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	<title>Ricardo Teixeira, Author at Forbes Portugal</title>
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	<description>A revista de líderes e de empreendedores com maior impacto no mundo dos negócios.</description>
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		<title>AI Act: A Europa está a regular o futuro da Inteligência Artificial… e agora?</title>
		<link>https://www.forbespt.com/ai-act-a-europa-esta-a-regular-o-futuro-da-inteligencia-artificial-e-agora/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ricardo Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Sep 2026 09:37:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Inteligência Artificial já não é apenas algo dos filmes de ficção científica. É real e faz parte do nosso quotidiano. Está presente em motores de busca, em assistentes virtuais, processos de recrutamento, diagnósticos médicos, serviços financeiros e muito mais. A IA é agora inevitável e, perante isto, a União Europeia decidiu avançar com a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Inteligência Artificial já não é apenas algo dos filmes de ficção científica. É real e faz parte do nosso quotidiano. Está presente em motores de busca, em assistentes virtuais, processos de recrutamento, diagnósticos médicos, serviços financeiros e muito mais.</p>
<p>A IA é agora inevitável e, perante isto, a União Europeia decidiu avançar com a primeira grande regulamentação, o AI Act, que, mais do que legislação, tenta responder a uma pergunta fundamental: como podemos beneficiar da inovação, sem colocar em risco direitos fundamentais, como a privacidade e até a segurança?</p>
<p><strong>O que muda com o AI Act? </strong></p>
<p>O regulamento adota uma lógica baseada no risco. Ou seja, quanto maior o potencial impacto de uma aplicação na vida das pessoas, maiores são as obrigações das empresas que as desenvolvem ou utilizam.</p>
<p>Sistemas que manipulem comportamentos de forma subliminar, explorem vulnerabilidades de grupos específicos ou que promovam mecanismos de “social scoring” semelhantes aos utilizados por regimes autoritários passam a estar proibidos.</p>
<p>São considerados de “alto risco” sistemas usados em educação, crédito, serviços públicos, recrutamento ou infraestruturas críticas, estando agora sujeitos a requisitos rigorosos, transparência, documentação técnica, avaliação de conformidade e supervisão humana.</p>
<p>Os sistemas de IA generativa, como o famoso Chat GPT e semelhantes, passam a ter obrigações específicas, ao nível da transparência, documentação e direitos de autor e os seus conteúdos gerados artificialmente, deverão ser identificados como tal em diversos contextos.</p>
<p><strong>O que muda para os consumidores? </strong></p>
<p>Principalmente, é uma maior proteção, mais direitos e a garantia de que a tecnologia está ao seu serviço e não o contrário. Vivemos num mundo onde já é difícil distinguir uma fotografia real de uma imagem criada por IA ou uma voz humana de uma artificialmente sintetizada. O AI Act obriga a transparência e a que os utilizadores saibam quando estão a interagir com conteúdo artificialmente criado.</p>
<p>O AI Act pretende também reduzir as discriminações do algoritmo, especialmente em processos de recrutamento ou na avaliação de pedidos de crédito, para garantir que as decisões são justas e passíveis de ser supervisionadas por humanos.</p>
<p><strong>E para as empresas? É uma oportunidade ou um obstáculo? </strong></p>
<p>Para muitas empresas, o AI Act vai representar um aumento de custos de <em>compliance</em>. Passa a ser necessário documentar sistemas, implementar processos de supervisão, garantir requisitos e formar equipas para todos estes processos, e é, por isso, compreensível que muitos empresários receiem que a Europa esteja a criar uma desvantagem competitiva com os Estados Unidos e a China.</p>
<p>No entanto, há outra perspetiva importante a ter em conta: ao definir regras claras e objetivas, a União Europeia está a criar uma maior confiança para investidores, consumidores e empresas. As organizações que se adaptem rapidamente têm na conformidade um fator competitivo, num mercado cada vez mais preocupado com a ética e a segurança digital.</p>
