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	<title>Emigração Archives - Forbes Portugal</title>
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	<description>A revista de líderes e de empreendedores com maior impacto no mundo dos negócios.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 15 Jun 2026 10:45:07 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Emigração Archives - Forbes Portugal</title>
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		<title>Eleitores suíços rejeitam proposta para limitar população a 10 milhões até 2050</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Forbes Portugal Staff]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 12:04:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Emigração]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[População]]></category>
		<category><![CDATA[Referendo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os eleitores suíços rejeitaram ontem, em referendo, uma iniciativa da direita radical para limitar a população a 10 milhões até 2050, com projeções nacionais a indicarem vitória do “não”, segundo a radiotelevisão estatal SRF. A proposta, promovida pela União Democrática do Centro (UDC), previa a introdução de restrições à imigração caso a população ultrapassasse determinados [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os eleitores suíços rejeitaram ontem, em referendo, uma iniciativa da direita radical para limitar a população a 10 milhões até 2050, com projeções nacionais a indicarem vitória do “não”, segundo a radiotelevisão estatal SRF. A proposta, promovida pela União Democrática do Centro (UDC), previa a introdução de restrições à imigração caso a população ultrapassasse determinados limiares antes de 2050.</p>
<p class="text-paragraph">Entre as medidas estavam limitações ao asilo, ao reagrupamento familiar e às autorizações de residência, podendo ainda pôr em causa o acordo de livre circulação de pessoas entre a Suíça e a União Europeia. O Governo suíço, bem como sindicatos e associações empresariais, opunham-se à iniciativa, alertando para impactos económicos e para o agravamento da escassez de mão de obra qualificada.</p>
<blockquote><p><strong>A Suíça realiza referendos federais com regularidade, geralmente quatro vezes por ano, permitindo aos eleitores decidir diretamente sobre iniciativas legislativas e constitucionais. </strong></p></blockquote>
<p class="text-paragraph">O Grupo do Partido Popular Europeu no Parlamento Europeu, aliado da UDC, considerou a derrota do referendo uma “decisão que deve ser respeitada”, enquanto o partido suíço sublinhou a elevada participação eleitoral, defendendo que o tema do limite populacional merece novas discussões. O plebiscito voltou a evidenciar a divisão entre zonas urbanas e rurais, com destaque para o cantão de Appenzell Innerrhoden, no nordeste, onde residem poucos estrangeiros e cerca de 66% dos votantes aprovaram a proposta.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo dados oficiais, a população suíça é atualmente estimada em cerca de 9,1 milhões de habitantes, com mais de um quarto de origem estrangeira. A iniciativa previa que, caso o país atingisse 9,5 milhões de habitantes antes de 2050, o executivo fosse obrigado a adotar medidas corretivas na política migratória.</p>
<p class="text-paragraph">A Suíça realiza referendos federais com regularidade, geralmente quatro vezes por ano, permitindo aos eleitores decidir diretamente sobre iniciativas legislativas e constitucionais. A imigração tem sido um tema recorrente no debate político suíço, com várias propostas restritivas apresentadas nas últimas décadas, embora poucas tenham sido aprovadas.</p>
<p><strong>(Lusa)</strong></p>
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		<title>Cerca de 73% dos jovens portugueses até aos 24 anos ponderam emigrar</title>
		<link>https://www.forbespt.com/cerca-de-73-dos-jovens-portugueses-ate-aos-24-anos-ponderam-emigrar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Helena C. Peralta]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Nov 2025 14:28:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Emigração]]></category>
		<category><![CDATA[Portugueses]]></category>
		<category><![CDATA[recursos humanos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A apetência dos portugueses para procurar novos caminhos fora de fronteiras não é nova, mas, ainda assim está a crescer. São cerca de 34% os portugueses que estão dispostos a abandonar o país à procura de melhores condições de vida, segundo os dados revelados pelo estudo &#8220;Consumer Sentiment Survey 2025&#8221;, realizado pela consultora Boston Consulting [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A apetência dos portugueses para procurar novos caminhos fora de fronteiras não é nova, mas, ainda assim está a crescer. São cerca de 34% os portugueses que estão dispostos a abandonar o país à procura de melhores condições de vida, segundo os dados revelados pelo estudo &#8220;Consumer Sentiment Survey 2025&#8221;, realizado pela consultora Boston Consulting Group (BCG). Esta percentagem é superior em dois pontos percentuais à recolhida no estudo de 2024, o que indica uma tendência ascendente nesta matéria. O estudo inquiriu mil portugueses em todo o território nacional utilizando para isso 44 perguntas relacionadas com o sentimento dos portugueses para com os seus hábitos de consumo.</p>
