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	<title>Nathalie Ballan, Author at Forbes Portugal</title>
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	<description>A revista de líderes e de empreendedores com maior impacto no mundo dos negócios.</description>
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		<title>Resiliência empresarial não é nova moda, é a premissa estratégica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nathalie Ballan]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Sep 2025 10:38:21 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O que é afinal a resiliência?</strong> Devemos preparar o mundo para um evento que ocorre apenas uma vez a cada 100 anos? E estamos dispostos a pagar por isso? A questão é central: a <strong>máxima resiliência é impossível de alcançar</strong> — seja por limites técnicos, seja por racionalidade económica. O verdadeiro desafio para as empresas está em <strong>encontrar o equilíbrio certo entre custos e benefícios</strong>, assegurando continuidade sem comprometer a competitividade.</p>
<p>Se já foi considerada periférica, nos dias de hoje, em que a mudança é cada vez mais acelerada e os riscos mais diversificados, a resiliência é um <strong>eixo estratégico de competitividade</strong>. As empresas enfrentam uma sucessão de choques que testam os seus limites. Os riscos físicos das alterações climáticas podem traduzir-se em perdas anuais de enorme escala. Um estudo publicado na revista <strong>Nature</strong>, conduzido pelo Potsdam Institute, projeta que a economia mundial já está comprometida com uma <strong>redução média de 19% no rendimento até 2050</strong>, em comparação com um cenário sem alterações climáticas.</p>
<p>Mas não falamos apenas de projeções científicas. Os exemplos estão à vista: o <strong>apagão energético</strong> , as <strong>cheias em Cabo Verde</strong> ou os <strong>incêndios florestais</strong> que todos os verões colocam vidas, património e negócios em risco. Estes fenómenos lembram-nos que os riscos são <strong>reais, multivariáveis e interdependentes</strong>.</p>
<p>Apesar desta evidência, a maioria das empresas <strong>ainda não integra, por exemplo, a adaptação climática nas suas estratégias de negócio</strong>. O <strong>WBCSD</strong> alerta que muitas organizações permanecem excessivamente centradas em mitigação, negligenciando a adaptação: ficam mais expostas a choques e perdem oportunidades de gerar valor a longo prazo.</p>
<p>O <strong>Shift Project</strong> (França) reforça que grande parte da vulnerabilidade empresarial decorre de fatores externos — <strong>infraestruturas, energia, ecossistemas e comunidades locais</strong> —, o que significa que resiliência não se constrói isoladamente, mas em conjunto com os territórios.</p>
<p>Investir na resiliência compensa! O Banco<strong> Mundial</strong> demonstrou que <strong>cada dólar aplicado em infraestruturas resilientes gera, em média, quatro dólares em benefícios económicos</strong>, ao evitar perdas futuras.</p>
<p><strong>O caminho para empresas resilientes:</strong></p>
<p><strong> &#8211;</strong> <strong>Integrar na visão e na governação.</strong> Não basta planos de contingência: a resiliência deve estar no centro da estratégia. O WBCSD sugere ferramentas como o <em>Three Horizons Framework</em>, que ajudam a conciliar desafios imediatos com oportunidades futuras.</p>
<p><strong>&#8211; Pensar de forma sistémica.</strong> Nenhuma empresa é resiliente sozinha Abordagens territoriais e diagnósticos alinham empresas, autoridades e comunidades na construção de ecossistemas resilientes.</p>
<p><strong>&#8211; Equilibrar mitigação e adaptação.</strong> A maioria <strong>dos planos climáticos empresariais focam-se apenas na mitigação</strong>. É urgente incorporar também medidas de adaptação, independentes dos riscos, que enfoquem a manutenção das funções vitais da organização, assegurando continuidade face a impactos inevitáveis e diversos.</p>
<p>A isto soma-se a necessidade de <strong>medir, aprender e ajustar continuamente</strong>.</p>
<p>Num mundo interdependente, vulnerável e cada vez mais regulado, pensar a resiliência em todas as suas dimensões deve ser o <strong>novo ponto de partida da estratégia empresarial e da inovação</strong>.</p>
<p><strong>Nathalie Ballan,</strong><br />
<em>Administradora da S317 e Diretora da Divisão de business development</em></p>
<p><em>Membro do CSO Circle by BCSD Portugal</em></p>
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