<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Pedro Barros Rolo, Author at Forbes Portugal</title>
	<atom:link href="https://www.forbespt.com/author/pedro-barros-rolo/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.forbespt.com</link>
	<description>A revista de líderes e de empreendedores com maior impacto no mundo dos negócios.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 30 Jul 2026 09:22:32 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.2</generator>

<image>
	<url>https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/48X48-F.png</url>
	<title>Pedro Barros Rolo, Author at Forbes Portugal</title>
	<link>https://www.forbespt.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>O aplauso ao investimento estrangeiro está a esconder um problema</title>
		<link>https://www.forbespt.com/o-aplauso-ao-investimento-estrangeiro-esta-a-esconder-um-problema/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pedro Barros Rolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jul 2026 15:20:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.forbespt.com/?p=192714</guid>

					<description><![CDATA[<p>Durante anos, o mercado imobiliário português considerou a atração de capital como um objetivo em si mesmo. Mais investimento era sinónimo de confiança, maturidade e dinamismo. Porém, hoje tal não é suficiente. Portugal não precisa apenas de mais capital. Precisa de melhor capital. A diferença não é semântica. É estratégica. Num mercado mais maduro, a [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.forbespt.com/o-aplauso-ao-investimento-estrangeiro-esta-a-esconder-um-problema/">O aplauso ao investimento estrangeiro está a esconder um problema</a> appeared first on <a href="https://www.forbespt.com">Forbes Portugal</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante anos, o mercado imobiliário português considerou a atração de capital como um objetivo em si mesmo. Mais investimento era sinónimo de confiança, maturidade e dinamismo. Porém, hoje tal não é suficiente. Portugal não precisa apenas de mais capital. Precisa de melhor capital.</p>
<p>A diferença não é semântica. É estratégica. Num mercado mais maduro, a questão deixou de ser apenas sobre quanto o montante de investimento que entra e passou a ser sobre o tipo de investimento que entra, o seu horizonte e a sua capacidade real de execução. Nem todo o capital melhora um mercado. Parte desse capital limita-se a intensificar a concorrência por ativos, pressionar os preços e acelerar decisões, sem deixar uma transformação proporcional na qualidade da oferta ou na solidez do mercado. É por isso que a distinção entre capital tático e capital de convicção se tornou central.</p>
<p>O capital tático procura janelas de oportunidade. Move-se rapidamente, reage ao ciclo e privilegia a eficiência da transação. Num mercado aberto, pode ser útil: devolve liquidez, ajuda a reativar ativos e sinaliza apetite em momentos de hesitação. O capital tático melhora a circulação do mercado; raramente é o capital que o constrói.</p>
<p>O capital de convicção responde a outra lógica. Não entra apenas porque há uma oportunidade, mas sim porque há uma tese. Procura contextos em que seja possível desenvolver, reposicionar, operar e consolidar valor ao longo do tempo. Aceita maior complexidade porque sabe que a criação de valor no imobiliário não nasce apenas da compra certa, mas da capacidade de executar com disciplina ao longo de todo o ciclo. É esse capital que ajuda a construir mercado.</p>
<p>Esta distinção é atualmente relevante em Portugal. Os volumes de investimento no imobiliário comercial cresceram 17% em 2025 e a previsão para 2026 aponta para cerca de 2,4 mil milhões de euros, num contexto de interesse continuado de investidores nacionais e internacionais. São sinais positivos, mas não suficientes. Um mercado não se torna mais sólido apenas porque continua a captar atenção. Torna-se mais sólido quando consegue transformar capital em valor duradouro.</p>
<p>É aqui que o debate tem de ficar mais exigente. Durante demasiado tempo, uma parte do setor celebrou a entrada de capital quase sem questionar a sua qualidade. Mas um mercado maduro não pode avaliar o investimento apenas pela velocidade com que chega ou pelo volume que anuncia. É necessário avaliá-lo pela sua capacidade de concretizar projetos, regenerar ativos, profissionalizar oferta e criar impacto para além da transação.</p>
<p>No setor imobiliário, esta diferença é decisiva porque a distância entre investir e executar continua a ser o verdadeiro teste para o capital. Um mercado pode acumular anúncios, pipeline e apetite comprador. Nada disso garante, por si só, que os projetos avancem, que os ativos sejam transformados ou que a oferta responda de forma estrutural à procura. A qualidade do capital é mais evidente no que consegue alcançar do que na sua entrada: licenciamento, desenvolvimento, construção, operação e valorização sustentada.</p>
<p>Os próprios dados sobre investimento externo ajudam a compreender esta exigência. No primeiro trimestre de 2026, Portugal recebeu 2,1 mil milhões de euros de investimento direto estrangeiro, dos quais 0,8 mil milhões tiveram como destino o setor imobiliário. No final de março, o stock total de investimento direto estrangeiro em Portugal ascendia a 218 mil milhões de euros, o equivalente a 70% do PIB. Os números confirmam a relevância do capital internacional. Mas também tornam inevitável uma pergunta mais exigente: quanto deste capital está verdadeiramente preparado para executar e transformar?</p>
<p>A resposta pode aumentar pressão sobre ativos sem melhorar a sua utilidade, inflacionar expectativas, e criar a ilusão de dinamismo num contexto em que a concretização continua a ser o fator mais escasso.</p>
<p>O verdadeiro critério de maturidade já não está em conseguir que o capital entre. Está em conseguir atrair o capital que aceita a complexidade, atravessa o ciclo e cria valor para além da operação. Porque, no imobiliário, o capital que mais conta não é o que chega mais depressa. É o que permanece tempo suficiente para transformar.</p>
<p><strong>Pedro Barros Rolo,</strong><br />
<em>CEO &amp; Partner Havos Real Estate</em></p>
<p>The post <a href="https://www.forbespt.com/o-aplauso-ao-investimento-estrangeiro-esta-a-esconder-um-problema/">O aplauso ao investimento estrangeiro está a esconder um problema</a> appeared first on <a href="https://www.forbespt.com">Forbes Portugal</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
