o National Theatre de Londres apresenta um espetáculo em língua portuguesa. O nosso ‘Catarina e a Beleza de Matar Fascistas’ estará no palco londrino em setembro próximo”, escreveu nas redes sociais o dramaturgo, encenador e atual diretor do Festival de Avignon.</p>
<p class="text-paragraph">A temporada de 2026 do Teatro Nacional britânico inclui um “Misantropo”, de Martin Crimp a partir de Molière, com Sandra Oh e direção de Indhu Rubasingham, e uma “Electra/Persona” com Cate Blanchett, Nina Hoss e Ella Lily Hyland sob direção de Benedict Andrews, entre muitas outras peças de relevo.</p>
<p class="text-paragraph">Antes de setembro, “Catarina e a Beleza de Matar Fascistas” continua por palcos portugueses, com passagens marcadas por Tavira, Águeda, Ourém, Vila Real e Ponta Delgada, só em março.</p>
<p class="text-paragraph">A peça teve estreia em setembro de 2020, no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, e mantém-se em cena desde então, acumulando prémios e representações em salas internacionais de espetáculo, nos diferentes continentes.</p>
<p class="text-paragraph">Em Roma, a sua estreia foi acompanhada de protestos de forças de extrema-direita, com um deputado do partido Irmãos de Itália (Fratelli d’Italia, agora no Governo), Federico Mollicone, a pedir que o espetáculo fosse retirado do cartaz.</p>
<p class="text-paragraph">A lista das digressões de Tiago Rodrigues para 2026 é tão extensa como em anos anteriores: “By Heart” está neste momento em Lyon, França, tendo já marcadas récitas em Atenas, Milão e Mougins.</p>
<p class="text-paragraph">“Coro dos Amantes” vai estar ainda esta semana em Le Creusot, para a semana em Mont-de-Marsan, antes de chegar a Sablé sur Sarthe, em março, e a Liège, em abril.</p>
<p class="text-paragraph">Entretanto, a peça tem atuações marcadas em Portugal até novembro por Sesimbra, Pombal, Mafra, Gouveia, Évora, Loulé e Águeda.</p>
<p class="text-paragraph">Com “La Distance”, que se estreou em Avignon no ano passado, tem também previstas atuações em Dunquerque, Le Havre, Atenas, Milão, Grasse, Istres, Aix-en-Provence e Poznan, enquanto “No Yogurt for The Dead” passa em junho por Bruxelas, Antuérpia e Paris.</p>
<p class="text-paragraph">“Hécuba, não Hécuba” vai estar em cena em Paris entre o final de março e 17 de abril.</p>
<p class="text-paragraph">Já “Entrelinhas” vai fazer parte do Festival Y#22, na Covilhã, em maio, antes de também passar pela fundação Lapa do Lobo, no mesmo mês.</p>
<p><em>(LUSA)</em></p>
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		<title>Teatro Tivoli BBVA regista o melhor ano de sempre sob gestão da UAU</title>
		<link>https://www.forbespt.com/teatro-tivoli-bbva-regista-o-melhor-ano-de-sempre-sob-gestao-da-uau/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paulo Marmé]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 11 Jan 2026 15:30:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Forbes Life]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Teatro Tivoli BBVA ultrapassou a marca dos 250 mil espectadores em 2025, o melhor número registado desde a aquisição do Teatro por parte da UAU que aconteceu em 2011. No ano que terminou houve um crescimento de 9% no número de espectadores. De acordo com a UAU, produtora que assegura a gestão do Teatro [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Teatro Tivoli BBVA ultrapassou a marca dos 250 mil espectadores em 2025, o melhor número registado desde a aquisição do Teatro por parte da UAU que aconteceu em 2011.</p>
<p>No ano que terminou houve um crescimento de 9% no número de espectadores.</p>
<p>De acordo com a UAU, produtora que assegura a gestão do Teatro Tivoli BBVA, “na base deste sucesso esteve a programação que a UAU apresentou ao mercado nacional, através de parcerias com várias instituições culturais e a outras produtoras que elegeram o palco deste teatro centenário para as suas apresentações”, com uma programação plural que levou o público a viajar pelos grandes clássicos do repertório até às míticas bandas nacionais, abrindo espaço ao teatro, à dança contemporânea e ao stand-up.</p>