<p><strong>Um momento decisivo nas nossas vidas</strong></p>
<p>Estamos perante um enorme desafio global. A IA está a transformar a economia e a sociedade, num processo que é agora inevitável. A regulamentação apesar de poder atrasar esta transição, não a pretende travar, apenas garantir que é feita de forma responsável, transparente e que protege o consumidor. Numa era em que os algoritmos são cada vez mais decisivos nas nossas vidas, esta proteção torna-se mais importante do que a tecnologia.</p>
<p><strong>Ricardo Teixeira,</strong><br />
<em>CEO da CompuWorks</em></p>
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		<title>IA e o futuro do trabalho – Andamos a fazer as perguntas erradas</title>
		<link>https://www.forbespt.com/ia-e-o-futuro-do-trabalho-andamos-a-fazer-as-perguntas-erradas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ricardo Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 14:55:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2016, o Fórum Económico Mundial lançou uma previsão que nos parecia retirada de um filme de ficção científica: 65% das crianças que estavam na altura, em idade pré-escolar, iriam crescer para trabalhar em profissões que ainda não existiam. Passou-se uma década e percebemos que essa previsão não era um exagero… era até, talvez, conservadora. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2016, o Fórum Económico Mundial lançou uma previsão que nos parecia retirada de um filme de ficção científica: 65% das crianças que estavam na altura, em idade pré-escolar, iriam crescer para trabalhar em profissões que ainda não existiam. Passou-se uma década e percebemos que essa previsão não era um exagero… era até, talvez, conservadora.</p>
<p>Os dados mais recentes da mesma entidade confirmam que estamos perante uma mudança estrutural no mercado de trabalho, estimando que até 2030 sejam criados 170 milhões de novos empregos e extintos 92 milhões, num processo que afetará cerca de 22% das atuais funções*. Ou seja, o progresso vai trazer muito mais empregos do que aqueles que vai eliminar… quase o dobro.</p>
<p>Apesar disso, continuamos focados na pergunta errada: “Como é que vou adaptar o meu emprego à Inteligência Artificial?” É uma preocupação legítima, mas limitada. Ao focarmo-nos apenas na preservação do presente, estamos a ignorar a construção do futuro. Ao invés de tentarmos proteger as nossas funções atuais, devíamos estar a perguntar-nos quais as funções do futuro e em quais encaixamos e que competências vão dominar o mercado de trabalho nos próximos dez ou vinte anos.</p>
<p>A história mostra-nos que a tecnologia não destrói o trabalho, mas sim que o transforma. A Inteligência Artificial, como a eletricidade ou a própria internet antes dela, vem eliminar tarefas, sim, mas não elimina o valor humano. E quanto mais avançamos tecnologicamente, mais valorizamos aquilo que é intrinsecamente humano, como o pensamento crítico, a criatividade, a resiliência e a capacidade de adaptação.</p>
<p>Surgem já sinais de algumas dessas novas profissões, como funções ligadas à cibersegurança, à inteligência artificial, sustentabilidade, análise de dados, etc. Profissões que há dez anos não existiam. E vamos vendo a valorização das profissões “antigas”, aquelas que já ninguém sabe fazer, mas que são essenciais: canalizadores, ladrilhadores, costureiras, sapateiros… Tarefas que as gerações antes de nós dominavam e que agora nos escapam.</p>
<p>Mas segundo o Fórum, prevê-se também um aumento de procura em empregos onde a empatia, por exemplo, é essencial, como cuidadores, professores e profissionais de saúde.</p>
<p>Por isso, talvez a melhor pergunta que devemos fazer enquanto profissionais não é “como mantenho o meu emprego?”, mas sim “como me preparo para continuar a ser relevante no mercado de trabalho?”. Porque quem decide se as funções se tornam obsoletas, não é o trabalhador, mas sim o mercado. A verdadeira ameaça não é o progresso, mas sim a imobilidade. Não será a inteligência artificial ou qualquer outro avanço a definir quem fica para trás, mas sim a nossa incapacidade de evoluir com ela e de pensar os trabalhos e as carreiras do futuro com olhos postos no futuro e não no passado.</p>