<p>A procura de melhores condições profissionais é o primeiro motivo para a potencial emigração, com 37% das respostas, seguindo-se o descontentamento com a realidade política, fiscal e social existente país. No entanto, a tendência diminui à medida que a idade avança, sendo os mais jovens mais propensos a atravessar fronteiras. A percentagem de jovens entre os 18 e os 24 anos que admite vir a emigrar passou dos 64% em 2024 para os 73%, sendo que a tendência também é mais elevada entre os jovens com formação superior, que atinge os 35%.</p>
<blockquote><p><strong> “Este estudo destaca que não estamos a conseguir sequer abrandar a tendência de emigração de uma parte substancial das nossas gerações mais novas, e em particular as pessoas com maior nível de qualificação (&#8230;), refere Eduardo Bicacro, managing director &amp; partner da BCG. </strong></p></blockquote>
<p>O estudo analisou igualmente a relação dos portugueses com o trabalho e conclui que, para além da remuneração, os portugueses valorizam a autonomia e a responsabilidade, com 26% das respostas, bem como o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, que fica muito próxima com 25% dos inquiridos. Estes dois itens subiram dois pontos percentuais cada face ao questionário do ano passado. Seguiram-se respostas como um ambiente de trabalho saudável e colaborativo, com 22%, e as amizades ou relacionamentos interpessoais com 18%. No fim das opções ficaram dimensões como o propósito e significado, a flexibilidade, e os benefícios adicionais, item que só recolheu 5% das respostas.</p>
<p>Relativamente aos modelos de trabalho, 72% dos inquiridos está a 100% presencial, mas mais de 60% preferia estar em trabalho remoto, total ou parcialmente. Apenas 10% dos inquiridos estão em trabalho totalmente remoto, mas cerca de 25% refere ser esta a sua preferência, sobretudo no caso dos profissionais até aos 45 anos. Além disto, os portugueses também valorização a diversidade no local de trabalho, já que 80% referem que é importante trabalhar num ambiente diverso, e 17% consideram que é mesmo essencial.</p>
<figure id="attachment_175081" aria-describedby="caption-attachment-175081" style="width: 640px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-175081" src="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2025/11/Eduardo-Bicacro-2-640x960.jpg" alt="" width="640" height="960" srcset="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2025/11/Eduardo-Bicacro-2-640x960.jpg 640w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2025/11/Eduardo-Bicacro-2-1280x1920.jpg 1280w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2025/11/Eduardo-Bicacro-2-768x1152.jpg 768w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2025/11/Eduardo-Bicacro-2-1024x1536.jpg 1024w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2025/11/Eduardo-Bicacro-2-1365x2048.jpg 1365w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2025/11/Eduardo-Bicacro-2-1200x1800.jpg 1200w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2025/11/Eduardo-Bicacro-2-600x900.jpg 600w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2025/11/Eduardo-Bicacro-2-scaled.jpg 1707w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /><figcaption id="caption-attachment-175081" class="wp-caption-text">Eduardo Bicacro é managing director &amp; partner da BCG. Foto/DR</figcaption></figure>
<p>Eduardo Bicacro, managing director &amp; partner da BCG refere que “Este estudo destaca que não estamos a conseguir sequer abrandar a tendência de emigração de uma parte substancial das nossas gerações mais novas, e em particular as pessoas com maior nível de qualificação. Isto está diretamente relacionado com a gradual perda de competitividade dos salários em Portugal, que nos expõem particularmente neste tipo de talento que encontra mais facilmente soluções lá fora”.</p>
<p>E acrescenta que “é importante sublinhar que nem tudo se resume à remuneração. Existem outros atributos que os profissionais valorizam e que influenciam a sua preferência por outros mercados: a autonomia que lhes é dada, o respeito pelo equilíbrio entre a vida profissional e a pessoal e a flexibilidade horária são aspetos em que estamos ainda atrás de alguns mercados na Europa e noutros continentes, que continuam a atrair o nosso melhor talento”.</p>
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		<title>Foram cerca de 70 mil os portugueses que emigraram em 2023. Suíça foi o principal destino</title>
		<link>https://www.forbespt.com/foram-cerca-de-70-mil-os-portugueses-que-emigraram-em-2023-suica-foi-o-principal-destino/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forbes Staff]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 Aug 2025 12:19:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Emigração]]></category>
		<category><![CDATA[Nível de vida]]></category>
		<category><![CDATA[Portugueses]]></category>
		<category><![CDATA[Suíça]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cerca de 70 mil portugueses deixaram o país em 2023, um número que se manteve estável face ao ano anterior, com destino, sobretudo, à Suíça, segundo um relatório ontem divulgado. “Estima-se que terão saído 70.000 portugueses em 2023, o mesmo número de 2022, continuando assim a recuperação da emigração portuguesa para valores próximos dos anos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Cerca de 70 mil portugueses deixaram o país em 2023, um número que se manteve estável face ao ano anterior, com destino, sobretudo, à Suíça, segundo um relatório ontem divulgado. “Estima-se que terão saído 70.000 portugueses em 2023, o mesmo número de 2022, continuando assim a recuperação da emigração portuguesa para valores próximos dos anos anteriores à pandemia do covid-19”, lê-se no relatório da Emigração Portuguesa 2024, com dados referentes ao ano anterior.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo o documento, elaborado pelo Observatório da Emigração e Rede Migra, Centro de Investigação e Estudos de Sociologia e pelo ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, apenas não se verificou uma recuperação total uma vez que a emigração para o Reino Unido caiu mais de 40%, mantendo a trajetória descendente iniciada com o ‘Brexit’ (saída do Reino Unido da União Europeia) e para França cedeu 25%.</p>
