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	<title>Economia - Forbes Portugal: Macroeconomia, Banca e Mercados</title>
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	<description>A revista de líderes e de empreendedores com maior impacto no mundo dos negócios.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 11 Aug 2026 09:26:24 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Economia - Forbes Portugal: Macroeconomia, Banca e Mercados</title>
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	<item>
		<title>Reservas de crude nos EUA em mínimos de 43 anos</title>
		<link>https://www.forbespt.com/reservas-de-crude-nos-eua-em-minimos-de-43-anos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forbes Portugal Staff]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Aug 2026 13:17:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Combustíveis]]></category>
		<category><![CDATA[Crude]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Irão]]></category>
		<category><![CDATA[petróleo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As reservas estratégicas de petróleo nos EUA ficaram abaixo dos 300 milhões de barris pela primeira vez em 43 anos, segundo um relatório do Departamento de Energia norte-americano. Em 07 de agosto (últimos dados disponíveis), as reservas estavam em 298,7 milhões de barris, o nível mais baixo de 1983. A interrupção do fornecimento através do [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As reservas estratégicas de petróleo nos EUA ficaram abaixo dos 300 milhões de barris pela primeira vez em 43 anos, segundo um relatório do Departamento de Energia norte-americano.</p>
<p class="text-paragraph">Em 07 de agosto (últimos dados disponíveis), as reservas estavam em 298,7 milhões de barris, o nível mais baixo de 1983.</p>
<p class="text-paragraph">A interrupção do fornecimento através do estreito de Ormuz afetou a oferta mundial e obrigou os EUA a libertarem as suas reservas para conter os preços.</p>
<p class="text-paragraph">Em março, o Governo dos EUA anunciou a libertação de 172 milhões de barris da sua reserva estratégica.</p>
<p class="text-paragraph">O petróleo West Texas Intermediate (WTI), uma referência nos EUA, subiu 4,2% para 81,5 dólares por barril.</p>
<p class="text-paragraph">Por sua vez, o preço do Brent, uma referência na Europa, para entrega em outubro subiu hoje 0,54% para os 84 dólares por barril.</p>
<p class="text-paragraph">Na semana passada, o Brent fechou com um ganho de 1,29%.</p>
<p><strong>(Lusa) </strong></p>
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		<title>Deutsche Bank torna-se primeiro banco europeu a processar transações em yuan</title>
		<link>https://www.forbespt.com/deutsche-bank-torna-se-primeiro-banco-europeu-a-processar-transacoes-em-yuan/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forbes Portugal Staff]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Aug 2026 12:25:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Banca]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[negócios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O banco central da China anunciou a designação do Deutsche Bank, da Alemanha, como banco de compensação para a moeda chinesa, tornando-se a primeira instituição europeia a receber esta autorização. Num comunicado divulgado na segunda-feira, o Banco Popular da China (PBOC, na sigla em inglês) indicou que, em conformidade com um acordo com o banco [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O banco central da China anunciou a designação do Deutsche Bank, da Alemanha, como banco de compensação para a moeda chinesa, tornando-se a primeira instituição europeia a receber esta autorização.</p>
<p class="text-paragraph">Num comunicado divulgado na segunda-feira, o Banco Popular da China (PBOC, na sigla em inglês) indicou que, em conformidade com um acordo com o banco central da Alemanha, decidiu autorizar o Deutsche Bank a atuar como banco de liquidação de renminbi em Frankfurt.</p>
<p class="text-paragraph">Os bancos de compensação, também conhecidos como bancos de liquidação, são entidades autorizadas a processar e finalizar transações transfronteiriças, que são fundamentais para o comércio internacional e para os planos de Pequim de internacionalizar a utilização da moeda chinesa.</p>
<p class="text-paragraph">Num comunicado separado, o Deutsche Bank confirmou a decisão e prometeu &#8220;facilitar o processamento, a compensação e a liquidação de ponta a ponta para transações transfronteiriças em yuan para instituições financeiras e empresas europeias&#8221;.</p>
<p class="text-paragraph">O banco alemão apontou como meta tornar-se uma &#8220;ponte local para os sistemas de pagamento da China&#8221; e uma &#8220;ligação fundamental&#8221; entre os mercados financeiros da Europa e do país asiático.</p>
<p class="text-paragraph">O líder do Deutsche Bank para a Ásia-Pacífico, Europa, Médio Oriente, África e Alemanha, Alexander von zur Muehlen, afirmou que a iniciativa &#8220;vai fortalecer a ligação financeira entre a China e a Europa&#8221;.</p>
<p class="text-paragraph">A instituição alemã reiterou o &#8220;apoio de longa data&#8221; à internacionalização do renminbi e sublinhou que foi um dos primeiros bancos internacionais a participar diretamente no CIPS, a alternativa chinesa, lançada em 2015, ao sistema de pagamentos internacionais SWIFT.</p>
