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	<title>William Baldwin, Author at Forbes Portugal</title>
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	<description>A revista de líderes e de empreendedores com maior impacto no mundo dos negócios.</description>
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		<title>Quer investir na Broadway? Um musical de sucesso pode multiplicar o dinheiro, mas as probabilidades estão contra si</title>
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		<dc:creator><![CDATA[William Baldwin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Aug 2026 17:55:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Imagine ter sido um dos investidores que, em 2015, colocaram os $12,5 milhões (11 milhões de euros) necessários para levar “Hamilton” à Broadway. O musical já gerou $1,2 mil milhões (1,03 mil milhões de euros) em vendas de bilhetes e continua a esgotar sessões, com preços que são quase o dobro da média da Broadway. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="353" data-end="763">Imagine ter sido um dos investidores que, em 2015, colocaram os $12,5 milhões (11 milhões de euros) necessários para levar “Hamilton” à Broadway. O musical já gerou $1,2 mil milhões (1,03 mil milhões de euros) em vendas de bilhetes e continua a esgotar sessões, com preços que são quase o dobro da média da Broadway. Uma parte excecionalmente elevada dessa receita acaba, por isso, por chegar aos investidores.</p>
<p data-start="765" data-end="955">É provável que quem apostou em “Hamilton” tenha já recebido pelo menos dez vezes o capital investido — e poderá continuar a receber dinheiro enquanto o espetáculo continuar a gerar receitas.</p>
<p data-start="957" data-end="1206">É este tipo de história que alimenta os sonhos dos investidores que olham para a Broadway como uma oportunidade de negócio. Mas entrar neste mercado exige perceber uma economia muito particular — e aceitar que o investimento pode não ser recuperado.</p>
<p data-start="1208" data-end="1547">Rachel Sussman conhece bem essa realidade. Aos 36 anos, uma idade relativamente jovem para uma produtora da Broadway, já foi produtora principal de “Suffs”, um musical sobre o movimento sufragista que conquistou dois Tony Awards, de “Liberation”, vencedor este ano do Tony para melhor peça, e de outros espetáculos na Broadway e fora dela.</p>
<p data-start="1549" data-end="1758">Todos os anos, Sussman analisa cerca de 150 propostas apresentadas por escritores, agentes e outros profissionais. Escolhe uma ou duas e começa depois a procurar financiamento para as transformar em produções.</p>
<p data-start="1760" data-end="2082">Quando o destino é a Broadway, a fasquia financeira é elevada. Atualmente, abrir um musical num dos 41 teatros de Manhattan com pelo menos 500 lugares custa aproximadamente $20 milhões (17 milhões de euros). As peças, que normalmente têm elencos mais pequenos e não necessitam de orquestra, custam consideravelmente menos.</p>
<h3 data-section-id="rec254" data-start="2084" data-end="2124">Uma paixão que começou aos oito anos</h3>
<p data-start="2126" data-end="2280">Sussman cresceu nos subúrbios de Detroit e diz ser “obcecada por teatro” desde que, aos oito anos, assistiu a uma produção itinerante de “Les Misérables”. Mais tarde, mudou-se para Nova Iorque para estudar na Tisch School of the Arts, da NYU. Mas rapidamente percebeu que um diploma não era suficiente. Na Broadway, as relações pessoais e profissionais são fundamentais. “Ainda não sabia nada, mas tinha muita ousadia”, recorda.</p>
<p data-start="2558" data-end="2773">Aos 23 anos, escreveu a Harold Prince, o lendário produtor e realizador responsável por sucessos como “West Side Story”, “Fiddler on the Roof” e “The Phantom of the Opera”. Conseguiu uma reunião de uma hora com ele.</p>
<p data-start="2775" data-end="2952">Prince, que morreu em 2019, tinha apenas mais um ano do que Sussman quando produziu o seu primeiro espetáculo, “The Pajama Game”, que lhe valeu o primeiro de muitos Tony Awards.</p>
<h3 data-section-id="1izg4vq" data-start="2954" data-end="3000">“Suffs”: uma década para chegar à Broadway</h3>
<p data-start="3002" data-end="3203">A ideia de “Suffs” nasceu quando Sussman ainda frequentava a escola. Começou então a interessar-se pelos direitos das mulheres e questionou-se se o movimento sufragista poderia dar origem a um musical.</p>
<p data-start="3205" data-end="3417">Em 2014, colocou a questão a Shaina Taub, atriz e música que tinha terminado os estudos na Tisch alguns anos antes. Taub interessou-se pela ideia e acabou por escrever o livro, a música e as letras do espetáculo.</p>
