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	<title>Edward Segal, Author at Forbes Portugal</title>
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	<description>A revista de líderes e de empreendedores com maior impacto no mundo dos negócios.</description>
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		<title>As 10 lições de liderança de Dolly Parton para os líderes empresariais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Edward Segal]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Aug 2026 15:36:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Dolly Parton, que faleceu esta semana, demonstrou uma capacidade notável para gerir e comunicar em situações de crise. A sua resposta à pandemia de COVID-19 e aos incêndios florestais no seu estado natal, o Tennessee, são exemplos da forma como exerceu essa liderança. Mas estas não foram as únicas ocasiões em que a cantora demonstrou [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="444" data-end="686"><a href="https://www.forbespt.com/dolly-parton-morre-aos-80-anos/" target="_blank" rel="noopener">Dolly Parton</a>, que faleceu esta semana, demonstrou uma capacidade notável para gerir e comunicar em situações de crise. A sua resposta à pandemia de COVID-19 e aos incêndios florestais no seu estado natal, o Tennessee, são exemplos da forma como exerceu essa liderança.</p>
<p data-start="688" data-end="979">Mas estas não foram as únicas ocasiões em que a cantora demonstrou competências que podem ser relevantes para os líderes empresariais. As suas décadas de carreira oferecem outras lições sobre autoridade, capacidade de decisão, delegação e sobre o tipo de legado que um líder pretende deixar.</p>
<h3 data-section-id="1apy01u" data-start="981" data-end="1002">1. Seja diferente</h3>
<p data-start="1004" data-end="1116">Uma das lições de Parton é que os líderes não têm de parecer ou agir como toda a gente para conquistar respeito. Dolly Parton “nunca pareceu confundir autoridade com parecer autoritária”, afirmou Ulrika Gustafson, executive coach e consultora estratégica, à Forbes.</p>
<p data-start="1272" data-end="1590">A cantora mostrou consistentemente diferentes lados da sua personalidade ao longo da carreira. “Podia ser divertida, exuberante e autodepreciativa e, ainda assim, estar inequivocamente no comando da sua carreira e do seu negócio. Não precisava de adotar os sinais convencionais que associamos ao poder para ter poder.”</p>
<p data-start="1592" data-end="1963">Para os executivos, tentar reforçar demasiado uma determinada faceta da personalidade pode ter o efeito contrário. “Não nos tornamos mais autoritários por tentar parecer mais autoritários. Os líderes mais fortes sabem normalmente quem são, compreendem o ambiente em que estão e não precisam de estar constantemente a provar que pertencem àquele lugar”, conclui Gustafson.</p>
<p data-start="1965" data-end="2248">A presença de um líder não tem, portanto, de seguir um modelo único. “Em vez disso, ela compreendia plenamente a impressão que criava, moldava-a intencionalmente e comunicava de forma consistente competência e proximidade”, afirmou Dani Luffey, estratega de comunicação de liderança.</p>
<p data-start="2250" data-end="2556">A imagem pública de Parton foi cuidadosamente construída e tornou-se parte integrante da sua marca. “O cabelo, os brilhantes e o humor tornaram-na incrivelmente memorável e acessível, enquanto as suas decisões empresariais, limites firmes e filantropia revelaram a líder estratégica por detrás da persona.”</p>
<p data-start="2558" data-end="2739">A grande lição é que proximidade e autoridade podem coexistir. A imagem pública captava a atenção, a consistência construía confiança e essa confiança ampliava a sua influência.</p>
<h3 data-section-id="1ffvp72" data-start="2741" data-end="2781">2. Mantenha-se fiel aos seus valores</h3>
<p data-start="2783" data-end="2902">A confiança de Parton em quem era também influenciou algumas das decisões mais importantes da sua carreira empresarial. Um dos exemplos mais conhecidos envolve a canção “I Will Always Love You”. Quando Elvis Presley quis gravá-la, o empresário do cantor tentou adquirir os direitos de publicação. Parton recusou vender os direitos.</p>
<p data-start="3117" data-end="3377">A decisão “exigiu uma coragem extraordinária”, afirmou Cyndee Harrison, fundadora da Synaptic PR. “Como uma verdadeira líder, ela compreendeu o valor dos seus ativos fundamentais de tal forma que conseguiu não se deixar distrair pela validação de curto prazo.”</p>
<p data-start="3379" data-end="3446">A decisão acabou por revelar-se extremamente valiosa a longo prazo.</p>
<p data-start="3448" data-end="3616">Para os executivos, a lição é clara: conhecer o valor de um ativo pode significar rejeitar oportunidades tentadoras de curto prazo para proteger o seu valor futuro.</p>