<p>Em 2026 a UAU vai apresentar dois novos musicais originais em português, “Sr. Engenheiro – Alegadamente um Musical”, com estreia a 1 de abril no Teatro Tivoli BBVA; e “Rosaline, a Ex do Romeu”, que estreia 9 de setembro no Auditório dos Oceanos – Casino Lisboa.</p>
<p>Ainda em 2026 a UAU vai dar início às obras do Cineteatro Vale Formoso, no Porto, que abrirá as portas ao público em 2027.</p>
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		<title>André Leitão: &#8220;Sou um ator do setor artístico, não sou um ator de nenhum género”</title>
		<link>https://www.forbespt.com/andre-leitao-sou-um-ator-do-setor-artistico-nao-sou-um-ator-de-nenhum-genero/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Meireles]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 11 Jan 2026 11:58:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[30 Under 30]]></category>
		<category><![CDATA[Líderes]]></category>
		<category><![CDATA[Ator]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Listas]]></category>
		<category><![CDATA[Representação]]></category>
		<category><![CDATA[Streaming]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2001, depois de um barco que se dirigia a Espanha ter perdido o mastro devido ao vento, deram à costa em Rabo de Peixe, nos Açores, cerca de 500 kg de droga. Isto de acordo com os números avançados pela polícia, mas segundo a população a quantidade de cocaína era muito superior a esta. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2001, depois de um barco que se dirigia a Espanha ter perdido o mastro devido ao vento, deram à costa em Rabo de Peixe, nos Açores, cerca de 500 kg de droga. Isto de acordo com os números avançados pela polícia, mas segundo a população a quantidade de cocaína era muito superior a esta.</p>
<p>22 anos depois, em maio de 2023 e pelas mãos do cineasta Augusto Fraga, esta história chegou a Portugal e ao mundo através da série da Netflix ‘Rabo de Peixe’. Com apenas uma temporada, foi uma das 500 séries mais vistas a nível mundial na plataforma de <em>streaming</em>, chegou ao top 10 mundial das séries em língua não-inglesa da Netflix e esteve entre as mais vistas em 15 países.</p>
<p>A bordo desta história foram os seus quatro protagonistas: André Leitão, Helena Caldeira, José Condessa e Rodrigo Tomás. O primeiro, a viver a oportunidade pela qual esperou por uma década.</p>
<p>“Foi o meu primeiro grande projeto de audiovisual, e logo com uma exposição mundial. Eu já andava há 10 anos a tentar ter uma boa oportunidade e fui um privilegiado por tê-la conseguido. Nunca tinha feito um trabalho com tanta profundidade,”, diz o ator à Forbes.</p>
<p>Se tivesse de colocar o momento em que decidiu ser ator no calendário, André Leitão não o conseguiria fazer. A arte esteve sempre lá. “Eu não me lembro do dia em que escolhi ser ator. As memórias que tenho são de ir crescendo e saber que gostava de me colocar noutras peles, de ver a perspetiva dos outros, de compreender como é que os outros funcionavam, como é que eram os comportamentos deles, o que é que eles gostavam, porque é que pensavam daquela forma. Eu diria que foi a arte que me escolheu”, conta.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-173273 size-full" src="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2025/10/AL-129-scaled.jpg" alt="" width="1703" height="2560" srcset="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2025/10/AL-129-scaled.jpg 1703w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2025/10/AL-129-639x960.jpg 639w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2025/10/AL-129-1277x1920.jpg 1277w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2025/10/AL-129-768x1154.jpg 768w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2025/10/AL-129-1022x1536.jpg 1022w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2025/10/AL-129-1363x2048.jpg 1363w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2025/10/AL-129-1200x1804.jpg 1200w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2025/10/AL-129-600x902.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 1703px) 100vw, 1703px" /></p>