<p class="text-paragraph">Ainda assim, a emigração portuguesa é superior aos níveis pré-covid na maioria dos seus principais destinos. Em 2023, a Suíça voltou a ser o principal país de destino para os portugueses, contabilizando-se 12.652 entradas, seguida por Espanha, com 11.554. Destacam-se ainda países como França (7.426), Alemanha (6.375), Holanda – agora Países Baixos (4.892), Reino Unido (4.414), Bélgica (3.857) e Luxemburgo (3.638). Seguem-se a Dinamarca (1.818), Moçambique (1.439) e Canadá (1.005).</p>
<blockquote><p><strong>Em 2023, os emigrantes portugueses continuaram a ser maioritariamente homens em idade ativa. No entanto, alguns países têm uma maior taxa de feminização, como o Reino Unido (50,5%), França (50,4%) ou Austrália (46,2%).</strong></p></blockquote>
<p class="text-paragraph">Com menos de mil entradas aparecem destinos como EUA (890), Áustria (778), Noruega (709), Itália (702), Suécia (688), Brasil (547), Venezuela (532), Irlanda (426) e Angola (381). No fundo da tabela estão a Austrália (91) e Macau (53).</p>
<p class="text-paragraph">“Embora a imigração portuguesa tenha perdido relativa importância ao longo dos anos, o impacto desses fluxos nos países de destino continua a ser expressivo. No Luxemburgo, por exemplo, os portugueses representaram cerca de 13,5% do total de entradas de imigrantes, enquanto em Macau o número foi de 6% e na Suíça 5,2%”, detalhou.</p>
<p class="text-paragraph">Em 2023, os emigrantes portugueses continuaram a ser maioritariamente homens em idade ativa. No entanto, alguns países têm uma maior taxa de feminização, como o Reino Unido (50,5%), França (50,4%) ou Austrália (46,2%).</p>
<p class="text-paragraph">Os EUA foram o país onde se verificou um maior aumento no número de emigrantes que adquiriram a nacionalidade, contabilizando-se 1.1896 processos, mais 21,9% face a 2022.</p>
<p><strong>(Lusa) </strong></p>
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		<item>
		<title>Pelo menos 65% dos jovens profissionais de saúde já pensou emigrar</title>
		<link>https://www.forbespt.com/pelo-menos-65-dos-jovens-profissionais-de-saude-ja-pensou-emigrar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forbes Staff]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Apr 2025 17:41:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Emigração]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pelo menos 65% dos jovens profissionais de saúde já considerou emigrar devido aos “salários baixos, falta de progressão da carreira e elevado nível de stress”, segundo um estudo hoje divulgado, que contou com 1.500 participantes. No estudo da Plataforma de Jovens Profissionais de Saúde para avaliar o bem-estar de jovens médicos, farmacêuticos e enfermeiros até [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Pelo menos 65% dos jovens profissionais de saúde já considerou emigrar devido aos “salários baixos, falta de progressão da carreira e elevado nível de stress”, segundo um estudo hoje divulgado, que contou com 1.500 participantes.</p>
<p>No estudo da Plataforma de Jovens Profissionais de Saúde para avaliar o bem-estar de jovens médicos, farmacêuticos e enfermeiros até aos 35 anos é desenhado “um cenário crónico preocupante de insatisfação e intenção crescente de emigração&#8221;.</p>
<p>“Apesar da dedicação inquestionável à profissão, os jovens profissionais de saúde em Portugal enfrentam condições de trabalho difíceis, com salários baixos, falta de progressão na carreira e um elevado nível de stress — fatores que os levam a considerar seriamente a emigração”, explicou Xavier Canavilhas, representante da Plataforma, citado em comunicado.</p>
<p>A Plataforma de Jovens Profissionais de Saúde, que agrega sete associações da área, concluiu que “65% dos jovens profissionais já considerou ou considera emigrar, sendo que as principais razões se prendem com melhores condições salariais, melhor qualidade de vida e oportunidades de desenvolvimento”, indicando, no entanto, que “a grande maioria expressa o desejo de permanecer no país, mas sente-se desmotivada”.</p>
<p>De acordo com Xavier Canavilhas, o barómetro revelou “um panorama preocupante”, mas, ao mesmo tempo, dá ferramentas para trabalhar com o Governo na procura de medidas concretas para a valorização dos profissionais de saúde. Segundo o representante da Plataforma “existia um canal aberto de proximidade com o atual Governo para trabalhar com a Plataforma de Jovens Profissionais de Saúde em propostas concretas para o país”, esperando que “a interrupção deste ciclo legislativo não coloque em causa as mudanças que são urgentes no setor da saúde”.</p>
<p>O estudo assinalou ainda que 45% dos profissionais afirmaram estar insatisfeitos com as condições de trabalho, sendo que apenas “cerca de 10% afirma estar satisfeito”.</p>
<p>Também foi possível concluir que 70% dos profissionais se sentem “sob pressão frequentemente” e que mais de 60% “sentem que os seus horários de trabalho não permitem conciliar a vida pessoal, profissional e familiar, enquanto apenas cerca de 18% expressa um equilíbrio saudável”.</p>
