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	<title>Patrícia de Almeida Catarino, Author at Forbes Portugal</title>
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	<description>A revista de líderes e de empreendedores com maior impacto no mundo dos negócios.</description>
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		<title>Construir o futuro: Liderança sem rótulos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Patrícia de Almeida Catarino]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 16:21:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Continuamos a discutir se mulheres (XX) ou homens (XY) lideram melhor. Talvez estejamos a responder à pergunta errada. Ao longo de quase três décadas de carreira trabalhei com líderes muito diferentes. Alguns distinguiam-se pela rapidez na decisão. Outros pela capacidade de criar confiança. Outros pela forma como mobilizavam equipas nos momentos mais difíceis. Os melhores [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Continuamos a discutir se mulheres (XX) ou homens (XY) lideram melhor. Talvez estejamos a responder à pergunta errada.</p>
<p>Ao longo de quase três décadas de carreira trabalhei com líderes muito diferentes. Alguns distinguiam-se pela rapidez na decisão. Outros pela capacidade de criar confiança. Outros pela forma como mobilizavam equipas nos momentos mais difíceis. Os melhores tinham algo em comum: nunca correspondiam ao estereótipo tradicional de liderança.</p>
<p>Num contexto marcado pela inteligência artificial, pela transformação digital e por uma mudança permanente, as organizações precisam de líderes capazes de integrar competências que, durante demasiado tempo, tratámos como opostas. Decidir e ouvir. Gerar resultados e desenvolver pessoas. Exigir e apoiar.</p>
<p>Estudos da McKinsey mostram que organizações com equipas de liderança mais diversas apresentam maior probabilidade de superar os seus concorrentes. Não porque um género lidere melhor do que o outro, mas porque a diversidade melhora a qualidade das decisões.</p>
<p>Também a minha experiência confirma essa realidade. Conheci mulheres que sentiram necessidade de adotar estilos de liderança tradicionalmente associados aos homens para serem reconhecidas. Conheci homens que evitaram demonstrar vulnerabilidade por receio de parecerem menos fortes. Em ambos os casos, o problema nunca esteve nas pessoas. Esteve na ideia de que existe uma única forma de liderar.</p>
<p>A crescente presença das mulheres em posições de liderança trouxe um contributo decisivo: alargou a nossa definição de liderança. Hoje, valorizamos, cada vez mais, a capacidade de desenvolver pessoas, criar confiança e integrar diferentes perspetivas.</p>
<p>Não porque as mulheres liderem melhor do que os homens. Mas porque organizações que valorizam diferentes formas de pensar tendem a tomar melhores decisões.</p>
<p>É por isso que gosto de pensar na liderança como um modelo XXXY (XX + XY). Não como uma referência biológica, mas como uma metáfora para uma liderança que integra as competências tradicionalmente associadas a cromossomas femininos e masculinos. Uma liderança capaz de combinar firmeza com empatia, visão com execução e exigência com proximidade.</p>
<p>Quando olho para as novas gerações, vejo sinais de mudança. Vejo mulheres que já não sentem necessidade de reproduzir modelos masculinos para afirmar a sua liderança. E vejo homens cada vez mais confortáveis em liderar com empatia e colaboração.</p>
<p>Talvez esta seja a verdadeira transformação. Não substituir um modelo por outro, mas construir uma liderança mais completa.</p>
<p>No mundo da tecnologia, a interoperabilidade cria mais valor porque permite que sistemas diferentes trabalhem em conjunto. Acredito que o futuro da liderança seguirá a mesma lógica. Não pertencerá ao XX nem ao XY. Pertencerá aos líderes capazes de integrar diferentes competências em torno de um objetivo comum.</p>
<p><strong>Patrícia de Almeida Catarino,</strong><br />
<em>Senior Vice President Consulting Services, CGI</em></p>
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