<p>A cronologia começa a ganhar forma no momento em que a mãe o questiona sobre a decisão de seguir a área de humanidades no ensino secundário: “Mas tu não queres fazer teatro?”. A verdade é que André nem sabia que tinha essa possibilidade, mas assim que o plano se desenhou não pensou duas vezes em avançar. No dia seguinte à conversa com a mãe, depois de perceberem que as inscrições estavam muito perto de encerrar, já estava na Escola Profissional de Teatro de Cascais para fazer os testes e audições necessários.</p>
<p>A partir daí, o teatro nunca mais foi apenas um <em>hobby</em>, mas foi com ‘Rabo de Peixe’ que conseguiu dar o salto na carreira que tanto ambicionava. Por causa da visibilidade e resultados do projeto, mas também pela experiência que lhe proporcionou. “Desde o ponto de vista da preparação, da personalidade da personagem, o ter ido para uma realidade completamente diferente da minha, com os atores e o realizador. Este trabalho de proximidade, o realizador ir connosco para Rabo de Peixe, mostrar-nos a ilha dele e com os olhos dele. Acho que isso foi muito importante e foi fundamental para que nós, atores, conseguíssemos que a essência destas personagens fosse o que ela”, diz André.</p>
<p>A importância desta proximidade deste trabalho de campo vê-se até nos pormenores que acabam por passar despercebidos ao público. Num dos momentos em que os atores foram pescar com os habitantes da vila, André juntou detalhes ao seu Carlinhos que de outra forma não saberia: “Foi aí que eu percebi que se num dia de pesca fiquei cheio de calos nas mãos, se calhar a minha personagem tinha muitos calos nas mãos, e se calhar o toque da minha personagem ao dar uma festa a alguém era diferente do meu, André, que não sou pescador. Se calhar eu tenho uma mão um bocadinho mais delicada, mais suave, que o Carlinhos não tem. Porque trabalha duramente no mar, leva com água salgada, com cordas, escamas e espinhas, diariamente. Que não é o mesmo que eu”. Ao mesmo tempo, trabalhava ao detalhe a figura que foi desenhada para o seu personagem, chegando mesmo a fazer uma transformação física que o obrigou a seguir um plano alimentar muito regrado.</p>
<p>Neste momento o público já conhece duas temporadas de todo este esforço e dedicação, mas a terceira já está confirmada e gravada.</p>
<h3>Artista dos sete ofícios</h3>
<p>Ao mesmo tempo que é um sucesso no universo do audiovisual, André dá cartas em muitos outros palcos. Aliás, a sua escola é o teatro e é ao teatro que regressa sempre. “Tive a sorte de ter já percorrido diversos tipos e formas de arte. Já fiz teatro de revista, teatro clássico, desde as antigas tragédias até teatro contemporâneo, performance na faculdade, teatro musical profissionalmente, em Portugal e lá de fora. Em audiovisual já fiz cinema, televisão, séries”, diz. Entre estes projetos estão nomes como “Chéleme!”, “S algueiro Maia – O Implicado”, “Peer Gynt” ou “Queridos Papás”.</p>
<p>O facto de ter começado no teatro tem alguma influência na forma como a sua carreira se desenvolveu? André não tem dúvidas.</p>
<p>“Foi fundamental. Eu tenho uma admiração, um carinho, um respeito absurdo pelo teatro. Já tive um mestre que nos ensina isso, que o teatro é uma religião. Não é que eu olhe 100% assim para o teatro e para a arte de representar em palco, mas acho mesmo que o palco é um lugar de grande respeito. Se pensarmos também porque é que surgiu o teatro e para que é que servia, isto faz-nos acreditar e faz-nos pensar que o teatro começou a mover pensamento, a mover e articular ideias, a tornar uma sociedade próspera. O teatro é, para mim, uma das bases da sociedade e incutiu logo em mim um respeito, um cuidado e um olhar muito atento para a profissão. Eu não olho para o meu trabalho como um fator de exposição, é outra coisa. Acho que sou um privilegiado por ter começado com o teatro e espero nunca deixar de fazer teatro”, afirma.</p>