<p>Sobre o impacto na qualidade dos cuidados, 54% dos inquiridos acreditam que a falta de condições laborais compromete a qualidade dos cuidados prestados aos utentes, enquanto 60% afirmaram que não escolheriam a mesma profissão se pudessem recomeçar, por não oferecer “oportunidades de progressão”.</p>
<p>Em contraste, entre os que acreditam que a sua profissão oferece boas oportunidades de progressão, 73% voltariam a escolher a mesma profissão.</p>
<p>Ainda foi possível concluir que 95% dos profissionais de saúde “acreditam que a colaboração melhora a qualidade dos cuidados, embora apenas metade considere ter sido preparado para esta realidade durante a sua formação”.</p>
<p>“Os dados divulgados demonstram que muitos profissionais desejam permanecer no país, mas sentem-se forçados a procurar outras oportunidades”, sustentou.</p>
<p>O estudo referiu ainda que, para cerca de 32% dos inquiridos, o fator principal que influencia a retenção de profissionais no interior do país é a remuneração competitiva, sendo que 48% considera “nada ou pouco” atrativo trabalhar no interior do país.</p>
<p>A análise que partiu de um questionário ‘online’ vai ser hoje apresentada na Fundação Champalimaud, em Lisboa, depois de ter estado acessível a todos os jovens profissionais de saúde até aos 35 anos, inclusive.</p>
<p><em>(LUSA)</em></p>
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		<item>
		<title>Remessas dos emigrantes subiram 1,2% para 993,2 milhões no primeiro trimestre</title>
		<link>https://www.forbespt.com/remessas-dos-emigrantes-subiram-12-para-9932-milhoes-no-primeiro-trimestre/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dírcia Lopes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 May 2024 12:57:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[banco de portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Emigração]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As remessas dos emigrantes subiram 2,5% em março, para 310,9 milhões de euros, ajudando a que os valores enviados pelos emigrantes portugueses no trimestre tenham aumentado 1,2%, para 993,2 milhões de euros. De acordo com os dados do Banco de Portugal, os portugueses a trabalhar no estrangeiro enviaram para Portugal 993,2 milhões de euros no [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">As remessas dos emigrantes subiram 2,5% em março, para 310,9 milhões de euros, ajudando a que os valores enviados pelos emigrantes portugueses no trimestre tenham aumentado 1,2%, para 993,2 milhões de euros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com os dados do Banco de Portugal, os portugueses a trabalhar no estrangeiro enviaram para Portugal 993,2 milhões de euros no primeiro trimestre, mais 1,2% que os 981,1 milhões de euros enviados nos primeiros três meses do ano passado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em sentido inverso, os estrangeiros a trabalhar em Portugal enviaram, nos primeiros três meses deste ano, 149,5 milhões de euros, uma subida de 3,5% face aos 144,3 milhões enviados de janeiro a março do ano passado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Olhando apenas para março, as remessas dos imigrantes em Portugal desceram 2,7%, de 52,2 milhões de euros para 50,8 milhões de euros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pelo contrário, as remessas dos trabalhadores portugueses no estrangeiro aumentaram 2,5%, passando de 303,3 milhões de euros, em março do ano passado, para 310,9 milhões em março deste ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As remessas dos trabalhadores portugueses em Angola subiram 13,1% no primeiro trimestre deste ano, passando de 71,3 milhões de euros no período homólogo do ano passado para 80,6 milhões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a mesma fonte, os trabalhadores portugueses em Angola enviaram 71,3 milhões de euros de janeiro a março de 2023, aumentando esse valor para 80,6 milhões nos primeiros três meses deste ano, motivando uma subida de 13,1% nas remessas recebidas por Portugal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em sentido inverso, os angolanos a trabalhar em Portugal enviaram 2 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, o que representa uma descida de 18,2% face aos 2,4 milhões enviados nos primeiros três meses do ano passado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com Lusa</p>
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			</item>
		<item>
		<title>SEF foi extinto às 00:00 de hoje e entra em funções agência das migrações</title>
		<link>https://www.forbespt.com/sef-foi-extinto-as-0000-de-hoje-e-entra-em-funcoes-agencia-das-migracoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forbes Staff]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Oct 2023 07:14:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Emigração]]></category>
		<category><![CDATA[lusofonia]]></category>
