Modelos mais bem pagas

Artigo incluído na edição de Outubro 2016
28 de Setembro, 2017,

CARA DELEVIGNE

  • Fortuna: 7,7 milhões de euros

GIGI HADID

  • Fortuna: 8,1 milhões de euros

ROSIE HUNTINGTON- -WHITELEY

  • Fortuna: 8,1 milhões de euros

KENDALL JENNER

  • Fortuna: 9 milhões de euros

KARLIE KLOSS

  • Fortuna: 9 milhões de euros

ADRIANA LIMA

  • Fortuna: 9,5 milhões de euros

GISELE BÜNDCHEN

  • Fortuna: 27,5 milhões de euros

Com transmissão televisiva em 185 países, os desfiles da Victoria’s Secret são uma autêntica extravagância. Os espectáculos da marca organizados pela L Brands são a imagem de uma linha de lingerie conhecida por organizar todos os anos aquele que é o evento mais lucrativo do mundo da moda. Mas não só. É também o acontecimento que junta as melhores e mais bem pagas modelos do mundo.

Da sua última edição, realizada em Novembro de 2015, em Nova Iorque, por exemplo, oito das 47 modelos que desfilaram na passerelle figuram actualmente na lista das “Modelos Mais Bem Pagas” da FORBES, agregando uma fortuna superior a 43 milhões de euros no último ano. É o caso das amigas Kendall Jenner e Gigi Hadid, que hoje são também grandes casos de popularidade no Instagram, e que desfilaram pela Victoria’s Secret pela primeira vez no ano passado. Jenner, de 21 anos, é a terceira modelo mais rica do mundo, tendo ganho 9 milhões de euros nos últimos 12 meses, enquanto Hadid, também de 21 anos, arrecadou 8,1 milhões de euros e partilha a 5.ª posição do ranking com Rosie Huntington-Whiteley.

A Victoria’s Secret, que conta com cerca de cinco dezenas de modelos em cada um dos seus desfiles anuais, só abençoa alguns destes “Anjos” com contratos de sete dígitos. É o caso de Adriana Lima que trabalha com a marca desde 2000, e que no ano passado facturou 9,5 milhões de euros, figurando assim na segunda posição da lista da FORBES. Acima de Lima só a sua compatriota Gisele Bündchen, que não descola da primeira posição da lista das modelos mais bem pagas, com 27,5 milhões de euros gerados no último ano.

Ninguém tenha dúvidas ao ver todos aqueles soutiens com aplicações de joias e grandes asas: os desfiles da Victoria’s Secret são um negócio altamente lucrativo de vários milhões de euros e uma ambição para qualquer modelo.

A exposição mediática gerada pelo desfile anual da Victoria’s Secret confere às modelos uma respeitabilidade que se pode traduzir em contratos muito lucrativos. Numa indústria onde ter milhões de seguidores no Instagram pode conferir às modelos um grande poder de negociação, a publicidade é tudo. “Estamos a chegar a uma altura em que a visibilidade e a imagem são mais fortes – já não é só uma questão do dinheiro que se ganha”, afirmou Ivan Bart, presidente da IMG Models, à FORBES. Que o diga Sara Sampaio, a modelo portuguesa que há três anos consecutivos participa no desfile anual da Victoria’s Secret. Neste período, a sua popularidade disparou, assim como os seus rendimentos.

O multimilionário Les Wexner, o discreto homem de negócios que está por trás da Victoria’s Secret, transformou esta marca numa das grandes fortunas do retalho norte-americano: em 2015, a empresa contabilizou receitas de 7 mil milhões de euros. Além disso, conseguiu, por si só, ver a sua marca associada às modelos que constam do ranking das mais bem pagas do mundo: 18 das 20 modelos da lista deste ano foram ou são modelos da Victoria’s Secret.

AS MODELOS MAIS BEM PAGAS DO ANO

Gisele continua a destacar-se no mundo da moda: a modelo brasileira de 36 anos fez mais dinheiro do que  qualquer outra, desde 2002. Mas a modelo que mais ganha a cada ano que passa é Kendall Jenner, que viu os seus rendimentos aumentarem 150% para 9 milhões de euros em 2016.

Conseguiu alavancar a sua forte presença no Instagram, com 64,4 milhões de seguidores — mais do que qualquer outra na lista — e graças a isso assinou  contratos de milhões de euros com a Estée Lauder e Calvin Klein, marcas que vêem nas redes sociais de Jenner uma nova aposta mediática bastante lucrativa. “O nosso negócio mudou”, afirma Chris Gay, presidente da The Society Management, que representa Jenner. “As modelos são cada vez mais influentes, uma vez que são veículos mediáticos importantes. São não apenas alguém que pode ser a cara de uma campanha, como também são um poderoso meio de distribuição da mesma”, diz.

Gigi Hadid é outra modelo que soube bem aproveitar as redes sociais. Transformou a sua fama digital em euros,
traduzindo os seus mais de 22 milhões de seguidores no Instagram em contratos com grandes nomes do retalho como a Maybelline e a Tommy Hilfiger, tudo isto antes de completar 22 anos. “Modelos, estrelas do YouTube, estrelas das redes sociais – esta é a nova era”, explica Ivan Bart, presidente da IMG Models, que representa Hadid.

No Reino Unido, Huntington-Whiteley, conhecida pelo seu papel em “Mad Max: Estrada da Fúria” e  Transformers: O Lado Oculto da Lua, de 2011”, descobriu que ser tipicamente inglesa pode valer ouro: os royalties
que recebe pelas suas próprias linhas de lingerie, maquilhagem e fragrâncias para a cadeia de lojas Marks & Spencer contribuem para o grosso dos milhões que aufere todos os anos.

Os modelos masculinos não integram este ranking uma vez que, por norma, ganham muito menos do que as modelos femininas — uma das únicas indústrias onde o fosso salarial entre géneros está invertido. Na última vez que a FORBES fez um ranking de modelos masculinos, em 2013, Sean O’Pry estava no topo da lista com pouco mais de 1 milhão de euros.