<p class="text-paragraph">Pequim tem procurado aumentar a utilização da moeda chinesa em todo o mundo e, assim, reduzir a dependência global do dólar norte-americano, embora, segundo dados da SWIFT, a quota de mercado do dólar seja de 50,1%, enquanto a do renminbi seja de apenas 3,1%.</p>
<p class="text-paragraph">No final de junho, o banco central chinês anunciou uma série de medidas para promover a internacionalização da moeda, por exemplo, permitindo que instituições financeiras, como bancos centrais e fundos soberanos, contraiam empréstimos junto do próprio PBOC, utilizando títulos chineses como garantia, espelhando a operação dos títulos do Tesouro dos EUA, um dos ativos de reserva preferidos do mundo.</p>
<p class="text-paragraph">Além disso, os seis maiores bancos estatais do país foram autorizados a realizar transações offshore (negociadas em mercados estrangeiros) em renminbi, dentro de quotas, diretamente a partir das sedes, em vez de através de subsidiárias no estrangeiro.</p>
<p class="text-paragraph">No final de junho, o PBOC designou o Standard Bank da África do Sul como o primeiro banco de compensação em renmimbi de África, operando em conjunto com o maior banco da China, o estatal ICBC, para processar transações em 19 países do continente.</p>
<p><em>Lusa</em></p>
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		<title>Quantas moedas de ouro “cabem” a cada português? Saiba aqui</title>
		<link>https://www.forbespt.com/quantas-moedas-de-ouro-cabem-a-cada-portugues-saiba-aqui/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Helena C. Peralta]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 14:34:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[bancos centrais]]></category>
		<category><![CDATA[Metais preciosos]]></category>
		<category><![CDATA[ouro]]></category>
		<category><![CDATA[Ouro per capita]]></category>
		<category><![CDATA[Reservas mundiais]]></category>
		<category><![CDATA[Valorização do ouro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2025, o ouro foi rei. A tendência de valorização já vinha de trás, mas o ano passado o valor deste metal precioso bateu recordes históricos atingindo valorizações de 64% durante o ano, o maior ganho desde 1979. Segundo um estudo realizado pela Best Brokers, sobre as reservas mundiais de ouro, os bancos centrais estiveram [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2025, o ouro foi rei. A tendência de valorização já vinha de trás, mas o ano passado o valor deste metal precioso bateu recordes históricos atingindo valorizações de 64% durante o ano, o maior ganho desde 1979.</p>
<p>Segundo <a href="https://www.bestbrokers.com/gold-brokers/countries-gold-reserves/">um estudo realizado pela Best Brokers</a>, sobre as reservas mundiais de ouro, os bancos centrais estiveram particularmente ativos em 2025. Foram vários os países, incluindo a Polónia, o Cazaquistão, o Brasil e a China, expandiram as suas reservas de ouro como parte de estratégias mais amplas para reforçar a estabilidade financeira. Por outro lado, outras, como Singapura e o Uzbequistão reduziram reservas para reequilibrar as cartar e gerir a liquidez. Seja que caso for, o ouro manteve um papel principal nestes movimentos dos bancos centrais m<strong>ostrando ser um ativo fundamental para a estabilidade das várias nações.</strong></p>
<blockquote><p><strong>Portugal ocupa o 15º lugar deste ranking, com 382 toneladas de ouro no banco central.</strong></p></blockquote>
<p>Utilizando os dados do World Gold Council, os analistas da Best Brokers realizaram uma análise às reservas mundiais e identificaram quais os países que aumentaram de forma mais acentuada as suas reservas oficiais de ouro e quais os que as reduziram. Assim, a nação com mais reservas de ouro oficiais continua a ser os Estados Unidos, com 8.133 toneladas, o que representa 83% do total, seguido da Alemanha, com 3.349 toneladas e a Itália, com 2.451 toneladas. França, em quarta posição detém 2.436, a China, em quinta com 2.346 toneladas. Portugal ocupa o 15º lugar deste ranking, com 382 toneladas de ouro no banco central.</p>
<p><strong> <img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-193227" src="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/08/countries-with-the-largest-gold-reserves-960x939.png" alt="" width="960" height="939" srcset="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/08/countries-with-the-largest-gold-reserves-960x939.png 960w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/08/countries-with-the-largest-gold-reserves-768x751.png 768w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/08/countries-with-the-largest-gold-reserves-60x60.png 60w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/08/countries-with-the-largest-gold-reserves-1200x1174.png 1200w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/08/countries-with-the-largest-gold-reserves-600x587.png 600w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/08/countries-with-the-largest-gold-reserves.png 1240w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /></strong></p>
<p>A Best Broker analisou também as reservas de ouro per capita, pois esta análise proporciona uma perspetiva diferente, permitindo compreender a «riqueza em ouro» relativa das economias de grande e pequena dimensão. Assim,</p>