		<category><![CDATA[negócios]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) foi extinto hoje às 00:00, entrando em funções a Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), que vai suceder a este serviço nas questões administrativas de emissão de documentos para estrangeiros. As competências do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras vão ser transferidas para sete organismos, passando as [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) foi extinto hoje às 00:00, entrando em funções a Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), que vai suceder a este serviço nas questões administrativas de emissão de documentos para estrangeiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As competências do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras vão ser transferidas para sete organismos, passando as policiais para a PSP, GNR e PJ, enquanto as funções em matéria administrativa relacionadas com os cidadãos estrangeiros vão para a nova agência e para o Instituto de Registos e Notariado (IRN), sendo ainda criada a Unidade de Coordenação de Fronteiras e Estrangeiros, que vai funcionar sob a alçada do secretário-geral do Sistema de Segurança Interna, além de alguns inspetores serem também transferidos para a Autoridade Tributária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os inspetores vão ser transferidos para a PJ e os funcionários não policiais para a AIMA e IRN, existindo “um regime de afetação funcional transitório&#8221;, que permite aos inspetores do SEF exercerem funções, até dois anos, na GNR e na PSP nos postos de fronteira aérea e marítima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na GNR, que ficará responsável pelas fronteiras marítimas e terrestres, vão ficar afetos 80 inspetores, enquanto 324 vão ficar na PSP, que assume o controlo das fronteiras aéreas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A PJ fica com a competência reservada na investigação da imigração ilegal e tráfico de pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As bases de dados policiais e sistemas de informação em matéria de fronteiras e estrangeiros e de cooperação policial internacional são geridas pela Unidade de Coordenação de Fronteiras e Estrangeiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A AIMA, que herda do SEF cerca de 300 mil processos pendentes de legalização de imigrantes, vai também suceder ao Alto Comissariado para as Migrações, que é igualmente extinto hoje.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta transferência de competências acontece numa altura em que vivem em Portugal mais de um milhão de imigrantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A reestruturação do SEF foi decidida pelo anterior Governo e aprovada na Assembleia da República em novembro de 2021, tendo sido adiada por duas vezes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O SEF foi criado em 1986 e era um serviço de segurança integrado no Ministério da Administração Interna.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lusa</p>
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		<title>Remessas acumuladas de emigrantes crescem até julho</title>
		<link>https://www.forbespt.com/remessas-acumuladas-de-emigrantes-crescem-ate-julho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forbes Staff]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Sep 2023 11:12:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[Emigração]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As remessas dos emigrantes caíram 1,6% em julho face ao período homólogo de 2022, para 375,13 milhões de euros, mas o valor acumulado desde janeiro é maior do que nos primeiros sete meses do ano passado, segundo dados oficiais. De acordo com os dados do Banco de Portugal consultados pela agência Lusa, as verbas enviadas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">As remessas dos emigrantes caíram 1,6% em julho face ao período homólogo de 2022, para 375,13 milhões de euros, mas o valor acumulado desde janeiro é maior do que nos primeiros sete meses do ano passado, segundo dados oficiais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com os dados do Banco de Portugal consultados pela agência Lusa, as verbas enviadas pelos emigrantes desceram de 381,22 milhões de euros, em julho de 2022, para 375,13 milhões de euros, em julho deste ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da queda de julho, as remessas dos emigrantes nos primeiros sete meses do ano, num total de quase 2.355 milhões de euros, continuam acima dos valores enviados de janeiro a julho do ano passado, período em que os emigrantes enviaram 2.267 mil milhões de euros.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Verbas enviadas pelos estrangeiros subiram 14,3% em julho</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Em sentido inverso, as verbas enviadas pelos estrangeiros a trabalhar em Portugal registaram uma subida de 14,3%, passando de 46,67 milhões de euros, em julho do ano passado, para 53,36 milhões, em julho deste ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os imigrantes lusófonos a trabalhar em Portugal enviaram para os seus países 3,8 milhões de euros, o que representa uma queda de 9,8% face aos 3,4 milhões enviados em julho do ano passado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, os dados do Banco de Portugal revelam também uma subida de 12,1% nas verbas enviadas pelos imigrantes brasileiros, que passaram de 22,51 milhões de euros para 25,24 milhões entre julho de 2022 e julho deste ano.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Os imigrantes lusófonos a trabalhar em Portugal enviaram para os seus países 3,8 milhões de euros, o que representa uma queda de 9,8%. </p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Onde a quebra é mais acentuada é nas remessas enviadas pelos portugueses a trabalhar nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), que registaram uma descida de 35,8%, de 42,12 milhões de euros, para 27,03 milhões no mesmo período.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como habitualmente, esta evolução é determinada pelos números de Angola, país de onde os emigrantes portugueses enviaram apenas 26,32 milhões em julho deste ano, uma quebra de 36,3% face aos 41,3 milhões que tinham enviado em julho do ano passado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Lusa </strong></p>