<p data-start="3618" data-end="3919">Parton conseguiu também aproximar pessoas de diferentes origens sem abdicar dos seus próprios valores. “Liderou pelo exemplo e viveu com disciplina e empatia, mas a sua base sólida assentava no orgulho pelas suas raízes, algo que esteve consistentemente presente em tudo o que fez”, explicou Harrison.</p>
<h3 data-section-id="1xdcijd" data-start="3921" data-end="3952">3. Confie nos especialistas</h3>
<p data-start="3954" data-end="4039">Conhecer o próprio valor não significa ter de provar esse valor fazendo tudo sozinho. Parton rodeou-se de pessoas que tinham mais conhecimentos do que ela em diferentes áreas dos seus negócios.</p>
<p data-start="4150" data-end="4433">“Os melhores líderes não são aqueles que insistem em saber tudo. Dolly Parton geriu um império de 650 milhões de dólares (545 milhões de euros) enquanto admitia abertamente que havia áreas que não compreendia e nunca precisou de compreender”, afirmou Binie Klein, coach de liderança.</p>
<p data-start="4435" data-end="4645">Para os líderes empresariais, a lição é direta: delegar responsabilidades não é suficiente. É necessário dar às pessoas qualificadas a autoridade e o espaço de que precisam para desempenhar as suas funções. Caso contrário, o próprio líder pode tornar-se o maior obstáculo ao funcionamento da organização.</p>
<h3 data-section-id="nfwozq" data-start="4746" data-end="4789">4. Use o poder para criar oportunidades</h3>
<p data-start="4791" data-end="4910">O legado de Parton recorda aos líderes empresariais que tudo aquilo que constroem transporta consigo uma marca pessoal. Mas liderança é mais do que fazer crescer uma empresa ou construir influência. É também perceber quem nos tornamos à medida que crescemos e como utilizamos o poder que conquistámos para ajudar os outros a prosperar.</p>
<p data-start="5129" data-end="5315">Parton “personificou o tipo de liderança de que muitas organizações precisam neste momento”, afirmou Renelle Everett, estratega de liderança e fundadora da InSight Coaching &amp; Consulting. “Usou o seu poder e influência para criar oportunidades, fortalecer o coletivo e levar os outros consigo. Foi um exemplo poderoso de liderança com os outros, em vez de sobre os outros.”</p>
<p data-start="5504" data-end="5679">A cantora manteve uma forte noção de identidade, conhecia os seus valores e compreendia os seus talentos. E permaneceu fiel a si própria à medida que a sua influência crescia.</p>
<h3 data-section-id="e46w01" data-start="5681" data-end="5732">5. Existem diferentes formas de medir o sucesso</h3>
<p data-start="5734" data-end="5856">Parton compreendeu que a liderança não deve ser avaliada apenas pelo que foi conseguido enquanto alguém esteve no comando.</p>
<p data-start="5858" data-end="5986">O teste mais difícil acontece depois da saída do líder: o que acontece à organização e às pessoas quando ele já não está lá?</p>
<p data-start="5988" data-end="6206">Parton criou um ecossistema pensado para sobreviver à própria carreira. A sua Imagination Library, iniciativa de promoção da literacia infantil, continuará a chegar a crianças muito depois de qualquer atuação ou álbum. “Essa é a diferença entre construir para gerar impacto e construir para obter influência sazonal”, afirmou Valerie Thornton, estratega de liderança. A capacidade de construir um legado duradouro deixa ainda outra lição: ter uma visão própria não significa necessariamente tornar-se uma figura polarizadora.</p>
<p data-start="6517" data-end="6735">“Parton conseguiu manter o seu apelo junto de públicos muito diferentes. É possível ter uma voz e valores sem se tornar excessivamente partidário”, afirmou Chintan Shah, CEO da agência de comunicação e marketing Sovyn.</p>
<p data-start="6737" data-end="6860">O legado de liderança de Dolly Parton é, à semelhança da própria cantora, inconfundível, genuíno e difícil de replicar. Parton mostrou que os líderes podem ser fiéis a si próprios sem impor a sua personalidade aos outros, proteger aquilo que consideram importante sem perseguir todas as novas tendências e utilizar aquilo que conquistaram para criar oportunidades para outras pessoas.</p>
<p data-start="7128" data-end="7399" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Para os líderes de empresas e organizações, a lição mais duradoura de Dolly Parton é que liderar não se resume àquilo que se consegue alcançar. Mede-se também pela forma como aquilo e aqueles que deixamos para trás estão melhores e mais fortes do que quando chegámos.</p>
<p><em><strong>Texto original <a href="https://www.forbes.com/sites/asia-alexander/2026/04/27/taylor-swift-files-trademarks-for-voice-likeness-amid-ai-misuse-concerns/" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>. Artigo traduzido e editado por<a href="https://www.forbespt.com/author/pmarme/" target="_blank" rel="noopener"> Paulo Marmé</a>.</strong></em></p>
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