<p><strong>Ricardo Teixeira,<br />
</strong><em>CEO da Compuworks</em></p>
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		<title>A importância de dar a oportunidade à pessoa certa</title>
		<link>https://www.forbespt.com/a-importancia-de-dar-a-oportunidade-a-pessoa-certa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ricardo Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Nov 2024 09:07:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma das coisas mais difíceis para um empresário, especialmente no início, é contratar. Uma empresa é quase como um filho, que temos de cuidar para crescer saudável, que nos tira o sono à noite e que nos enche de alegria a cada pequena vitória. Ao contratarmos, estamos a adicionar alguém à vida desse nosso filho… [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das coisas mais difíceis para um empresário, especialmente no início, é contratar. Uma empresa é quase como um filho, que temos de cuidar para crescer saudável, que nos tira o sono à noite e que nos enche de alegria a cada pequena vitória. Ao contratarmos, estamos a adicionar alguém à vida desse nosso filho… e qualquer pai se preocupa com isso.</p>
<p>Para onde devemos olhar, quando contratamos? O currículo é a primeira resposta de muitos nós, certo? Mas cada vez mais empresários se apercebem que têm de ver para além disso. Há muito que não se vê no currículo, sendo a principal, na minha opinião, a atitude. Porque as <em>skills</em> ensinam-se, a atitude não. Mas a melhor forma de explicar isto, é com um caso prático:</p>
<p>Corria o ano de 2010, quando, no centro de produção de uma empresa que tinha na altura, a DigitalWorks, em Évora, entrou um rapaz, com apenas 18 anos, chamado Diogo, a pedir para falar com os recursos humanos. A conversa com a pessoa dos Recursos Humanos foi invulgar, pois o Diogo conhecia o meu percurso, as minhas empresas e estava determinado a trabalhar comigo, sem remuneração, para mostrar o seu valor e para aprender.</p>
<p>Quando me ligaram a contar o sucedido, a minha resposta foi o óbvio: que o Diogo fosse para a universidade, completasse o curso e voltasse para pedir o estágio. Mas, para espanto de todos, o Diogo, cheio de confiança, recusou. Não queria ir para a universidade, porque não achava que fosse lá que ia aprender algo de novo. Queria a oportunidade e queria-a naquele momento.</p>
<p>Segui o meu instinto e pedi que lhe fosse feita uma entrevista. Pouco depois, o meu CTO ligou-me a dizer: <em>“Ricardo, deixa-me dar uma oportunidade a este miúdo, porque ele ou é um pequeno génio ou é um grande mentiroso. E eu quero descobrir qual é”.</em></p>
<p>E assim foi! Demos-lhe a oportunidade de estagiar e rapidamente descobrimos que de mentiroso não tinha nada. Demos-lhe uma tarefa que um programador experiente demoraria duas semanas a completar e, para nossa surpresa, o Diogo completou-a em dois dias. De estagiário, rapidamente passou a Programador, depois a Programador Sénior e, num instante, era o novo CTO da empresa.</p>
<p>Hoje, já não tenho a DigitalWorks, mas o Diogo continua a ser meu sócio em diversos projetos. Aos 32 anos, continua a mostrar o mesmo génio e garra que mostrava aos 18 e trato-o carinhosamente por “o meu filho mais velho.”</p>
<p>Felizmente, o meu instinto e o do meu CTO da altura em dar uma oportunidade a um jovem que não conhecíamos estava certo. Felizmente, tivemos a coragem de apostar num rapaz que, apesar de não ter uma licenciatura, tinha a atitude certa. O Diogo é, na minha opinião, um num milhão… mas havendo mais de onze milhões de habitantes em Portugal, ainda há nove ou dez “Diogos” por descobrir, à espera que alguém olhe para mais do que o currículo e veja a atitude certa.</p>
<p><strong>Ricardo Teixeira,</strong><br />
<em>CEO da CompuWorks</em></p>
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