<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Bernardo Soares, Author at Forbes Portugal</title>
	<atom:link href="https://www.forbespt.com/author/bernardo-soares/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.forbespt.com</link>
	<description>A revista de líderes e de empreendedores com maior impacto no mundo dos negócios.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 06 Apr 2026 16:01:36 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.3</generator>

<image>
	<url>https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/48X48-F.png</url>
	<title>Bernardo Soares, Author at Forbes Portugal</title>
	<link>https://www.forbespt.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>A era do cuidado: o impacto económico e social da relação humano-animal</title>
		<link>https://www.forbespt.com/a-era-do-cuidado-o-impacto-economico-e-social-da-relacao-humano-animal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bernardo Soares]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2026 16:01:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.forbespt.com/?p=184003</guid>

					<description><![CDATA[<p>Durante grande parte da história, a relação entre humanos e animais foi guiada pela utilidade. Os animais eram parceiros de trabalho, proteção ou sobrevivência, mais do que objetos de afeto. É precisamente por isso que a mudança observada nas últimas décadas é tão relevante: a relação funcional deu lugar a um vínculo emocional profundo, que [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.forbespt.com/a-era-do-cuidado-o-impacto-economico-e-social-da-relacao-humano-animal/">A era do cuidado: o impacto económico e social da relação humano-animal</a> appeared first on <a href="https://www.forbespt.com">Forbes Portugal</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante grande parte da história, a relação entre humanos e animais foi guiada pela utilidade. Os animais eram parceiros de trabalho, proteção ou sobrevivência, mais do que objetos de afeto. É precisamente por isso que a mudança observada nas últimas décadas é tão relevante: a relação funcional deu lugar a um vínculo emocional profundo, que hoje se traduz em cuidado, investimento e responsabilidade.</p>
<p>O afeto, que antes não estruturava esta relação, passou a ter expressão concreta na esfera económica e social. Cuidar de um animal deixou de ser apenas um gesto emocional para influenciar escolhas de consumo, decisões de investimento e dinâmicas de inovação. O vínculo afetivo ganhou peso económico — e esse facto diz muito sobre a maturidade da sociedade em que vivemos.</p>
<p>Hoje, as decisões que os tutores tomam em relação aos seus animais aproximam-se cada vez mais das que tomam para si próprios. Critérios como qualidade, prevenção, longevidade e bem-estar deixaram de ser exclusivos da saúde humana e passaram a ser aplicados, de forma consciente, à saúde animal. Isso é particularmente visível nas escolhas alimentares. A alimentação é possivelmente o reflexo mais claro desta transformação. Noventa e sete por cento dos tutores recorrem a ração seca, mas uma maioria diversifica a dieta com alimentação húmida, snacks ou comida caseira, e cerca de um quinto recorre ainda a suplementos, num sinal claro de maior consciência preventiva e preocupação com a saúde a longo prazo. Estas escolhas não resultam de impulsividade ou moda. Resultam de uma lógica de cuidado informado, onde o afeto se traduz em responsabilidade.</p>
<p>Este padrão revela uma sofisticação crescente no consumo associado ao setor pet. Longe de um mercado utilitário ou básico, o que se observa é a adoção de comportamentos maduros, planeados e alinhados com uma visão de bem-estar continuado. A incorporação de tecnologia é outro sinal inequívoco dessa evolução. Quase um quarto dos tutores já utiliza soluções tecnológicas no acompanhamento dos seus animais, seja para monitorização, segurança ou gestão da rotina diária. Este dado ilustra uma mudança estrutural: o afeto não se opõe à racionalidade económica, organiza-a. Inovação, prevenção e previsibilidade passam a fazer parte do mesmo ecossistema de decisão.</p>
