Jovens promessas

Artigo incluído na edição de Março 2019
29 de Outubro, 2020, e

Os mais promissores jovens europeus com menos de 30 anos são identificados numa dezena de categorias. Nestas cabem dois portugueses, um deles empresário em Portugal com tecnologia para gestão agrícola.

10º

ANDY BRUCKSCHLOEGL

  • Área: Media & Marketing
  • Idade: 29
  • Cargo: Co-fundador, Ryte
  • Origem: Alemanha

JESS GLYNEE

  • Área: Entretenimento
  • Idade: 29
  • Cargo: Cantora e compositora
  • Origem: Reino Unido

CARLOS RODRIGUEZ

  • Área: Jogos e Desportos
  • Idade: 28
  • Cargo: Fundador, G2 Esports
  • Origem: Espanha

YANN FLEUREAU

  • Área: Ciência e Saúde
  • Idade: 20
  • Cargo: Co-fundador, Cardiologs
  • Origem: França

JONATHAN LEVIN

  • Área: Finança
  • Idade: 28
  • Cargo: Co-fundador, Chainalysis
  • Origem: Reino Unido

MICHAEL SORKIN

  • Área: Indústria
  • Idade: 27
  • Cargo: Co-fundador, Igo3D
  • Origem: Alemanha

CONNA WALKER

  • Área: Arte e Cultura
  • Idade: 26
  • Cargo: Fundadora, House of CD
  • Origem: Reino Unido

DAVIDE DATTOLI

  • Área: Técnologia
  • Idade: 28
  • Cargo: Fundador, Talent Garden
  • Origem: Itália

RAISSA DE HAAS

  • Área: Retalho e comércio
  • Idade: 28
  • Cargo: Co-fundadora, Double Dutch
  • Origem: Holanda

CAMILLA HESSELLUND LANSTEIS

  • Área: Empreendedorismo Social
  • Idade: 25
  • Cargo: Fundadora, Lix
  • Origem: Dinamarca

“Espero que esta nomeação venha ajudar”, diz Tiago Sá, que contabiliza em 1500 os produtores que a aplicação Wisecrop está a apoiar na produção agrícola.

A distinção a que o engenheiro electrotécnico se refere é aquela que a FORBES faz a indivíduos abaixo dos 30 anos de idade com maior potencial numa selecção de 10 sectores, na Europa – além de Tiago, Portugal coloca ainda Ricardo Sequerra Amram, que actualmente está em Berlim na capital de risco Cherry Ventures, entre os jovens europeus com menos de 30 anos com enorme potencial.

O nome de Tiago surge na categoria de Empreendedorismo Social, enaltecendo o software que ajuda os agricultores a incrementar a produtividade dos solos e que promove um mercado de intercâmbio no sector.

A integração do Wisecrop com outras soluções de software utilizadas pelas empresas clientes – gestão de recursos humanos, por exemplo –, e a simplicidade de utilização num sector em que a aptidão para o digital não é óbvia, são os principais atributos deste produto da empresa Wiseconnect, que Tiago, na companhia de quatro outros colegas, fundou ainda em ambiente académico, na Universidade do Porto.

Tiago, à FORBES, é contundente na análise do potencial de evolução de mentalidades e modernização na lavoura:

“Não se assustem pela inércia aparente deste sector. As mentalidades estão a mudar a olhos vistos e tenho a certeza que em muito pouco tempo a agricultura será dos sectores tecnologicamente mais avançados”.

Estar sempre disponível para toda a cadeia de gestão de uma exploração agrícola, desde o chefe de equipa que controla a produção agrícola até aos administradores da empresa, permitindo que todos possam avaliar a performance do negócio, é outra característica do Wisecrop.

Um pouco nos cereais, algo mais nas ervas aromáticas e bastante nas culturas frutícolas e hortícolas, é como a empresa está a conquistar mercado, gerindo mais de 25 mil hectares em Portugal, Brasil e Espanha, em propriedades do meio hectare a 1200 hectares.

Tudo começou numa competição na universidade, seguida do Passaporte do Empreendedorismo e da transição, pela mão do então vice-reitor da Universidade do Porto, para o UPTEC, parque de ciência e tecnologia da instituição.

Os cinco sócios passaram ainda meio ano na Start-Up Chile a desenvolver o projecto. Receberam 40 mil dólares (cerca de 35 mil euros) e regressaram para criar a empresa em 2014.