<p>os Estados Unidos, embora mantenham a maior reserva global, ocupam apenas o 12.º lugar em termos per capita, com 23,3 gramas por cidadão, o que equivale a 0,75 onças troy, ou cerca de sete pequenas moedas de ouro, cada uma contendo 0,1 onças troy ou seja, 3,39 gramas. Verificamos assim que a Suíça, detém a sétima maior reserva global, dado o facto de a sua população ser de cerca de 9 milhões de habitantes eleva-a ao primeiro lugar em termos de reservas per capita. Ou seja, cada pessoa detém, em termos médios, 115 gramas (3,7 onças troy) por pessoa, ou seja, o equivalente a 37 pequenas moedas de ouro, o valor per capita mais elevado a nível mundial.</p>
<p>O Líbano ocupa o segundo lugar, com 16 pequenas moedas de ouro por pessoa, seguido pela Itália e pela Alemanha, cada um com cerca de 13 moedas <em>per capita</em>. O Catar também ocupa uma posição de destaque, com 115,2 toneladas de ouro, o que equivale a cerca de 12 moedas por pessoa, tal como Portugal e a França.</p>
<p>Outros países dignos de nota em termos de reservas per capita incluem Singapura e os Países Baixos, cada um com cerca de 11 moedas por pessoa, enquanto a Áustria se segue com 10 moedas.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-193228" src="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/08/Ouro-per-capita-960x767.png" alt="" width="960" height="767" srcset="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/08/Ouro-per-capita-960x767.png 960w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/08/Ouro-per-capita-768x614.png 768w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/08/Ouro-per-capita-1200x959.png 1200w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/08/Ouro-per-capita-600x480.png 600w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/08/Ouro-per-capita.png 1240w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Madeira tem capacidade tecnológica para começar a investigar o mar profundo</title>
		<link>https://www.forbespt.com/madeira-tem-capacidade-tecnologica-para-comecar-a-investigar-o-mar-profundo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forbes Portugal Staff]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 10:56:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Economia Azul]]></category>
		<category><![CDATA[Fundo do mar]]></category>
		<category><![CDATA[Investigação]]></category>
		<category><![CDATA[Madeira]]></category>
		<category><![CDATA[Oceano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O programa de monitorização da biodiversidade marinha da Madeira (BioMa) inclui atualmente mergulhos até aos 30 metros de profundidade, mas o próximo desafio é mergulhar mais fundo e trazer novas descobertas. Em entrevista à agência Lusa, o investigador Pedro Neves, do Observatório Oceânico da Madeira, destacou que a região “está dotada de uma capacidade tecnológica [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="text-paragraph">O programa de monitorização da biodiversidade marinha da Madeira (BioMa) inclui atualmente mergulhos até aos 30 metros de profundidade, mas o próximo desafio é mergulhar mais fundo e trazer novas descobertas. Em entrevista à agência Lusa, o investigador Pedro Neves, do Observatório Oceânico da Madeira, destacou que a região “está dotada de uma capacidade tecnológica muito superior a outras regiões” que vai permitir realizar investigações científicas numa área do mar ainda muito desconhecida.</p>
<p class="text-paragraph">Atualmente, a monitorização marinha é feita, desde 2016, com mergulhos recorrentes em 19 locais da Madeira e do Porto Santo, a cerca de 30 metros de profundidade. No entanto, sublinhou o biólogo marinho, com os equipamentos tecnológicos adquiridos recentemente, como o veículo operado remotamente (ROV) e os veículos autónomos, será possível conhecer o que até hoje não era possível nas zonas mais profundas.</p>
<p class="text-paragraph">“Há muita coisa ainda que nós só agora é que começamos a observar e que nos próximos anos de certeza que vai começar a dar resultados e informações muito interessantes”, assinalou. Pedro Neves adiantou que o trabalho nestes ‘habitats’ profundos está ainda numa fase inicial, de teste e operacionalização de instrumentos tecnológicos complexos, mas disse ter “grandes expectativas” em relação aos resultados futuros.</p>
<blockquote><p><strong>“Nós sabemos que existe muita coisa que não conhecemos”, salientou o investigador, reforçando que agora é preciso “ir mais vezes a outros sítios, mais fundo, a outros ‘habitats’, para tentar perceber o que é que existe”.</strong></p></blockquote>
<p class="text-paragraph">“Todos os mergulhos que nós fazemos com o veículo operado remotamente e todas as missões que fazemos com os veículos autónomos trazem-nos informação nova porque nós não sabíamos nada. Qualquer coisa que venha nova é uma informação útil”, referiu. “Tenho a certeza de que vamos ficar a conhecer muito mais e muito melhor os ‘habitats’ e as comunidades que nós temos aqui na Madeira”, sublinhou o investigador.</p>
<p class="text-paragraph">As descobertas feitas atualmente são esporádicas e feitas de forma informal, uma vez que não existiam meios para conhecer o mar profundo. “A coleção, por exemplo, do Museu de História Natural está cheia de coisas dessas. Um peixe que foi apanhado por um senhor, não sei onde, uma vez e que nunca mais ninguém viu”, apontou Pedro Neves.</p>
<p class="text-paragraph">“Nós sabemos que existe muita coisa que não conhecemos”, salientou o investigador, reforçando que agora é preciso “ir mais vezes a outros sítios, mais fundo, a outros ‘habitats’, para tentar perceber o que é que existe”.</p>