<p>Mas reduzir esta transformação ao consumo seria uma leitura incompleta. O investimento no bem-estar animal tem impactos sociais e emocionais profundos, muitas vezes invisíveis nas métricas tradicionais. Os animais desempenham um papel proeminente na saúde mental das famílias, contribuindo para a redução da solidão, da ansiedade e do isolamento. Introduzem rotinas, promovem responsabilidade e criam vínculos que reforçam a coesão familiar. Não é por acaso que 95% dos tutores considera hoje os seus animais como parte integrante da família. Este valor social raramente é quantificado, mas é estrutural. Ao cuidar de um animal, não estamos apenas a melhorar a sua qualidade de vida; estamos a criar condições de maior equilíbrio emocional e social para quem o acompanha.</p>
<p>O crescimento sustentado do setor pet care deve, por isso, ser interpretado como reflexo de uma economia em transformação. Tal como acontece noutras áreas ligadas à saúde, ao bem-estar e à sustentabilidade, o cuidado deixou de ser um custo acessório para se tornar um investimento consciente. O afeto deixou de ser um fator intangível e passou a ser um verdadeiro driver de mercado. Uma economia que valoriza o bem-estar, a prevenção e a qualidade de vida é, inevitavelmente, uma economia mais emocional — no melhor sentido do termo.</p>
<p>Esta realidade abre espaço para repensar políticas públicas e modelos de bem-estar social. A relação entre humanos e animais pode ser integrada de forma mais estratégica em áreas como a saúde pública, o envelhecimento ativo ou a inclusão social, não apenas pelo seu valor afetivo, mas pelo impacto concreto que tem na vida das pessoas. Esse impacto vai além do indivíduo: reflete-se na saúde mental, na criação de rotinas, na coesão familiar e, de forma indireta, na redução de pressões sobre sistemas sociais e de saúde.</p>
<p>O valor do afeto, neste contexto, deixa de ser estritamente privado e assume uma dimensão coletiva. Cuidar dos animais é também investir numa sociedade mais equilibrada, informada e preparada para o futuro — porque quando o cuidado é consistente e continuado, os seus efeitos ultrapassam o animal e inscrevem-se na estabilidade emocional das famílias e no bem-estar social.</p>
<p>A economia que se está a desenhar é cada vez mais orientada para o bem-estar, para a prevenção e para relações de cuidado duradouras. E a relação humano-animal é, hoje, um dos exemplos mais claros de como o afeto deixou de ser apenas um sentimento para se tornar uma força económica e social pujante.</p>
<p><strong>Bernardo Soares,</strong><br />
<em>Médico Veterinário e One Health Diretor na UPPartner</em></p>
<p>The post <a href="https://www.forbespt.com/a-era-do-cuidado-o-impacto-economico-e-social-da-relacao-humano-animal/">A era do cuidado: o impacto económico e social da relação humano-animal</a> appeared first on <a href="https://www.forbespt.com">Forbes Portugal</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Quando comunicar é cuidar: o poder da literacia em saúde</title>
		<link>https://www.forbespt.com/quando-comunicar-e-cuidar-o-poder-da-literacia-em-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bernardo Soares]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Nov 2025 20:14:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.forbespt.com/?p=175604</guid>

					<description><![CDATA[<p>Antes de qualquer consulta, tratamento ou vacina deve haver sempre uma mensagem que prepara, esclarece e orienta — e é ela que pode salvar vidas. A saúde pública enfrenta hoje desafios que não se resolvem apenas com tecnologia, investimento ou inovação científica. Resolvem-se também com informação clara, rigorosa e acessível. A forma como comunicamos saúde [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.forbespt.com/quando-comunicar-e-cuidar-o-poder-da-literacia-em-saude/">Quando comunicar é cuidar: o poder da literacia em saúde</a> appeared first on <a href="https://www.forbespt.com">Forbes Portugal</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de qualquer consulta, tratamento ou vacina deve haver sempre uma mensagem que prepara, esclarece e orienta — e é ela que pode salvar vidas. A saúde pública enfrenta hoje desafios que não se resolvem apenas com tecnologia, investimento ou inovação científica. Resolvem-se também com informação clara, rigorosa e acessível. A forma como comunicamos saúde influencia comportamentos, molda decisões e, no limite, determina resultados. E quando falamos de saúde, não falamos apenas de pessoas. Falamos também dos animais que nos acompanham e do ambiente que partilhamos. Comunicar saúde é comunicar um sistema interligado — um ecossistema vivo, onde o bem-estar humano, animal e ambiental se sustentam mutuamente.</p>