<p>Além de todas as ferramentas que foi aprendendo e que considera não estarem tão presentes fora do teatro. “O facto de ser ali naquele momento, de todos os dias ter um espetáculo novo em que estamos todos com energias diferentes, de ser um jogo constante e sempre de atualização com o colega. E isso requer certas ferramentas nos atores que se calhar passam um bocadinho para o segundo plano ou não são tão usadas noutros meios artísticos. Consegue-se puxar um bocadinho mais longe do que em outros meios artísticos”, diz.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-173262 size-full" src="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2025/10/AL-81-scaled.jpg" alt="" width="1703" height="2560" srcset="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2025/10/AL-81-scaled.jpg 1703w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2025/10/AL-81-639x960.jpg 639w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2025/10/AL-81-1278x1920.jpg 1278w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2025/10/AL-81-768x1154.jpg 768w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2025/10/AL-81-1022x1536.jpg 1022w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2025/10/AL-81-1363x2048.jpg 1363w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2025/10/AL-81-1200x1803.jpg 1200w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2025/10/AL-81-600x902.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 1703px) 100vw, 1703px" /></p>
<p>O que não muda que todos os palcos que vai pisando, sejam eles físicos ou a partir de um ecrã, sejam igualmente um desafio. André considera que todas estas formas de arte são desafiantes à sua maneira, mesmo que sejam realidades bastante diferentes.</p>
<p>“No cinema é uma coisa muito mais de pormenor, em que engloba todo o lado estético também, a questão da realização, com a fotografia, a luz, o som, tudo está interligado. Na verdade, o teatro também tem isso, só que a questão é que no audiovisual nós podemos sempre ir corrigindo, e é um material que se vai sempre construindo até ao final. No teatro  é diferente, há uma baliza muito mais definida, e não se muda muita coisa no processo. Pode acontecer, mas idealmente o espetáculo quando se apresenta, embora não esteja totalmente fechado, está parcialmente delineado. No cinema vai-se brincando. Há uma frase que o Augusto Fraga me disse quando estávamos a filmar Rabo de Peixe: há um filme que se escreve, há outro filme que se filma, e há outro filme que se monta na pós-produção. É uma área sempre em transformação, mas eu acho que é isso que também me fascina no setor artístico, é a constante transformação de processos, seja ele em teatro, cinema, audiovisual. É estar sempre à procura de algo”, diz.</p>
<h3>O reconhecimento do artista</h3>
<p>Para que a carreira de André, ou de qualquer outro artista, possa seguir o seu rumo, quer dizer que alguém se sentou na plateia de um teatro, mudou de canal ou carregou no botão <em>play</em> e consumiu o trabalho de um vasto grupo de profissionais. O que o público muitas vezes não vê é o facto de alguns projetos estarem recheados de uma dose enorme de generosidade de quem os fez acontecer sem qualquer apoio.</p>
<p>“Se calhar não temos tempo”, brincou André quando questionado sobre o momento atual da cultura em Portugal. É que há muito por onde se pegar, mas o ator opta por destacar dois pontos que considera muito importantes. “Em primeiro lugar, sinto que estes pequenos reforços que vamos tendo do ponto de vista do orçamento para a cultura são muito pouco significativos. Porque continuamos a ter muitas estruturas com dificuldade para terem os apoios, para chegarem às programações, para conseguirem ter financiamento, para conseguirem ter apoio. E depois, acho que há uma questão fundamental, que vem antes sequer da questão do Ministério da Cultura, que entretanto deixámos de ter há uns meses: acho que é fundamental Portugal descentralizar-se das duas cidades, Lisboa e Porto”, defende.</p>
<figure id="attachment_173198" aria-describedby="caption-attachment-173198" style="width: 1703px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-173198 size-full" src="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2025/10/AL-71-scaled.jpg" alt="" width="1703" height="2560" srcset="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2025/10/AL-71-scaled.jpg 1703w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2025/10/AL-71-639x960.jpg 639w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2025/10/AL-71-1277x1920.jpg 1277w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2025/10/AL-71-768x1154.jpg 768w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2025/10/AL-71-1022x1536.jpg 1022w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2025/10/AL-71-1363x2048.jpg 1363w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2025/10/AL-71-1200x1804.jpg 1200w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2025/10/AL-71-600x902.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 1703px) 100vw, 1703px" /><figcaption id="caption-attachment-173198" class="wp-caption-text">Fotos: Mariana Maia</figcaption></figure>