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		<title>Emigrantes portugueses no estrangeiro enviam mais verbas para o país</title>
		<link>https://www.forbespt.com/emigrantes-portugueses-no-estrangeiro-enviam-mais-verbas-para-o-pais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forbes Staff]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Aug 2023 17:10:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Emigração]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As remessas enviadas pelos emigrantes portugueses no estrangeiro em junho aumentaram 6,7%, para 348,37 milhões de euros, fazendo com que a variação semestral tenha subido 4,38%, para 1.969 milhões de euros. De acordo com os dados do Banco de Portugal, consultados hoje pela Lusa, as remessas dos emigrantes passaram de 326,49 milhões de euros, em [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">As remessas enviadas pelos emigrantes portugueses no estrangeiro em junho aumentaram 6,7%, para 348,37 milhões de euros, fazendo com que a variação semestral tenha subido 4,38%, para 1.969 milhões de euros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com os dados do Banco de Portugal, consultados hoje pela Lusa, as remessas dos emigrantes passaram de 326,49 milhões de euros, em junho de 2022, para 348,3 milhões de euros, em junho deste ano, ajudando a que, no total semestral, o envio destas verbas tenha passado de 1.886,5 milhões de euros, nos primeiros seis meses de 2022, para 1.969 milhões de euros, de janeiro a junho deste ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em sentido inverso, as verbas enviadas pelos estrangeiros a trabalhar em Portugal passaram de 47,2 milhões de euros, em junho do ano passado, para 48,1 milhões, o que representa uma subida de 2%, ajudando a consolidar o aumento de 11,3% no primeiro semestre deste ano face aos primeiros seis meses do ano passado.</p>



<h3 class="wp-block-heading">A tendência de subida dos PALOP é a mesma </h3>



<p class="wp-block-paragraph">Olhando apenas para os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), a tendência é a mesma apesar da forte quebra nas remessas de junho, que desceram de 38,8 milhões de euros para 29,4 milhões, representando uma queda de 24,1%, o que não foi suficiente para evitar a subida de 12,1% no semestre, já que os valores enviados pelos portugueses a trabalhar nos PALOP passaram de 137,9 milhões, de janeiro a junho de 2022, para 154,6 milhões nos primeiros seis meses deste ano.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Como é hábito nos dados do Banco de Portugal, grande parte deste valor diz respeito a Angola, responsável pela quase totalidade das remessas registadas como enviadas dos PALOP.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">No primeiro semestre deste ano, os emigrantes portugueses no segundo maior produtor de petróleo na África subsaariana enviaram 150,3 milhões de euros, mais 12,3% do que no mesmo período do ano passado, quando enviaram 133,7 milhões de euros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As remessas enviadas pelos portugueses em Angola em junho, no entanto, mostram uma quebra de 24,5%, já que desceram de 38 milhões, em junho do ano passado, para 28,7 milhões no último mês do primeiro semestre deste ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Lusa </strong></p>
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		<title>Foram e não pensam voltar</title>
		<link>https://www.forbespt.com/foram-e-nao-pensam-voltar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forbes Internacional]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 May 2018 11:32:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Emigração]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Banco Mundial estima que existam mais de 216 milhões de migrantes em todo o mundo. Trata-se de um valor equivalente a 3% da população mundial. Deste bolo, o organismo internacional estima que 2,3 milhões sejam portugueses. Não sendo um dos grandes países de emigração, como o México ou a Índia, que contam com mais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Banco Mundial estima que existam mais de 216 milhões de migrantes em todo o mundo. Trata-se de um valor equivalente a 3% da população mundial. Deste bolo, o organismo internacional estima que 2,3 milhões sejam portugueses.</p>
<p>Não sendo um dos grandes países de emigração, como o México ou a Índia, que contam com mais de 11 milhões de emigrantes, Portugal é o país da União Europeia (e o 22.º do mundo) com mais emigrantes em proporção da população residente.</p>
<p>Os últimos números disponíveis do Banco Mundial sobre o tema apontam para que o número de emigrantes portugueses supere os 2 milhões, “o que significa que mais de 20% dos portugueses vive fora do país em que nasceu”, refere o Observatório da Emigração no relatório estatístico de 2015, publicado em Julho do ano passado.</p>
<p>Para a economia nacional, os últimos anos têm sido particularmente marcados por uma forte saída de portugueses do país. O Observatório da Emigração refere que entre 2010 e 2013, o número de saídas de Portugal cresceu mais de 50%.</p>
<p>O Instituto Nacional de Estatística estima que em 2014 o número de emigrantes portugueses ultrapassou a fasquia das 134 mil pessoas. “É preciso recuar a 1973 para se encontrar valores para a emigração desta ordem de grandeza”, refere o documento.</p>