<p>É um facto que vivemos assoberbados de informação. Nunca foi tão fácil aceder a dados, estatísticas ou recomendações médicas — e, paradoxalmente, nunca foi tão difícil compreendê-los. A literacia em saúde continua baixa, mesmo em sociedades desenvolvidas, e a desinformação tornou-se uma ameaça silenciosa à prevenção e à confiança nas instituições. A avalanche de mensagens, muitas vezes contraditórias, cria ruído e desorienta. E quando a ciência se torna linguagem inacessível, abre-se um buraco negro para interpretações erradas, crenças perigosas e decisões precipitadas. A comunicação, quando feita com rigor e empatia, é a ponte que falta. Porque comunicar ciência não é apenas transmitir factos — é traduzir o complexo de forma que o outro queira e consiga compreender. E essa tradução deve abranger todas as dimensões da saúde: desde as doenças zoonóticas à sustentabilidade, passando pela segurança alimentar ou pela íntima e indissociável relação com o ambiente.</p>
<p>Comunicar saúde é sabermos como e quando devemos colocar-nos no lugar de quem está à nossa frente. É um exercício de equilíbrio entre a precisão técnica e a linguagem humana. Quando falamos de vacinação, saúde mental, nutrição ou doenças crónicas, a forma como as mensagens são transmitidas influencia diretamente comportamentos e atitudes. A comunicação científica deve, por isso, integrar saberes médico-veterinários e ambientais, de modo coordenado e coerente. Não basta sabermos o que é certo; é preciso sabermos dizê-lo de forma que as pessoas queiram ouvir. Traduzir ciência é também ligar mundos que dependem uns dos outros — transformar dados em diálogo, números em significado e conhecimento em ação.</p>
<p>A comunicação em saúde já não é exclusivamente uma questão de especialistas. Hoje, todas as instituições — públicas, privadas ou associativas — têm uma responsabilidade partilhada na forma como informam e educam a sociedade. Todas as entidades que atuam na área da saúde humana, animal ou ambiental devem assegurar que o seu discurso é coerente com a prática. Não basta fazer campanhas: é preciso criar confiança, mostrar consistência e comunicar com propósito. A diferença entre uma mensagem que gera medo e outra que promove consciência é o que distingue a reação do comportamento. A comunicação não é um acessório — é parte integrante dela.</p>
<p>A literacia em saúde não é um luxo intelectual ou um chavão atual, é uma necessidade coletiva. É o que permite transformar conhecimento em autonomia e prevenção em hábito. A comunicação deve ser vista como uma ponte entre a ciência e a sociedade, capaz de traduzir o conhecimento técnico em escolhas conscientes no quotidiano. A prevenção começa nas palavras, nas campanhas e nas conversas do dia a dia — muito antes de qualquer diagnóstico. As agências e comunicadores têm aqui um papel determinante: criar linguagem comum entre os diferentes setores e tornar o conceito One Health compreensível e vivido. Uma literacia verdadeiramente integrada é aquela que ajuda cada cidadão a perceber que as suas escolhas — o que consome, o que produz e como vive — têm impacto direto na saúde do planeta e, consequentemente, e na de todos os que o rodeiam.</p>
<p>A comunicação é o elo invisível entre conhecimento e comportamento. É através dela que a ciência alcança o seu verdadeiro potencial, que a prevenção se torna possível e que a confiança se constrói. Comunicar saúde é cuidar de tudo o que vive — pessoas, animais e ambiente. É reconhecer que a balança do bem-estar global só se equilibra com o bem-estar de todos. Quando comunicamos saúde com clareza, prevenimos, educamos e cuidamos. E isso é, possivelmente, a forma mais humana de salvar vidas.</p>