<p><strong>(Lusa) </strong></p>
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		<item>
		<title>Lucros da Bolsa de Valores de Moçambique caíram 86% em 2025</title>
		<link>https://www.forbespt.com/lucros-da-bolsa-de-valores-de-mocambique-cairam-86-em-2025/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forbes Portugal Staff]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 08:48:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa de Valores de Moçambique]]></category>
		<category><![CDATA[lucros]]></category>
		<category><![CDATA[Moçambique]]></category>
		<category><![CDATA[Rendimentos Financeiros]]></category>
		<category><![CDATA[Resultados]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os lucros da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) caíram 86% em 2025, para 477 mil euros, devido à redução das receitas de serviços e à quebra dos rendimentos financeiros, segundo o relatório e contas da instituição. De acordo com o documento, a BVM registou um resultado líquido de 35,3 milhões de meticais (477 mil [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os lucros da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) caíram 86% em 2025, para 477 mil euros, devido à redução das receitas de serviços e à quebra dos rendimentos financeiros, segundo o relatório e contas da instituição. De acordo com o documento, a BVM registou um resultado líquido de 35,3 milhões de meticais (477 mil euros) em 2025, abaixo dos 252 milhões de meticais (3,3 milhões de euros) alcançados em 2024. As receitas totais da instituição caíram 25,7%, para 692 milhões de meticais (9,3 milhões de euros), enquanto os custos recuaram 3,4%, para 657 milhões de meticais (8,9 milhões de euros).</p>
<p class="text-paragraph">A venda de serviços, principal fonte de receita da bolsa, caiu de 632 milhões de meticais (8,4 milhões de euros) para 544 milhões de meticais (7,4 milhões de euros), uma redução de 13,9%. Entre as várias componentes das receitas, a maior redução verificou-se nas &#8220;comissões pela emissão de Ações e Obrigações&#8221;, que caíram 19,5%, de 466,9 milhões de meticais (6,3 milhões de euros) para 375,7 milhões de meticais (5,1 milhões de euros), mantendo-se, ainda assim, como a principal fonte de rendimento da bolsa.</p>
<blockquote><p><strong>O relatório assinala ainda que, durante 2025, foi concluída a reorganização patrimonial ligada à transformação da BVM em sociedade anónima, incluindo o aumento do capital social de 1,5 milhões para 646,5 milhões de meticais (8,7 milhões de euros).</strong></p></blockquote>
<p class="text-paragraph">A forte diminuição dos lucros ficou também associada à quebra dos rendimentos financeiros, que a bolsa explica resultarem &#8220;essencialmente de juros gerados por aplicações financeiras, depósitos a prazo e outros instrumentos financeiros&#8221;. Estas receitas caíram 55,2%, de 300 milhões de meticais (quatro milhões de euros) para 134,2 milhões de meticais (1,8 milhões de euros). Em consequência, o resultado operacional da bolsa passou de um saldo positivo de 89,2 milhões de meticais (1,2 milhões de euros) em 2024 para um resultado negativo de 57,9 milhões de meticais (784 mil euros) em 2025.</p>
<p class="text-paragraph">Ao mesmo tempo, os custos com pessoal aumentaram 26,6%, para 425,9 milhões de meticais (5,8 milhões de euros), com o número médio de trabalhadores a subir de 63 para 71. Os gastos com fornecimentos e serviços de terceiros aumentaram igualmente 8,9%, para 137,3 milhões de meticais (1,9 milhões de euros). A administração explica que essa evolução esteve associada &#8220;ao processo de transformação institucional&#8221; da Bolsa de Valores de Moçambique, de empresa pública para sociedade anónima.</p>
<p class="text-paragraph">O relatório assinala ainda que, durante 2025, foi concluída a reorganização patrimonial ligada à transformação da BVM em sociedade anónima, incluindo o aumento do capital social de 1,5 milhões para 646,5 milhões de meticais (8,7 milhões de euros).</p>
<h3>Estado moçambicano com 77% da exposição ao risco de crédito da bolsa de valores</h3>
<p>O Estado moçambicano concentrava 77% da exposição total ao risco de crédito da bolsa de valores no final de 2025, mantendo-se como a principal contraparte da instituição, apesar de uma ligeira redução face a 2024. Segundo o relatório e contas da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM), a exposição total ao Estado ascendia a 1.452 milhões de meticais (19,6 milhões de euros) em dezembro do ano passado.</p>
<p class="text-paragraph">Esse total inclui 853,2 milhões de meticais (11,5 milhões de euros) investidos em Bilhetes do Tesouro e 599,1 milhões de meticais (8,1 milhões de euros) de créditos sobre a Direção Nacional de Gestão da Dívida Pública (DNGDP), neste caso mais do dobro dos 292,5 milhões de meticais (quatro milhões de euros) registados em 2024. Ainda assim, a concentração da exposição ao Estado recuou para 77% da exposição total ao risco de crédito, contra 81% em 2024.</p>