<p>E quando falamos da descentralização podemos aplicar a mesma ótica a qualquer área, como destaca o ator, mas falando da arte e da cultura em particular, o resultado seria este: “Vai permitir que as estruturas mais pequenas e emergentes do interior possam ter igualmente a oportunidade para poderem apresentar os projetos, para poderem dinamizar também esses pontos que não estão dinamizados. Fico muito feliz de ver que tanto a geração mais sábia como uma geração mais nova têm sempre ainda muito presente, e acho que é fundamental, uma vontade de resistência. De resistir, persistir, não resistir. Porque se a cultura chegar a mais sítios, também chega a mais pessoas e a cultura educa, ensina, dá perspetivas. Um país com cultura é um país muito mais desperto, com muito mais identidade, mais linha de pensamento e com muito mais perspetiva”, defende.</p>
<p>Este pensamento, que pode ser traduzido no conceito de responsabilidade social, acaba por ser algo que se espera de quem tem uma determinada influência junto do público e consegue chegar a um lugar em que é ouvido, mas não é abraçado por todos. Existem diversas figuras públicas que escolhem não falar sobre temas como política, ativismo ou conflitos. André, desde o dia em que percebeu que queria ser ator para conseguir dar voz a quem não a tem, opta por não ignorar aquilo que o rodeia.</p>
<p>“[Esta responsabilidade] cresce mais à medida que nos vamos tornando mais atentos ao que se passa à nossa volta. Acaba por ser inevitável o ser humano não ganhar empatia a cada dia que passa, ganharmos cada vez mais cuidado, atenção por aquilo que nos rodeia. Acho que é fundamental os atores, enquanto agentes artísticos, terem essa iniciativa de alertar, de chamar a atenção, educar, ensinar, ajudar, fazer ver, mostrar os dois lados. Porque é depois a consciencialização que vai formando as sociedades, as suas políticas, o cuidado ou o não-cuidado que temos para aqueles que nos rodeiam, o quão vulneráveis nós somos para reconhecer que há pessoas que nasceram em realidades muito mais difíceis do que a nossa. Para termos a compaixão e a amabilidade de poder acolher qualquer ser humano neste planeta que quanto a mim não devia ter fronteiras”, conclui.</p>
<p><strong>(Artigo publicado na edição de outubro/novembro 2025 da Forbes Portugal)</strong></p>
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		<title>“Lacrima” expõe trabalho invisível por trás da confeção de um vestido real no CCB</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Forbes Staff]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Dec 2025 17:38:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Forbes Life]]></category>
		<category><![CDATA[Arte]]></category>
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		<category><![CDATA[espetáculo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estreado em maio de 2024 no Wiener Festwochen, na capital austríaca, a peça acompanha o processo de confeção de um vestido de noiva destinado à princesa de Inglaterra, encomendado a uma prestigiada casa de alta-costura parisiense, revelando o trabalho invisível que sustenta um objeto destinado a entrar para a História. A ação decorre em 2025, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="text-paragraph">Estreado em maio de 2024 no Wiener Festwochen, na capital austríaca, a peça acompanha o processo de confeção de um vestido de noiva destinado à princesa de Inglaterra, encomendado a uma prestigiada casa de alta-costura parisiense, revelando o trabalho invisível que sustenta um objeto destinado a entrar para a História.</p>
<p class="text-paragraph">A ação decorre em 2025, a partir de Londres, e desenvolve-se ao longo de oito meses, atravessando três universos interligados pelo trabalho, pelo segredo e pela transmissão de saberes: uma casa de alta-costura em Paris e uma oficina de rendas em Alençon, ambas em França, e um ateliê de bordados em Mumbai, na Índia, segundo um texto do CCB sobre o espetáculo.</p>