<p><strong>Bernardo Soares,</strong><br />
<em>Médico Veterinário e One Health Diretor na UPPartner</em></p>
<p>The post <a href="https://www.forbespt.com/quando-comunicar-e-cuidar-o-poder-da-literacia-em-saude/">Quando comunicar é cuidar: o poder da literacia em saúde</a> appeared first on <a href="https://www.forbespt.com">Forbes Portugal</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Educação para a saúde integrada: formar profissionais para os desafios do século XXI</title>
		<link>https://www.forbespt.com/educacao-para-a-saude-integrada-formar-profissionais-para-os-desafios-do-seculo-xxi/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bernardo Soares]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Jul 2025 11:51:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.forbespt.com/?p=167833</guid>

					<description><![CDATA[<p>Falar de saúde, hoje, é reconhecer que nenhuma das suas dimensões existe isolada. A saúde humana, a saúde animal e a saúde do planeta estão profundamente interligadas — e isso exige que pensemos, aprendamos e atuemos de forma integrada. O conceito de One Health não é apenas um modelo teórico, é, cada vez mais, uma [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.forbespt.com/educacao-para-a-saude-integrada-formar-profissionais-para-os-desafios-do-seculo-xxi/">Educação para a saúde integrada: formar profissionais para os desafios do século XXI</a> appeared first on <a href="https://www.forbespt.com">Forbes Portugal</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Falar de saúde, hoje, é reconhecer que nenhuma das suas dimensões existe isolada. A saúde humana, a saúde animal e a saúde do planeta estão profundamente interligadas — e isso exige que pensemos, aprendamos e atuemos de forma integrada. O conceito de <strong>One Health</strong> não é apenas um modelo teórico, é, cada vez mais, uma necessidade real. <strong> </strong></p>
<p>A verdade é que muitos dos desafios que enfrentamos — como as zoonoses, a resistência antimicrobiana ou as consequências da degradação ambiental — não podem ser enfrentados por uma só profissão, nem por um só setor. Precisam de olhares complementares. De competências que se cruzam. De equipas verdadeiramente interdisciplinares.</p>
<p>E isso começa na educação. É nas escolas, do ensino primário ao secundário, nas universidades e nos centros de formação que se constroem as bases para o futuro. E é aqui que ainda temos um longo caminho a percorrer. A maioria dos currículos de Medicina Humana, Medicina Veterinária, Ciências Ambientais ou Saúde Pública continua demasiado compartimentada. Ainda se ensina dentro de fronteiras demasiado rígidas, quando o mundo — e os problemas de saúde que nele habitam — já extravasaram essas divisões.</p>
<p>De acordo com um levantamento feito nos Estados Unidos, apenas 16% das escolas de medicina integram de forma estruturada o conceito de One Health no currículo. E em Portugal, apesar de alguns esforços pontuais, o cenário é semelhante: falta transversalidade, falta prática interdisciplinar e, sobretudo, falta tempo dedicado a pensar em conjunto os problemas que exigem soluções em conjunto.</p>
<p>Mas há sinais de mudança. Em universidades da Tailândia, por exemplo, têm vindo a ser desenvolvidos programas que juntam alunos de Medicina, Veterinária e Engenharia numa abordagem conjunta à vigilância de zoonoses. Já nos Estados Unidos, algumas escolas estão a criar disciplinas facultativas conjuntas, em que alunos de diferentes áreas trabalham em projetos comuns relacionados com saúde ambiental, uso racional de antimicrobianos ou surtos zoonóticos.</p>
<p>Estes exemplos mostram que não só é possível, como faz toda a diferença, uma vez que os profissionais formados com esta visão estão melhor preparados para colaborar, comunicar, agir de forma preventiva e, quando surja a necessidade, proteger melhor a saúde das pessoas, dos animais e dos ecossistemas.</p>