<p class="text-paragraph">A BVM reconhece, por outro lado, que &#8220;a concentração do risco de crédito aumentou significativamente durante 2025, em resultado do crescimento dos créditos&#8221; sobre a DNGDP, que representavam 94,7% da carteira bruta de clientes em 31 de dezembro de 2025&#8243;.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;Em 2024, embora a DNGDP já constituísse uma contraparte relevante, a concentração era substancialmente inferior ao nível observado em 2025&#8221;, lê-se ainda. No conjunto, os créditos sobre clientes passaram de 284,7 milhões de meticais (3,8 milhões de euros) para 618,8 milhões de meticais (8,4 milhões de euros), um aumento de cerca de 117% num ano. A dependência da dívida pública reflete-se igualmente na origem das receitas da bolsa.</p>
<blockquote><p><strong>A BVM é detida integralmente pelo Estado moçambicano e tem como missão organizar e gerir o mercado secundário de valores mobiliários. Em 2025, operava o mercado acionista, obrigacionista e a Central de Valores Mobiliários (CVM). </strong></p></blockquote>
<p class="text-paragraph">As comissões pela emissão de ações e obrigações geraram 375,7 milhões de meticais (5,1 milhões de euros) em 2025, permanecendo como a principal fonte individual de receitas da instituição. No capítulo dedicado à continuidade das operações, a administração admite que &#8220;uma parcela relevante das receitas da sociedade continua associada à prestação de serviços relacionados com a emissão, colocação, registo e gestão de títulos da dívida pública&#8221;.</p>
<p class="text-paragraph">Por essa razão, alerta que &#8220;alterações na estratégia de financiamento do Estado ou uma redução do volume de emissões de títulos transacionados através da Bolsa poderão influenciar o nível de receitas futuras da Sociedade&#8221;.</p>
<p class="text-paragraph">Face a esse risco, a administração afirma estar a promover &#8220;iniciativas destinadas à diversificação das fontes de receita e ao desenvolvimento do mercado de capitais moçambicano&#8221;, incluindo &#8220;a dinamização do mercado acionista, o incentivo à emissão de obrigações corporativas, a introdução de novos instrumentos financeiros e o fortalecimento dos serviços prestados aos participantes do mercado&#8221;.</p>
<p class="text-paragraph">A BVM é detida integralmente pelo Estado moçambicano e tem como missão organizar e gerir o mercado secundário de valores mobiliários. Em 2025, operava o mercado acionista, obrigacionista e a Central de Valores Mobiliários (CVM), assegurando igualmente serviços de negociação, liquidação, custódia, registo e gestão de títulos.</p>
<p class="text-paragraph"><strong>(Com Lusa) </strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Inflação em Angola abaixo dos 10% pela primeira vez desde 2015</title>
		<link>https://www.forbespt.com/inflacao-em-angola-abaixo-dos-10-pela-primeira-vez-desde-2015/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forbes Portugal Staff]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Aug 2026 15:45:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[angola]]></category>
		<category><![CDATA[INE]]></category>
		<category><![CDATA[inflação]]></category>
		<category><![CDATA[Preços ao consumidor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A inflação homóloga em Angola desceu em julho para 9,33%, pela primeira vez abaixo dos dois dígitos na série do Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN), iniciada em 2015, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). De acordo com uma nota de imprensa do INE, a taxa de julho representa uma desaceleração de 0,78 [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A inflação homóloga em Angola desceu em julho para 9,33%, pela primeira vez abaixo dos dois dígitos na série do Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN), iniciada em 2015, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). De acordo com uma nota de imprensa do INE, a taxa de julho representa uma desaceleração de 0,78 pontos percentuais face ao mês anterior e de 10,15 pontos em relação ao mesmo período do ano passado, mantendo a trajetória de descida. É a primeira vez desde que esta série estatística foi iniciada, em 2015, que a inflação homóloga fica abaixo de 10%.</p>
<p class="text-paragraph">Seis províncias mantêm ainda a inflação nos dois dígitos, com destaque para Cabinda, que apresentou os preços mais altos do país (13,09%), seguida de Malanje (12,01%) e da Lunda Sul (11,40%). No extremo oposto, o Cuanza Norte registou a inflação mais baixa (6,00%), seguindo-se o Huambo (6,59%) e do Cunene (6,86%). Por classes de despesa, a educação foi a que registou o maior aumento de preços, com uma variação homóloga de 25,24%, seguindo-se a alimentação e bebidas não alcoólicas, com 10,4%, a habitação, água, eletricidade e combustíveis, com 10,17%, e a saúde, com 10,16%.</p>
<blockquote><p><strong>O sistema de recolha de dados do IPC garante a representatividade dos pontos de venda em todo o território, com base numa amostra de 1.193 estabelecimentos comerciais e mercados.</strong></p></blockquote>
<p class="text-paragraph">Os aumentos de preços mais baixos verificaram-se nos transportes (3,65%), lazer, recreação e cultura (4,73%) e nos hotéis, cafés e restaurantes (5,40%). O IPCN, que mede a evolução dos preços de um cabaz de bens e serviços em todo o território nacional, começou a ser compilado sistematicamente em janeiro de 2015, abrangendo 18 províncias. Teve origem no Índice de Preços no Consumidor iniciado em 1991, na altura restrito a Luanda, segundo as notas metodológicas do INE.</p>
<p class="text-paragraph">O sistema de recolha de dados do IPC garante a representatividade dos pontos de venda em todo o território, com base numa amostra de 1.193 estabelecimentos comerciais e mercados.</p>