<p>A crise económica e uma forte política de austeridade que tomou conta do país no último quinquénio são factores que servem para justificar parte destes números. Entre a franja da população onde essa realidade é mais visível destacam-se os jovens.</p>
<p>Com o desemprego jovem a atingir níveis recorde (o valor mais alto foi atingido em Fevereiro de 2012, com a taxa de desemprego jovem a situar-se nos 40,7%, quase o dobro da média dos países 28 países da União Europeia), não havia muitas outras alternativas aos jovens portugueses que não fosse procurar opções no estrangeiro. Foi isso que fizeram Marta Jales e Pedro Valentim.</p>
<p>Namoram há cinco anos e mudaram-se para Londres há quase três. Ela trabalhava numa consultora de comunicação, ele era programador, ambos em Lisboa. Decidiram partir para Londres em 2013 depois de uma proposta de trabalho muito vantajosa que foi apresentada a Pedro. Ele foi primeiro para o Reino Unido, ela juntou-se a ele meses depois.</p>
<p>Vivem agora confortavelmente numa das maiores cidades do mundo, com bons salários e satisfeitos  profissionalmente. Ele não pensa em voltar, ela considera essa hipótese.</p>
<p>O Reino Unido é actualmente o país para onde emigram mais portugueses. É assim desde 2011. Em 2014, o país de Sua Majestade recebeu 31 mil portugueses.</p>
<p>O relatório do Observatório de Emigração refere que “os portugueses que aí chegaram nos últimos cinco anos incluem uma proporção de indivíduos com ensino superior mais elevada do que a observada na emigração para outros destinos” e que se trata de um fluxo composto predominantemente por jovens adultos (cerca de um terço tem entre 25 a 34 anos de idade) que se fixam maioritariamente em Londres (cerca de 50% em 2014).</p>
<h3>O futuro não é aqui</h3>
<p>A partir da capital britânica, numa conversa por Skype, Marta e Pedro manifestam opiniões contraditórias sobre o regresso. Marta tem saudades de Portugal, do sol, da vida portuguesa. Pedro só pensa no próximo passo, que não inclui necessariamente Portugal. Contudo, sabem que o regresso não acontecerá se isso significar um retorno ao mundo do trabalho português como eles o conhecem &#8211; e do qual fugiram.</p>
<p>Do ordenado mínimo que lhe queriam pagar em Portugal, Marta passou para uma empresa com possibilidades de progressão de carreira, objectivos claros, avaliações de desempenho regulares e um bom salário. O mesmo aconteceu com Pedro.</p>
<p>“A ideia que tenho é de que as pessoas que saíram não vão voltar para Portugal para trabalhar para outras pessoas. Toda a gente que saiu percebeu que, em Portugal, os gestores e os donos das empresas não têm noção nenhuma do que é trabalhar bem. Ninguém quer voltar para Portugal para as condições que tinham antes”, refere Pedro.</p>
<p>Voltar torna-se assim difícil. O regresso, segundo Pedro, é somente visto em caso de isso significar “abrir um negócio próprio” ou arranjar um trabalho numa empresa “cujos donos sejam desta nova geração, com uma mentalidade diferente” .</p>
<p>O adiamento do regresso a casa por parte do jovem casal não é uma excepção. Um inquérito realizado em 2014 pelo Observatório de Emigração a enfermeiros portugueses no Reino Unido, um dos grupos profissionais com taxas de emigração mais elevadas para este destino, permite aferir isso mesmo.</p>
<p>Os resultados “permitem concluir que estamos perante uma imigração predominantemente jovem de recém-licenciados, recrutados por agências empregadoras, já com percursos de mobilidade profissional e com fracas intenções de regresso a Portugal”, salienta o organismo nacional.</p>
<p>Depois de se ganhar experiência num percurso profissional no exterior em áreas que, em Portugal, têm limitações em termos de escala, como a investigação científica ou a cultura, torna-se difícil voltar a entrar no país nas mesmas áreas, com poucas oportunidades. Bernardo Sousa de Macedo é um desses casos.</p>
<p>Licenciado em Direito pela Universidade Nova de Lisboa, tem vocação para a área cultural e, em específico, para o teatro musical. Depois de um ano a trabalhar no Ministério da Justiça, resolveu, insatisfeito, ir-se embora de Portugal para “se aventurar nesta área muito específica”, conta.</p>
<p>Como já tinha estado em Munique ao abrigo do programa para estudantes “Erasmus” em 2007, e como já tinha experimentado trabalhar na área de gestão cultural em 2008, em Bayreuth, a escolha natural foi a Alemanha. Conseguiu um trabalho na Ópera Estatal da Baviera pouco tempo depois de lá ter chegado.</p>
<p>“Nós temos uma tradição de apoio à ópera, mas que estava morta quando saí de Portugal. Não tinha grande alternativa. Naquela altura era um absoluto vazio”, diz.</p>
<p>Agora trabalha no Gartnerplatztheater, uma sala de espectáculos na cidade de Munique, e voltou aos bancos da faculdade, para estudar Teatrologia na Ludwig-Maximilians Universität. Bernardo imagina-se a regressar “daqui a uns anos valentes, talvez dez.”</p>
<p>Para já não faz sentido. Estou muito bem integrado. Tenho os meus amigos, alemães, não estou a viver numa redoma de expatriados, foi um investimento muito grande em termos emocionais e de tempo e não quero voltar e deitar tudo a perder”.</p>
<p>Segundo João Peixoto, sociólogo e professor no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), especialista em migrações, “muitas das pessoas que saem têm sempre um projecto de regresso, mesmo que seja um projecto adiado.”</p>
<p>Contudo, Peixoto refere que “nós, os cientistas, sabemos pouco sobre a estratégia dos migrantes, mas os próprios migrantes também não sabem o que fazer daí a alguns meses. É normal que nos projectos de saída exista uma ideia de regresso, que só o tempo provará se se vai consubstanciar em realidade”.</p>