<p>Mais do que criar novas disciplinas, o desafio está em mudar a forma como olhamos para a formação. Está em juntar pessoas de diferentes áreas à mesma mesa. Em criar casos práticos que envolvam múltiplas perspetivas. Em promover estágios cruzados, projetos colaborativos, debates conjuntos. Porque é nesses espaços que se constrói a verdadeira literacia para o futuro da saúde.</p>
<p>Incluir a One Health nos currículos não é apenas uma atualização técnica — é uma mudança de paradigma. É reconhecer que formar um bom médico, um bom Médico-Veterinário ou um bom biólogo, hoje, implica também prepará-los para trabalhar com os outros, para entender o contexto mais amplo onde os problemas acontecem e para pensar em soluções sistémicas.</p>
<p>É imprescindível formar profissionais capazes de ligar pontos. De perceber que a resistência antimicrobiana não se combate apenas com melhores prescrições, mas também com divulgação de informação cientificamente fidedigna e mais formação a profissionais e não profissionais. Que a obesidade e a desnutrição são problemas de saúde pública que começam muitas vezes no ambiente onde se vive. Que prevenir uma pandemia pode começar com a vigilância de um vírus num animal selvagem, numa floresta a milhares de quilómetros.</p>
<p>Formar com esta consciência é formar com responsabilidade. É garantir que os profissionais de saúde do século XXI não chegam ao terreno a aprender tudo do zero, mas sim com uma bagagem que lhes permite antecipar, colaborar e agir com eficácia.</p>
<p>Se queremos sistemas de saúde mais resilientes, políticas públicas mais eficazes e populações mais protegidas, temos de começar por aqui: pela forma como educamos. E isso implica colocar a One Health no centro da formação, não como uma nota de rodapé, mas como um pilar estruturante. Porque os desafios do nosso tempo não vêm com legendas a dizer, “isto é da tua área” — e as soluções também não.</p>
<p><strong>Bernardo Soares,</strong><br />
<em>Médico Veterinário / Health Care Director at UPPartner</em></p>
<p>The post <a href="https://www.forbespt.com/educacao-para-a-saude-integrada-formar-profissionais-para-os-desafios-do-seculo-xxi/">Educação para a saúde integrada: formar profissionais para os desafios do século XXI</a> appeared first on <a href="https://www.forbespt.com">Forbes Portugal</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Saúde Mental e Animais: uma ligação que (também) pode curar</title>
		<link>https://www.forbespt.com/saude-mental-e-animais-uma-ligacao-que-tambem-pode-curar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bernardo Soares]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Apr 2025 14:12:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.forbespt.com/?p=161060</guid>

					<description><![CDATA[<p>A saúde mental tem vindo a conquistar o espaço que merece na discussão pública, não apenas como um complemento da saúde física, mas como um dos seus pilares fundamentais. E à medida que nos tornamos mais conscientes da sua importância, cresce também a procura por soluções que nos ajudem a equilibrar a mente no meio [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.forbespt.com/saude-mental-e-animais-uma-ligacao-que-tambem-pode-curar/">Saúde Mental e Animais: uma ligação que (também) pode curar</a> appeared first on <a href="https://www.forbespt.com">Forbes Portugal</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 13.5pt; color: black;">A saúde mental tem vindo a conquistar o espaço que merece na discussão pública, não apenas como um complemento da saúde física, mas como um dos seus pilares fundamentais. E à medida que nos tornamos mais conscientes da sua importância, cresce também a procura por soluções que nos ajudem a equilibrar a mente no meio do ruído e da azáfama do dia a dia.</span></p>
<p style="font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; orphans: 2; text-align: start; widows: 2; -webkit-text-stroke-width: 0px; text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial; word-spacing: 0px;"><span style="font-size: 13.5pt; color: black;">Falamos frequentemente de estratégias como o exercício físico, o contacto com a natureza ou a prática de meditação. Mas há um outro aliado, tantas vezes esquecido, que pode ter um impacto profundo no nosso bem-estar, os animais.</span></p>