<p data-start="3419" data-end="3680">Sussman precisava depois de um nome capaz de atrair financiamento. Como coprodutora principal, convidou Jill Furman, que tinha no currículo produções como “Hamilton” e “In the Heights”. Para ajudar a conquistar investidores, recorreram também a Hillary Clinton.</p>
<figure id="attachment_193830" aria-describedby="caption-attachment-193830" style="width: 1080px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-193830 size-full" src="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/08/imageye___-_imgi_75_0x0-1.jpg" alt="" width="1080" height="1350" srcset="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/08/imageye___-_imgi_75_0x0-1.jpg 1080w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/08/imageye___-_imgi_75_0x0-1-768x960.jpg 768w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/08/imageye___-_imgi_75_0x0-1-600x750.jpg 600w" sizes="(max-width: 1080px) 100vw, 1080px" /><figcaption id="caption-attachment-193830" class="wp-caption-text">Guerin Blask para a Forbes</figcaption></figure>
<p data-start="3682" data-end="3913">Depois de uma década de desenvolvimento, incluindo uma produção experimental no Public Theater, “Suffs” chegou finalmente à Broadway e permaneceu em cena durante dez meses, mais tempo do que a maioria dos musicais da sua temporada.</p>
<p data-start="3915" data-end="3949">Mas não foi um sucesso financeiro. Quando encerrou em janeiro de 2025, “Suffs” ainda não tinha recuperado os custos de produção. Atualmente está em digressão e poderá continuar a gerar receitas através de licenças durante muitos anos, mas pode nunca recuperar integralmente o investimento inicial. “É o mundo do espetáculo.”</p>
<h3 data-section-id="4nsvf5" data-start="4243" data-end="4283">Não é um investimento para a reforma</h3>
<p data-start="4285" data-end="4499">Sussman dá também cursos online sobre a economia da Broadway. Entre os alunos estão jovens que querem entrar na indústria e investidores mais velhos, com capital disponível e curiosidade sobre este tipo de negócio. Mas chamar-lhe “investimento” é, em certa medida, enganador.</p>
<p data-start="4563" data-end="4762">O objetivo não deve ser colocar dinheiro na Broadway para financiar a reforma. O principal atrativo é participar na criação de uma obra artística ao lado de atores, escritores e outros profissionais. “A Broadway é construída sobre uma esperança e um sonho”, diz Sussman. “Recuperar o dinheiro não é a única coisa que se obtém.”</p>
<p data-start="4893" data-end="5163">Os investidores podem ser convidados para a festa de estreia com o elenco. Aqueles que conseguem reunir quantias significativas — com dinheiro próprio ou de amigos — podem receber o estatuto de “co-produtor” e ver o seu nome na primeira página do programa do espetáculo.</p>
<h3 data-section-id="6aphhj" data-start="5165" data-end="5202">A maioria não recupera o dinheiro</h3>
<p data-start="5204" data-end="5259">Ganhar dinheiro está longe de ser o resultado habitual. É suficientemente raro um investidor conseguir sequer recuperar o capital inicial — obter um retorno de 0% — para que, quando isso acontece, os produtores façam questão de anunciar publicamente o chamado “recoupment”, ou recuperação do investimento.</p>
<p data-start="5512" data-end="5625">A estimativa pessimista de Sussman é clara: apenas um em cada dez musicais consegue recuperar o investimento. Quando surge um grande sucesso, contudo, os números podem ser extraordinários.</p>
<p data-start="5707" data-end="6028">“The Phantom of the Opera”, de Andrew Lloyd Webber, permaneceu 35 anos na Broadway. A Disney, uma das poucas grandes empresas a financiar regularmente musicais, já vendeu $2,2 mil milhões (1,9 mil milhões de euros) em bilhetes para “The Lion King” e continua a gerar cerca de $2 milhões (1,7 milhões de euros) por semana.</p>
<p data-start="6030" data-end="6176">E as receitas de bilheteira são apenas o início. Os investidores podem beneficiar de filmes, merchandising, digressões e produções internacionais.</p>
<h3 data-section-id="lgjobj" data-start="6178" data-end="6209">Onde desaparece o dinheiro?</h3>
<p data-start="6211" data-end="6515">O problema é que, antes de os investidores receberem a sua parte, há uma longa fila de pessoas e entidades para pagar: atores, músicos, realizadores, designers, produtores, intermediários, proprietários dos teatros, funcionários, contabilistas, advogados especializados em entretenimento e muitos outros.</p>
<p data-start="6517" data-end="6602">Para perceber a dimensão do desafio, basta olhar para os números de um musical médio. Os 24 musicais atualmente em cena na Broadway vendem, em média, $1 milhão (860 mil euros) em bilhetes por semana, segundo dados da Broadway League. Retirando 10% para taxas cobradas pelas empresas de bilhética e pelos emissores de cartões, sobram $900 mil (773 mil euros) de receita.</p>