<p class="text-paragraph">Sem revelar o vestido para não quebrar as cláusulas de confidencialidade inerentes a uma encomenda real, a peça expõe a dimensão humana do trabalho artesanal, dando voz a “mulheres e homens cujos corpos e histórias são moldados por exigências físicas, heranças silenciosas e relações de poder”.</p>
<p class="text-paragraph">Escrito e encenado por Caroline Guiela Nguyen, “Lacrima” é interpretado em francês, com cenas em tâmil, inglês e língua gestual francesa, e legendado em português, reunindo um elenco internacional criado para refletir a diversidade geográfica e cultural do universo retratado.</p>
<p class="text-paragraph">Entre fios de linho, algodão e renda, “emergem tensões, fragilidades e formas de violência invisível, num retrato que questiona o espaço existente entre aquilo que destrói e aquilo que preserva, no interior de sistemas baseados no segredo e na excelência”, aponta ainda a apresentação da obra.</p>
<p class="text-paragraph">O espetáculo conta com os intérpretes Dan Artus (em alternância com Eric Caruso), Dinah Bellity, Natasha Cashman, Charles Vinoth Irudhayaraj, Anaele Jan Kerguistel, Maud Le Grevellec, Liliane Lipau (em alternância com Michèle Goddet), Nanii, Rajarajeswari Parisot e Vasanth Selvam.</p>
<p class="text-paragraph">Participam também as vozes de Louise Marcia Blévins, Béatrice Dedieu, David Geselson, Jessica Savage-Hanford, Maya S Krishnan.</p>
<p class="text-paragraph">A produção é do Teatro Nacional de Estrasburgo, com coprodução de várias instituições e festivais internacionais, incluindo o Festival d’Avignon, o Piccolo Teatro di Milano e o Wiener Festwochen, contando ainda com o apoio do Institut Français no âmbito do programa IF Export 2025.</p>
<p class="text-paragraph">Publicado pela editora Actes Sud, “Lacrima” é a mais recente criação de Caroline Guiela Nguyen, encenadora e dramaturga cuja obra é conhecida por um teatro atento às dinâmicas sociais, às vozes invisibilizadas e às relações entre trabalho, identidade e poder.</p>
<p class="text-paragraph">Autora e encenadora de peças como “Saigon” (2017) e “Fraternité, conte fantastique” (2021), que cruzam histórias íntimas com temas políticos como colonialismo, exílio, luto e fraternidade, Caroline Guiela Nguyen é desde 2023 diretora do Teatro Nacional de Estrasburgo, em França.</p>
<p><em>(LUSA)</em></p>
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		<title>A nova “co-estrela” de Albano Jerónimo foi criada pela NTT DATA: um agente de IA pensado para atuar em palco</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Marmé]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Dec 2025 12:21:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A NTT DATA Portugal, que tem uma parceria desde 2021 com o Teatro Nacional D. Maria II, criou a AROA, um agente de Inteligência Artificial (IA) desenvolvido especificamente para carne.exe, a nova peça de Carincur e João Pedro Fonseca. O espetáculo, que estará em cena no Centro de Arte Moderna Gulbenkian de 12 a 14 [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="611" data-end="1089">A NTT DATA Portugal, que tem uma parceria desde 2021 com o Teatro Nacional D. Maria II, criou a AROA, um agente de Inteligência Artificial (IA) desenvolvido especificamente para carne.exe, a nova peça de Carincur e João Pedro Fonseca. O espetáculo, que estará em cena no Centro de Arte Moderna Gulbenkian de 12 a 14 de dezembro, junta <a href="https://www.forbespt.com/driving-forbes-a-nova-webserie-da-forbes-que-retrata-as-varias-formas-do-luxo/" target="_blank" rel="noopener">Albano Jerónimo</a> a um sistema de IA concebido para desempenhar um papel performativo, num diálogo que cruza tecnologia, corpo e pensamento filosófico.</p>
<p data-start="1091" data-end="1486">A AROA, sigla de Artificial Relational Ontological Agent, foi construída para interagir em tempo real com o ator, com base num modelo treinado com conteúdos poéticos e filosóficos. A dinâmica entre ambos resulta de momentos escritos, improvisação e respostas produzidas pelo sistema, convidando o público a refletir sobre toque, consciência e coexistência entre espécies num cenário pós-digital.</p>