<p>O regresso é, em grande parte, impedido por este tipo de futuras expectativas da parte dos emigrantes em relação às carreiras profissionais. “Se quiséssemos ter uma política eficaz que conseguisse que as pessoas regressassem, teríamos não apenas de criar empregos, mas fazer com que os salários deixem de ser salários de 500 euros e desbloquear as carreiras para as pessoas mais jovens”, explica o professor do ISEG.</p>
<p>“As expectativas em relação à economia são decisivas para a análise de um eventual regresso”, acrescenta.</p>
<p>Para Bernardo, a questão do regresso só se porá quando sentir que amadureceu profissionalmente na área: “Não quero trabalhar numa função intermédia em Portugal”.</p>
<p>O jovem adianta que “se voltasse, à partida, não seria numa de voltar e mandar currículos. Idealmente, começaria a fazer contactos a partir de Munique, a falar com pessoas, e mudar-me para Portugal se houver alguma coisa de apetecível”.</p>
<h3>Saudades de casa</h3>
<p>Na hora da decisão de um eventual regresso, há ainda outra variável importante: os afectos. “Cada um de nós é um indivíduo único, com uma história única. O regresso tem sempre a ver com particularidades da história de cada um”, salienta Peixoto.</p>
<p>Elementos como família, parceiros amorosos e amigos vêm baralhar as contas da simples racionalidade financeira. André Vidal, de 24 anos, é um desses casos. Licenciado em Ciências da Comunicação com mestrado em Jornalismo, resolveu fazer as malas e ir para Budapeste, na Hungria, depois de meses à procura de emprego, e não necessariamente na sua área.</p>
<p>“Fui a mais de 20 entrevistas e nunca tive a oportunidade de ficar em nenhum sítio. Primeiro comecei por concorrer em coisas na área de jornalismo e da comunicação empresarial, depois comecei a concorrer a tudo o que aparecia, desde lojas, trabalhar em restaurantes”, sendo que a inexperiência o impediu de conseguir um trabalho.</p>
<p>André decidiu então partir para a capital da Hungria, onde já tinha um primo a viver, e arranjou um trabalho como administrativo na petrolífera BP. Contudo, no seu horizonte estava desde a primeira hora o regresso ao seu país.</p>
<p>“Sempre quis viver e trabalhar em Portugal. Desde o momento em que vim, que penso em voltar. Penso nisso frequentemente”, conta, antecipando que planeia ficar pelo menos um ano na Hungria antes de reavaliar um regresso definitivo.</p>
<p>André nunca pensou em fazer uma carreira internacional. Por isso, o plano do jovem é voltar a enviar currículos, explica, “e ter já um emprego assegurado quando regressar.” A via tradicional para arranjar emprego, no fundo.</p>
<p>Para esta geração que parte, o país tem de mudar, pois esta nova emigração qualificada não voltará para as mesmas condições das quais, desiludida, fugiu. É por isso que os regressos irão muito provavelmente passar pelo empreendedorismo dos emigrantes.</p>
<p>“É preciso criar meios para que os portugueses que estão lá fora que querem fazer alguma coisa cá dentro possam voltar”, salienta Peixoto, referindo-se a programas como o VEM ou o FAZ da Gulbenkian e da COTEC &#8211; Associação Empresarial para a Inovação.</p>
<h3>Um país de emigrantes</h3>
<p>A emigração portuguesa não é um fenómeno recente. Em rigor, nunca desapareceu. Cresceu desde a adesão de Portugal à União Europeia, depois da retração que se seguiu ao 25 de Abril de 1974, e acelerou desde que a economia portuguesa entrou em estagnação prolongada, no início deste século.</p>
<p>“Relativamente à década de 1960 já temos respostas: sabemos que algumas pessoas voltaram, mas que a maioria ficou, e foi voltando”, de forma sazonal ou depois da reforma, segundo Peixoto. O historiador Victor Pereira, investigador sobre a emigração portuguesa em França, na Université de Pau et des Pays de l’Adour, constata que “é difícil conhecer os regressos porque nenhuma administração os contabiliza. Depois do 25 de Abril de 1974, os regressos são livres e não há formulários a fazer para regressar”.</p>
<p>Contudo, “nos anos 1980, alguns investigadores portugueses estimavam que, nos anos 1990, metade dos emigrantes das décadas de 1960 e 1970 teriam regressado”, refere o investigador.</p>
<p>Segundo Michel Poignard, geógrafo francês autor do estudo “Le Va-et-Vient identitaire”, publicado nos anos 1990 sobre a emigração portuguesa da década de 1960 radicada em França, a maioria dos regressos foi parcial, com apenas o chefe de família a voltar a Portugal junto da mulher ou dos pais ou tios.</p>
<p>O regresso da totalidade da família rondava, segundo o investigador, os 24%. As principais razões apontadas para o regresso eram razões de ordem familiar, como o regresso para junto da família, ou vontade de educar os filhos em Portugal.</p>
<p>Motivações profissionais seguiam-se, com o regresso devido à reforma ou a situações de doença à cabeça &#8211; sendo que apenas 6,6% regressavam devido a uma proposta de trabalho melhor do que em França.</p>
<p>As saudades de Portugal eram outra razão forte para o regresso às raízes, rondando os 25% de respostas afirmativas. Já os Censos dão-nos uma visão mais alargada sobre os regressos.</p>
<p>Entre 1971 e 2011, tinham residido fora do país por mais de um ano mais de 1,7 milhões de habitantes (França é, há largos anos, o país com mais emigrantes portugueses: as últimas estimativas apontam para mais de 500 mil).</p>
<p>Entre 1971 e 1980, regressaram a Portugal cerca de 485 mil emigrantes &#8211; anos da crise petrolífera e da queda da ditadura portuguesa &#8211; um número que não voltou a ser ultrapassado.</p>
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