<p data-start="6890" data-end="7104">Depois entram os custos operacionais fixos, sobretudo relacionados com mão de obra. Segundo Sussman, estes custos ascendem a pelo menos $700 mil (601 mil euros) por semana e podem ser significativamente superiores.</p>
<p data-start="7106" data-end="7276">Uma das razões está no número de organizações laborais envolvidas: na Broadway existem 13 sindicatos e uma guilda que têm de ser considerados na operação dos espetáculos.</p>
<p data-start="7278" data-end="7579">Os stagehands (assistentes de palco), por exemplo, podem ter salários muito elevados. Uma declaração fiscal do Lincoln Center, considerado parte da Broadway apesar de estar algumas ruas a norte da zona principal, referia três profissionais com remunerações anuais entre $630 mil (541 mil euros) e $797 mil (685 mil euros).</p>
<h3 data-section-id="10tv0tw" data-start="7581" data-end="7620">E o que sobra para os investidores?</h3>
<p data-start="7622" data-end="7807">Os proprietários dos teatros também têm uma posição privilegiada. Os seus custos com funcionários, eletricidade e outras despesas são cobertos pelos custos fixos retirados das receitas. Além disso, recebem normalmente uma renda variável equivalente a 7% da receita líquida de bilheteira. No exemplo de Sussman, isso representaria $63 mil (54 mil euros). Depois de todas estas despesas, o lucro bruto seria, no melhor dos casos, de apenas $137 mil (118 mil euros) por semana. E mesmo esse valor ainda tem de ser dividido.</p>
<p data-start="8147" data-end="8504">Produtores, autores, compositores, letristas, realizadores, coreógrafos e designers de cenários, figurinos, som e iluminação recebem uma parte. Dependendo da produção, podem ainda existir outros beneficiários, como teatros regionais ou de Off-Broadway que tenham acolhido versões experimentais do espetáculo ou proprietários dos direitos da obra original.</p>
<p data-start="8506" data-end="8599">Estas participações e pagamentos mínimos representam normalmente cerca de 40% do lucro bruto. No exemplo utilizado, restariam aproximadamente $82 mil (70 mil euros) para os investidores, inicialmente destinados a recuperar o capital aplicado. Depois de recuperado o investimento, os investidores ficam com aproximadamente 40% desse valor.</p>
<h3 data-section-id="1x8b004" data-start="8847" data-end="8872">Estado também ajuda</h3>
<p data-start="8874" data-end="9057">Os produtores contam ainda com um incentivo do Estado de Nova Iorque, que pode atingir $3 milhões (2,6 milhões de euros) para ajudar a suportar os custos de abertura de um espetáculo. Para uma produção que consiga obter o apoio máximo, a necessidade de capital dos investidores pode baixar de $20 milhões para $17 milhões (14,6 milhões de euros). Mesmo assim, um espetáculo moderadamente bem-sucedido como o do exemplo demoraria cerca de quatro anos a recuperar o investimento. E poucos espetáculos permanecem tanto tempo em cena.</p>
<h3 data-section-id="17fg6qb" data-start="9409" data-end="9459">Mesmo um fracasso pode acabar por dar dinheiro</h3>
<p data-start="9461" data-end="9516">Há, contudo, uma última esperança para os investidores. Mesmo um musical que fracasse na Broadway pode acabar por gerar receitas anos depois através de licenças para escolas, teatros regionais e produções amadoras. Sussman dá como exemplo “Seussical”, baseado nos livros do Dr. Seuss. O musical fracassou na Broadway em 2001, mas desde então proporcionou aos investidores originais receitas consideráveis através de licenciamento.</p>
<p data-start="9895" data-end="10018">A Broadway continua, por isso, a ser uma aposta de alto risco. Mas Sussman encontra uma comparação que considera favorável. “Olhe para o risco de criar uma empresa”, argumenta. A maioria dos investimentos de <em data-start="10104" data-end="10121">venture capital</em> tem resultados fracos. “Na Broadway, as probabilidades são melhores.”</p>
<p data-start="10146" data-end="10192" data-is-last-node="" data-is-only-node=""><em><strong>Texto original <a href="https://www.forbes.com/sites/baldwin/2026/08/07/how-to-invest-in-broadway-shows-for-fun-and-profit/" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>. Artigo traduzido e editado por<a href="https://www.forbespt.com/author/pmarme/" target="_blank" rel="noopener"> Paulo Marmé</a>.</strong></em></p>
<p>The post <a href="https://www.forbespt.com/quer-investir-na-broadway-um-musical-de-sucesso-pode-multiplicar-o-dinheiro-mas-as-probabilidades-estao-contra-si/">Quer investir na Broadway? Um musical de sucesso pode multiplicar o dinheiro, mas as probabilidades estão contra si</a> appeared first on <a href="https://www.forbespt.com">Forbes Portugal</a>.</p>
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