<p><strong>(Lusa) </strong></p>
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		<title>Cinemas tiveram em julho mais 21,2% de receitas de bilheteira face a homólogo de 2025</title>
		<link>https://www.forbespt.com/cinemas-tiveram-em-julho-mais-212-de-receitas-de-bilheteira-face-a-homologo-de-2025/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forbes Portugal Staff]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Aug 2026 09:26:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Atores]]></category>
		<category><![CDATA[Aumento]]></category>
		<category><![CDATA[Bilheteira]]></category>
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		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As salas de cinema registaram em julho 8,9 milhões de euros de receita de bilheteira, o que representa um aumento de 21,2% face a julho de 2025, segundo dados do Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA). Além do acréscimo de 1,5 milhões de euros de receita face a igual período de 2025, os cinemas portugueses [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As salas de cinema registaram em julho 8,9 milhões de euros de receita de bilheteira, o que representa um aumento de 21,2% face a julho de 2025, segundo dados do Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA).</p>
<p>Além do acréscimo de 1,5 milhões de euros de receita face a igual período de 2025, os cinemas portugueses também tiveram um aumento de 10,2% de audiência, totalizando 1.235.350 espetadores.</p>
<p>Para estes valores contribuíram as estreias em julho dos filmes “A Odisseia”, “Mínimos e Monstros”, “Vaiana” e “Homem-Aranha: Um Novo Dia”, todos com receitas superiores a um milhão de euros.</p>
<p>&#8220;A Odisseia&#8221;, de Christopher Nolan, foi o filme mais visto de julho, apesar da estreia no dia 16, contabilizando 2,8 milhões de euros de bilheteira e 332.883 entradas.</p>
<p>Em dois dias de exibição contabilizados, “Homem-Aranha: Um Novo Dia”, de Destin Daniel Cretton, foi visto por 139.343 espetadores e registou cerca de um milhão de euros de bilheteira.</p>
<p>Sobre a prestação das salas de cinema no acumulado entre janeiro e julho, o ICA revela que por lá passaram 6.696.013 espetadores, com uma muito ligeira subida de 0,3% face período homólogo de 2025.</p>
<p>Já as receitas de bilheteira nos primeiros sete meses do ano fixaram-se em 46,1 milhões de euros, com uma subida de 8,5% comparando com o mesmo período de 2025.</p>
<p>A estreia de “A Odisseia” contribuiu para que, em julho, a Cinemundo subisse ao topo da tabela das distribuidoras com mais espetadores (2.466.423) e bilheteira (17,4 milhões de euros), superando a NOS Lusomundo Audiovisuais, recorrente líder do mercado da distribuição de filmes nas salas.</p>
<p>Desde o início de 2026, estrearam-se 243 filmes nos cinemas, dos quais 31 foram obras de produção ou coprodução portuguesa, o que representa uma quota de 12,8%.</p>
<p>Esses 31 filmes foram vistos, até julho, por 85.193 espetadores – sendo uma quota de 1,3% da audiência total – e somaram 402.410 euros de receita, sendo apenas 0,9% do total de bilheteira.</p>
<p>Até julho, o ICA recebeu dados estatísticos relativos a 511 salas de cinema em todo o país, entre exibidores comerciais e auditórios de gestão municipal. Em julho de 2025, os dados diziam respeito a 540 salas de cinema.</p>
<p><em>(LUSA)</em></p>
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		<title>Moçambique é o quinto país com mais deslocados na África oriental e austral</title>
		<link>https://www.forbespt.com/mocambique-e-o-quinto-pais-com-mais-deslocados-na-africa-oriental-e-austral/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forbes Portugal Staff]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Aug 2026 07:08:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[ACNUR]]></category>
		<category><![CDATA[deslocados]]></category>
		<category><![CDATA[Guerras]]></category>
		<category><![CDATA[Moçambique]]></category>
		<category><![CDATA[Violência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Moçambique é o quinto país da África oriental e austral com mais deslocados internos, contabilizando 662 mil pessoas forçadas a abandonar as casas devido ao conflito armado em Cabo Delgado e a desastres naturais, segundo relatório do ACNUR. Deste total de deslocados internos registados em Moçambique até 30 de junho, 438 mil resultam diretamente de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Moçambique é o quinto país da África oriental e austral com mais deslocados internos, contabilizando 662 mil pessoas forçadas a abandonar as casas devido ao conflito armado em Cabo Delgado e a desastres naturais, segundo relatório do ACNUR. Deste total de deslocados internos registados em Moçambique até 30 de junho, 438 mil resultam diretamente de conflitos e violência, enquanto 224 mil foram deslocados por desastres naturais, refere-se no mais recente relatório regional do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) para a África Oriental e Austral, a que a Lusa teve acesso.</p>
<p class="text-paragraph">Globalmente, o número coloca Moçambique atrás do Sudão, com 8,7 milhões de deslocados, da Somália (3,3 milhões), do Sudão do Sul (dois milhões) e da Etiópia (1,9 milhões), entre os sete países mais afetados da região monitorizados pelo ACNUR. A maioria dos deslocados por conflitos em Moçambique está associada à insurgência armada que afeta a província de Cabo Delgado, no norte do país, onde grupos armados têm realizado ataques desde 2017, provocando sucessivas vagas de deslocação populacional e uma crise humanitária prolongada.</p>