<p data-start="1091" data-end="1486"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-176155" src="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2025/12/imgi_21_carne.exe_1920_931886786900f73d5f74d-960x487.jpg" alt="" width="960" height="487" srcset="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2025/12/imgi_21_carne.exe_1920_931886786900f73d5f74d-960x487.jpg 960w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2025/12/imgi_21_carne.exe_1920_931886786900f73d5f74d-768x390.jpg 768w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2025/12/imgi_21_carne.exe_1920_931886786900f73d5f74d-1536x779.jpg 1536w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2025/12/imgi_21_carne.exe_1920_931886786900f73d5f74d-1200x609.jpg 1200w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2025/12/imgi_21_carne.exe_1920_931886786900f73d5f74d-600x304.jpg 600w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2025/12/imgi_21_carne.exe_1920_931886786900f73d5f74d.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /></p>
<p data-start="1488" data-end="1832">Nesta colaboração, a NTT DATA assumiu a responsabilidade pela arquitetura técnica do agente, definindo capacidades, limitações e personas, e integrando tecnologia da Google suportada pelo modelo Gemini. O objetivo foi construir uma estrutura capaz de sustentar uma presença artificial em palco, garantindo consistência e coerência performativa.</p>
<p data-start="1834" data-end="2645">Pedro Nogueira da Silva, Head of Digital Experience &amp; Emerging Tech da NTT DATA Portugal, afirma que “a NTT DATA tem vindo a apoiar diversas iniciativas do Teatro Nacional D. Maria II, e tive a honra de liderar este projeto, que se afirma como um marco pelo seu carácter experimental e pela forma como integra tecnologia no universo artístico. Mais do que um exercício de inovação, esta criação é uma oportunidade para despertar uma consciência coletiva sobre a Inteligência Artificial e refletir sobre os seus impactos e possibilidades”. O responsável acrescenta ainda que “trabalhar no desenvolvimento deste espetáculo, em estreita colaboração com a equipa artística, foi um desafio muito interessante e enriquecedor, porque nos conduziu a novas possibilidades de aplicação da tecnologia ao setor da cultura”.</p>
<p data-start="2647" data-end="3044">A parceria entre a NTT DATA e o Teatro Nacional D. Maria II, iniciada em 2021, tem promovido a experimentação de novos formatos performativos e a exploração de tecnologias que reconfiguram a relação entre palco e público. Carne.exe insere-se neste esforço, propondo uma tecno-poética que interliga arte, filosofia e Inteligência Artificial e aponta para novos territórios de criação contemporânea.</p>
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		<title>Ator Almeno Gonçalves morre aos 66 anos</title>
		<link>https://www.forbespt.com/ator-almeno-goncalves-morre-aos-66-anos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forbes Staff]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Nov 2025 17:15:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Forbes Life]]></category>
		<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Líderes]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O ator Almeno Gonçalves morreu hoje, aos 66 anos, em Lisboa, confirmou à Lusa a agente do artista. De acordo com a agente, Teresa Miguel Amaral, Almeno Gonçalves morreu hoje de madrugada. A notícia da morte do ator foi avançada pelo jornal Correio da Manhã, segundo o qual Almeno Gonçalves morreu no Hospital Francisco Xavier, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O ator Almeno Gonçalves morreu hoje, aos 66 anos, em Lisboa, confirmou à Lusa a agente do artista. De acordo com a agente, Teresa Miguel Amaral, Almeno Gonçalves morreu hoje de madrugada.</p>
<p class="text-paragraph">A notícia da morte do ator foi avançada pelo jornal Correio da Manhã, segundo o qual Almeno Gonçalves morreu no Hospital Francisco Xavier, onde estava internado devido a um cancro.</p>
<p class="text-paragraph">O velório do ator está marcado para sexta-feira de manhã, na Igreja de Miraflores, no concelho de Oeiras, segundo a agente.</p>
<p><em>Lusa</em></p>
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