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Máquinas póstumas - Forbes

Máquinas póstumas

Artigo incluído na edição de Janeiro 2018

Tornaram-se marcas poderosas, apesar de já terem partido, e o seu nome continua a render muitos milhões, quer seja na bilheteira de grandes espectáculos ou com a venda de tudo um pouco.

13º

Bettie Page

  • Valor: 6 milhões de euros
  • Falecimento: 11 . 12 . 2008
  • Idade: 85
  • Causa: Morte natural

12º

Elizabeth Taylor

  • Valor: 7 milhões de euros
  • Falecimento: 23 . 03 . 2011
  • Idade: 79
  • Causa: Insuficiência cardíaca

11º

David Bowie

  • Valor: 8 milhões de euros
  • Falecimento: 10 . 01 . 2016
  • Idade: 69
  • Causa: Cancro

10º

Albert Einstein

  • Valor: 8,5 milhões de euros
  • Falecimento: 18 . 04 . 1955
  • Idade: 76
  • Causa: Morte natural

John Lennon

  • Valor: 10 milhões de euros
  • Falecimento: 08 . 12 . 1980
  • Idade: 40
  • Causa: Homicídio

Theodor “Dr. Seuss” GeiseL

  • Valor: 14 milhões de euros
  • Falecimento: 24 . 09 . 1991
  • Idade: 87
  • Causa: Morte natural

Prince

  • Valor: 15 milhões de euros
  • Falecimento: 21 . 04 . 2016
  • Idade: 57
  • Causa: Overdose de drogas

Tom Petty

  • Valor: 17 milhões de euros
  • Falecimento: 02 . 10 . 2017
  • Idade: 66
  • Causa: Paragem cardíaca

Bob Marley

  • Valor: 19 milhões de euros
  • Falecimento: 11 . 05 . 1981
  • Idade: 36
  • Causa: Cancro

Elvis Presley

  • Valor: 30 milhões de euros
  • Falecimento: 16 . 08 . 1977
  • Idade: 42
  • Causa: Ataque cardíaco

Charles Schulz

  • Valor: 32 milhões de euros
  • Falecimento: 12 . 02 . 2000
  • Idade: 77
  • Causa: Cancro do cólon

Arnold Palmer

  • Valor: 33 milhões de euros
  • Falecimento: 25 . 09 . 2016
  • Idade: 87
  • Causa: Doença cardíaca

Michael Jackson

  • Valor: 63 milhões de euros
  • Falecimento: 25 . 06 . 2009
  • Idade: 50
  • Causa: Overdose / homicídio

As boas vibrações nunca foram tão lucrativas. Os objectos espalhados pela grande mesa de centro no quarto de Rohan Marley têm muito para contar: um moinho de marijuana, a chave de um Bentley e um gira-discos no valor de 200 euros feito de bambu e lixo reciclado – um dos lançamentos mais recentes da House of Marley, uma marca de produtos áudio amigos do ambiente. “Há duas coisas em que acreditamos: equilíbrio espiritual e equilíbrio material”, afirma Rohan Marley, um dos filhos de Bob Marley. Este corpulento antigo jogador da Liga Canadiana de Futebol americano é agora o gestor da marca e património do seu famoso pai. “O meu pai dizia que se formos muitas vezes ao poço, o mesmo esgota um dia. Daí a necessidade de abrir novos poços.”
Rohan é um dos cerca de uma dezena de herdeiros que beneficiam do império Marley – os três filhos mais velhos de Bob, Cedella, Stephen e Zigg, gerem também parte do império Marley; os restantes fazem parte do conselho de administração e partilham as receitas em percentagens iguais. Gerem uma verdadeira máquina póstuma que registou ganhos na ordem dos 20 milhões de euros durante o ano de 2017, sendo Bob Marley o quinto da nossa lista de celebridades já desaparecidas que mais rendem. Trata-se de uma subida significativa face à lista anterior.

Ao som do reggae e do capitalismo

Depois da morte do cantor em 1981, o seu património foi alvo de uma verdadeira batalha pelo controlo do mesmo, que demorou anos, envolveu a sua viúva, o seu produtor e o governo jamaicano, e teve o seu desfecho em 1991. A situação financeira melhorou em 2007, mas os Marley contavam então com uma miscelânea de contratos de licenciamento e que rendiam uns meros 3 milhões de euros por ano. Mas as coisas tornaram-se mais sérias por volta de 2010, altura em que contrataram um executivo com experiência em produtos de consumo, Alon Kaufman, co-fundador da empresa de tecnologias de consumo HoMedics, e que passaria a gerir a House of Marley. O primeiro lançamento da empresa, os auriculares Uplift, vendidos a 33 euros, chegaram às lojas no ano seguinte. O clã começou a opor-se fortemente a usos não autorizados do nome de Bob Marley — desde t-shirts a bonecos que agitam a cabeça — e contrataram a agência de talentos CAA para ser a guardiã da marca.
Além da House of Marley, Rohan gere a marca de café Marley Coffee, enquanto Cedella gere a Marley Natural, um fornecedor de produtos relacionados com erva, como o esgotadíssimo cachimbo de água em vidro fumado. E, à semelhança dos produtos de áudio, todos têm um aspecto amigo do ambiente.
“Já não é possível vencer só pelo preço,” afirma Jeri Yoshizu, que saiu da Toyota para assumir o cargo de director de marketing da House of Marley. “É tudo uma questão de fazer com que uma marca se destaque e de determinar o que representa”, diz.
E Rohan acrescenta: “Eles dizem, ‘Oh, os Marley — cantam sobre amor e paz e tudo! Vão sobreviver!’ Mas isso é um disparate. Também precisamos do capitalismo.”