<p class="text-paragraph">O país surge igualmente como o quinto mais afetado da região em deslocações motivadas por conflitos, atrás do Sudão (8,7 milhões), da Etiópia (1,7 milhões), da Somália (1,6 milhões) e do Sudão do Sul (945 mil). Já nas deslocações provocadas por fenómenos naturais, Moçambique ocupa a terceira posição regional, com 224 mil pessoas deslocadas, apenas atrás da Somália, com 1,7 milhões, e do Sudão do Sul, com um milhão.</p>
<blockquote><p><strong>O relatório do ACNUR assinala ainda que alguns países da região registaram reduções no número de deslocados devido ao aumento dos movimentos de regresso às zonas de origem, embora Moçambique continue entre os países mais afetados simultaneamente por crises de segurança e eventos climáticos extremos. </strong></p></blockquote>
<p class="text-paragraph">As deslocações por causas naturais refletem a elevada vulnerabilidade do país a ciclones, tempestades e cheias, que afetam regularmente diversas províncias moçambicanas durante a época chuvosa, de outubro a abril, a última das quais com fortes cheias no sul que afetaram cerca de 750 mil pessoas. A região da África oriental e austral contabilizava no final de junho 16,8 milhões de deslocados internos, dos quais 13,5 milhões devido a conflitos e violência e 3,4 milhões provocados por desastres naturais.</p>
<p class="text-paragraph">O relatório do ACNUR assinala ainda que alguns países da região registaram reduções no número de deslocados devido ao aumento dos movimentos de regresso às zonas de origem, embora Moçambique continue entre os países mais afetados simultaneamente por crises de segurança e eventos climáticos extremos. Os incidentes de segurança no norte de Moçambique, essencialmente envolvendo ataques de insurgentes em Cabo Delgado, aumentaram em junho para 73 casos, com 10 mortos e 72 raptos, segundo um relatório divulgado no final do mês passado pela Organização das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).</p>
<p class="text-paragraph">Por outro lado, acrescenta-se que a “a violência contra civis” neste período “continuou a ser o tipo predominante de incidente”, afetando sobretudo os distritos “com necessidades mais severas, comprometendo a proteção dos civis, restringindo o acesso humanitário e provocando movimentos populacionais”. De acordo com o documento, 44 incidentes (59%) envolveram violência contra civis, “resultando em 10 mortes de civis e no rapto de 72 pessoas alegadamente para recrutamento forçado, trabalho forçado e pedidos de resgate”.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo dados divulgados anteriormente pela Armed Conflict Location &amp; Event Data Project (ACLED), foram registados 2.408 eventos violentos desde o início da insurgência, dos quais 2.224 envolvendo elementos associados ao Estado Islâmico Moçambique (EIM), e mais de 6.600 mortos.</p>
<p><strong>(Lusa) </strong></p>
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		<title>Radares apanharam em 10 anos mais de 3,6 milhões de condutores em excesso de velocidade</title>
		<link>https://www.forbespt.com/radares-apanharam-em-10-anos-mais-de-36-milhoes-de-condutores-em-excesso-de-velocidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forbes Portugal Staff]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Aug 2026 12:49:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Acidentes]]></category>
		<category><![CDATA[ANSR]]></category>
		<category><![CDATA[Excesso de velocidade]]></category>
		<category><![CDATA[Multas]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia]]></category>
		<category><![CDATA[Radares]]></category>
		<category><![CDATA[Trânsito]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mais de 3,6 milhões de condutores foram apanhados em excesso de velocidade nos 10 anos dos radares geridos pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, mas as infrações estão a diminuir desde 2023, ano que registou o maior número. Num balanço feito à Lusa sobre os 10 anos de funcionamento do Sistema Nacional de Controlo de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais de 3,6 milhões de condutores foram apanhados em excesso de velocidade nos 10 anos dos radares geridos pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, mas as infrações estão a diminuir desde 2023, ano que registou o maior número. Num balanço feito à Lusa sobre os 10 anos de funcionamento do Sistema Nacional de Controlo de Velocidade (SINCRO), a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) avança que foram detetadas pelo SINCRO, em 10 anos, 3.611.645 infrações por excesso de velocidade e as multas bateram recordes em 2023, num total de 671.709.</p>
<p class="text-paragraph">Desde 2023 que as infrações têm vido a diminuir ligeiramente, tendo em 2024 totalizado 477.297, no ano seguinte 418.783 e até 01 de julho deste ano 163.951. O segundo ano com o maior número de infrações detetados pela SINCRO foi 2018, quando se registaram 515.838 multas. O SINCRO, que permite detetar automaticamente a infração por excesso de velocidade, foi criado em 2016 com a instalação progressiva dos atuais 123 Locais de Controlo de Velocidade (LCV), dos quais 100 de Velocidade instantânea (VI) e 23 de Velocidade Média (VM).</p>