<p style="font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; orphans: 2; text-align: start; widows: 2; -webkit-text-stroke-width: 0px; text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial; word-spacing: 0px;"><span style="font-size: 13.5pt; color: black;">Embora os seus benefícios físicos sejam amplamente reconhecidos — promovem uma vida mais ativa, ajudam a estabelecer rotinas e até estimulam a socialização — a sua influência na saúde mental, apesar de cada vez mais evidente, continua a ser menos explorada.</span></p>
<p style="font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; orphans: 2; text-align: start; widows: 2; -webkit-text-stroke-width: 0px; text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial; word-spacing: 0px;"><span style="font-size: 13.5pt; color: black;">A explicação para esta ligação reside, em parte, na ação da oxitocina — a chamada hormona do amor. Quando interagimos com os nossos animais de companhia, seja através de uma brincadeira ou de um simples gesto de carinho, os níveis desta hormona aumentam. E esse aumento traduz-se em efeitos fisiológicos muito concretos: menor pressão arterial, redução da frequência cardíaca e inibição das hormonas associadas ao stress, como o cortisol. É, por isso, natural que muitos tutores relatem uma sensação imediata de conforto e tranquilidade na presença dos seus animais.</span></p>
<p style="font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; orphans: 2; text-align: start; widows: 2; -webkit-text-stroke-width: 0px; text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial; word-spacing: 0px;"><span style="font-size: 13.5pt; color: black;">Este potencial terapêutico não passou despercebido às instituições de saúde, que têm vindo a integrar cada vez mais Serviços Assistidos por Animais, com benefícios tanto para os doentes como para os profissionais de saúde.</span></p>
<p style="font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; orphans: 2; text-align: start; widows: 2; -webkit-text-stroke-width: 0px; text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial; word-spacing: 0px;"><span style="font-size: 13.5pt; color: black;">E não são apenas os animais de companhia a oferecer esse contributo. A hipoterapia, realizada com cavalos, utiliza o movimento tridimensional do animal como estímulo neurológico, ajudando a aliviar estados de ansiedade e tensão emocional. Também o simples som dos pássaros pode ter efeitos positivos. Uma investigação do Max Planck Institute for Human Development demonstrou que a acústica de determinadas espécies de aves tem a capacidade de melhorar o humor e reduzir episódios de stress.</span></p>
<p style="font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; orphans: 2; text-align: start; widows: 2; -webkit-text-stroke-width: 0px; text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial; word-spacing: 0px;"><span style="font-size: 13.5pt; color: black;">Estas evidências, ainda que em diferentes áreas e com abordagens diversas, apontam todas na mesma direção: os animais não são apenas companhia — são presença terapêutica, silenciosa e constante, com um impacto real e positiva na forma como nos sentimos.</span></p>
<p style="font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; orphans: 2; text-align: start; widows: 2; -webkit-text-stroke-width: 0px; text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial; word-spacing: 0px;"><span style="font-size: 13.5pt; color: black;">E se os seus benefícios para a nossa saúde são tantos, talvez esteja na altura de reforçarmos também o nosso papel no cuidado com a saúde deles. Porque preservar o bem-estar animal é, em muitos casos, cuidar também do nosso.</span></p>
<p><span data-olk-copy-source="MessageBody"><strong>Bernardo Soares,</strong><br />
<em>Médico Veterinário / Health Care Director at UPPartner</em></span></p>
<p>The post <a href="https://www.forbespt.com/saude-mental-e-animais-uma-ligacao-que-tambem-pode-curar/">Saúde Mental e Animais: uma ligação que (também) pode curar</a> appeared first on <a href="https://www.forbespt.com">Forbes Portugal</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
