Famosos mais ricos

Artigo incluído na edição de setembro 2017
28 de Setembro, 2017,

10º

LeBron James

  • Profissão: Atleta
  • Nacionalidade: EUA
  • Fortuna: 75 milhões de euros

James Patterson

  • Profissão: Autor
  • Nacionalidade: EUA
  • Fortuna: 76 milhões de euros

Coldplay

  • Profissão: Banda
  • Nacionalidade: Reino Unido
  • Fortuna: 77 milhões de euros

Howard Stern

  • Profissão: Radialista
  • Nacionalidade: EUA
  • Fortuna: 78 milhões de euros

The Weeknd

  • Profissão: Músico
  • Nacionalidade: Canadá
  • Fortuna: 80 milhões de euros

Cristiano Ronaldo

  • Profissão: Atleta
  • Nacionalidade: Portugal
  • Fortuna: 81 milhões de euros

Drake

  • Profissão: Músico
  • Nacionalidade: Canadá
  • Fortuna: 82 milhões de euros

J.K. Rowling

  • Profissão: Autora
  • Nacionalidade: Reino Unido
  • Fortuna: 83 milhões de euros

Beyoncé

  • Profissão: Músico
  • Nacionalidade: EUA
  • Fortuna: 92 milhões euros

Diddy

  • Profissão: Músico
  • Nacionalidade: EUA
  • Fortuna: 113 milhões de euros

Há cinco anos, o Spo­tify, um serviço de streaming de músi­ca novo, era lança­do nos EUA com al­guns meses de atra­so e o YouTube iniciava a sua aposta na programação original. Um ano depois, a Netflix fazia o mesmo, começan­do pela distribuição da série de cul­to House of Cards. Para as figuras que integram a lista Celebrity 100 – a nos­sa lista anual dos artistas que mais ga­nham no planeta –, obter receitas sig­nificativas com o serviço de streaming era então algo que anteviam só mes­mo em sonhos. Mas eis que, de repen­te, tudo pode mudar.

O streaming é agora a plataforma predominante em termos de consumo de música e está a crescer a grande ve­locidade – acima dos 76% a cada ano que passa, segundo a consultora Niel­sen. O YouTube gerou, entretanto, um novo género de celebridade: as estrelas do YouTube. E a Netflix pretende gastar centenas de milhões de euros anual­mente em conteúdos originais. “Já não é só a música, está a alargar-se a todas as formas de entretenimento”, afirma David Bakula, da Nielsen. “Deixámos de precisar de ter produtos físicos, uma vez que, por apenas 10 euros por mês, podemos ter tudo”, diz. Enquanto a ri­queza acumulada pelas 100 figuras que integram a lista deste ano sofreu pou­cas alterações ao valor do ano passa­do, situando-se nos 4,5 mil milhões de euros, os rendimentos gerados pelos fa­mosos relacionados directamente com o streaming dispararam 120%, para os actuais 400 milhões de euros.

Para a generalidade dos músicos, o reduzido valor que recebem por ca­da faixa tocada em streaming (cerca de 1 cêntimo de euro) pode não parecer muito, mas no caso dos 14 artistas na nossa lista, tudo somado dá qualquer coisa como mil milhões de faixas to­cadas durante o ano passado. Cómicos com um público fiel, de Adam Sandler a Chris Rock, recebem agora cheques de oito dígitos de plataformas co­mo a Netflix. E algumas estrelas que passaram também a empresárias, como é o caso de Ellen DeGeneres e de Dwayne “the Rock” Johnson, têm agora as suas próprias apostas na área do streaming de vídeo, à se­melhança do que Dr. Dre fez com o Beats Music e tal como Jay Z está a fazer com o Tidal no áudio.

O número de audições das mú­sicas que compõe – 5,5 mil milhões nos últimos dois anos – foi decisi­vo para que Abel “The Weeknd” Tesfaye conseguisse um adianta­mento de cerca de 65 milhões de euros por conta de digressões. Abel sabe tão bem como qualquer pes­soa que o streaming não é o futu­ro da música – é o presente. Numa altura em que os downloads digi­tais e as vendas físicas estão a cair, o streaming está a contribuir para o aumento generalizado do consu­mo de música – desde que apare­ceram no serviço da Apple, Drake (n.º4 na nossa lista com cerca de 82 milhões de euros) e The Weeknd (n.º 6, com 80 milhões) regista­ram juntos 17,5 mil milhões de au­dições – o que está a gerar outros tipos de ganhos, incluindo receitas de digressões. “Vivemos num mun­do onde os artistas não fazem ver­dadeiramente dinheiro com a mú­sica como acontecia durante a Era de Ouro”, afirma The Weeknd, de 27 anos de idade. No que toca ao futuro, o artista, que passou recen­temente em Portugal, está focado noutras áreas da economia do en­tretenimento que estão também a ser tocadas por esta revolução. “Os meus álbuns são quase como filmes quando estou a compô-los, contam uma história,” afirma an­tes de vaticinar: “mais conteúdo visual e uma aposta também no meu primeiro grande amor, o ci­nema, e que espero poder concre­tizar.” A Netflix que fique atenta.