<blockquote><p><strong>Dados provisórios da ANSR indicam que os acidentes rodoviários e as vítimas mortais estão a aumentar este ano.</strong></p></blockquote>
<p class="text-paragraph">Todos os radares do Sistema Nacional de Controlo de Velocidade estão sempre sinalizados, segundo a ANSR, que prevê instalar “nos próximos tempos” 12 novos locais de controlo de velocidade média, que fiscalizam a velocidade média dos condutores através da medição do tempo que demora a percorrer uma determinada distância.</p>
<p class="text-paragraph">A ANSR dá ainda conta de que nos locais dos radares instalados em 2016 houve uma redução de 23% no número de acidentes com vítimas, uma redução de 71% de vítimas mortais, uma redução 38% de feridos graves e uma redução de 22% de feridos ligeiros. Dados provisórios da ANSR indicam que os acidentes rodoviários e as vítimas mortais estão a aumentar este ano.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo a ANSR, desde 01 de janeiro registaram-se 89.763 acidentes, mais seis mil do que em igual período do ano passado, que provocaram 285 mortos (mais 23), 1.728 feridos graves (mais 87) e 25.846 feridos ligeiros (menos 475).</p>
<p><strong>(Lusa) </strong></p>
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		<title>UE pede a Meta e TikTok que reforcem vigilância sobre informação após incidentes em Ceuta</title>
		<link>https://www.forbespt.com/ue-pede-a-meta-e-tiktok-que-reforcem-vigilancia-sobre-informacao-apos-incidentes-em-ceuta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forbes Portugal Staff]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Aug 2026 10:35:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Ceuta]]></category>
		<category><![CDATA[Meta]]></category>
		<category><![CDATA[Migrantes]]></category>
		<category><![CDATA[Onda migratória]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Tik Tok]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A comissária europeia para a soberania tecnológica, Henna Virkkunen, apelou à Meta e ao TikTok para &#8220;agirem de forma decisiva&#8221; para combater a desinformação nas redes sociais, que terá estimulado o afluxo maciço de migrantes a Ceuta. Virkkunen adiantou que a Comissão manteve conversas com as duas plataformas sobre a vaga de desinformação nas redes [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A comissária europeia para a soberania tecnológica, Henna Virkkunen, apelou à Meta e ao TikTok para &#8220;agirem de forma decisiva&#8221; para combater a desinformação nas redes sociais, que terá estimulado o afluxo maciço de migrantes a Ceuta. Virkkunen adiantou que a Comissão manteve conversas com as duas plataformas sobre a vaga de desinformação nas redes sociais que terá contribuído largamente para o afluxo de dezenas de milhares de pessoas ao território espanhol no norte de África, em particular um rumor de que &#8220;a fronteira de Ceuta estava aberta&#8221;.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;As plataformas têm de agir de forma decisiva para preservar a integridade do espaço digital, especialmente em situações de crise&#8221;, afirmou Henna Virkkunen, comissária da soberania tecnológica, segurança e democracia. &#8220;A monitorização deve ser reforçada, a cooperação com os verificadores de factos deve ser consolidada&#8221;, acrescentou a comissária, adiantando que a União Europeia irá fazer um acompanhamento da situação na segunda-feira.</p>
<p class="text-paragraph">Cerca de 72.000 pessoas entraram na cidade autónoma espanhola de Ceuta, situada no norte de África, em 24 horas na semana passada e 70.000 já voltaram a Marrocos, segundo dados atualizados pelas autoridades de Espanha. Pelo menos 82 pessoas morreram a tentar chegar a Ceuta a nado.</p>
<blockquote>
<p class="text-paragraph"><strong>Ceuta, um pequeno território de 80.000 habitantes situado no extremo norte de Marrocos, banhado pelo estreito de Gibraltar, é uma das duas fronteiras terrestres entre África e a Europa, juntamente com o outro enclave espanhol de Melilla.</strong></p>
</blockquote>
<p class="text-paragraph">O incidente foi explorado por vozes da direita e da extrema-direita como prova do caos migratório na Europa e provocou um atrito diplomático entre Espanha e a Itália, que defende uma linha dura em matéria migratória. O comissário europeu para os Assuntos Internos e a Migração, Magnus Brunner, qualificou na terça-feira o episódio de Ceuta como um &#8220;teste&#8221; para a segurança das fronteiras do bloco e para a sua &#8220;resiliência face à desinformação&#8221;.</p>
<p class="text-paragraph">As travessias foram &#8220;alimentadas por redes criminosas de patrões ilegais e também pela desinformação&#8221;, declarou Brunner, ao mesmo tempo que considerou que era &#8220;tarde demais&#8221; para dizer quem estava na origem da &#8220;instrumentalização&#8221; da situação online &#8211; traficantes ou uma potência estrangeira como a Rússia.</p>
<p class="text-paragraph">No entanto, o comissário avisou que a UE &#8220;deve reforçar a sua capacidade de acompanhar as tendências de desinformação nas redes sociais, trabalhando em estreita colaboração com a Europol e todas as outras agências da UE&#8221;. Uma investigação em fontes abertas realizada pela empresa tecnológica Golden Owl concluiu &#8220;com um elevado grau de confiança&#8221; que a vaga de migrantes &#8220;foi uma operação deliberadamente organizada&#8221;.</p>
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