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	<title>Beatriz Rubio, Author at Forbes Portugal</title>
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	<description>A revista de líderes e de empreendedores com maior impacto no mundo dos negócios.</description>
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	<title>Beatriz Rubio, Author at Forbes Portugal</title>
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		<title>Como Portugal pode competir com os mercados de luxo clássicos e emergentes?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Rubio]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Dec 2025 11:15:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal encontra-se hoje num ponto decisivo na disputa pelos investidores de topo do mercado imobiliário internacional. Durante a última década, o país destacou-se pela segurança, estabilidade, qualidade de vida e pela reputação crescente no panorama global. No entanto, enfrenta agora uma concorrência cada vez mais intensa. Destinos clássicos do luxo, como França, Itália, Espanha ou Suíça, continuam a beneficiar de uma história consolidada, infraestruturas robustas e ecossistemas culturais profundamente enraizados.</p>
<p>Ao mesmo tempo, países emergentes como a Croácia e a Grécia afirmam-se com propostas competitivas, combinando beleza natural, investimento estratégico em turismo de gama alta e políticas fiscais atrativas. O desafio para Portugal não reside apenas em acompanhar esta evolução, mas em saber diferenciar-se num mercado onde o cliente de luxo é mais sofisticado, informado e exigente do que nunca.</p>
<p>O que distingue Portugal começa por ser o que não se fabrica: a segurança, o clima temperado, a hospitalidade, a estabilidade social e política e uma qualidade de vida reconhecida internacionalmente. O país oferece um estilo de vida autêntico, equilibrado e culturalmente rico, capaz de atrair compradores que valorizam não apenas o imóvel, mas o contexto em que pretendem viver, investir ou passar longos períodos. A escala humana das cidades, a gastronomia, o mar sempre por perto e a facilidade de integração são fatores que continuam a pesar fortemente na decisão destes investidores globais, especialmente num contexto internacional marcado por instabilidade crescente.</p>
<p>No entanto, para competir com destinos tradicionais do luxo, Portugal precisa de reconhecer que a comparação não se faz apenas ao nível da qualidade de vida. O comprador sofisticado avalia acessibilidades, infraestruturas, consistência regulatória, eficiência administrativa e capacidade de resposta do mercado. Em muitos destes aspetos, países como França, Suíça ou Itália beneficiam de construção reputacional. Portugal, apesar do enorme progresso, ainda enfrenta processos urbanísticos lentos, oferta limitada em zonas prime e alguma imprevisibilidade regulatória que afeta o planeamento de investimento. Estes pontos não anulam o potencial do país, mas mostram onde é necessário atuar para não perder terreno.</p>
<p>O que pode parecer um obstáculo é, contudo, também uma vantagem: a maturidade do mercado português oferece confiança, liquidez e previsibilidade, que são fatores essenciais para investidores que valorizam estabilidade e proteção patrimonial.</p>
<p>Para se manter competitivo, Portugal precisa de reforçar aquilo que já o diferencia, ao mesmo tempo que eleva as suas exigências internas. A valorização do património arquitetónico, o investimento em mobilidade e conectividade, a qualificação dos centros urbanos e a estratégia de atração de residentes e empresas internacionais devem continuar a ser prioridades.</p>
<p>A estabilidade fiscal é outro ponto crítico: o mercado de luxo responde mal a mudanças bruscas e imprevisíveis, e políticas claras, duradouras e transparentes são decisivas para manter o país na rota dos grandes investidores. Também o setor imobiliário, enquanto indústria, tem aqui um papel fundamental. O profissionalismo, a especialização e a capacidade de antecipar tendências tornaram-se elementos essenciais para quem opera neste segmento.</p>
<p>O comprador premium procura confiança, rigor e acesso a oportunidades que não estão completamente expostas ao mercado. A relação de assessoria especializada, que acompanha o cliente desde a primeira análise até à decisão final, é hoje um dos grandes ativos competitivos de Portugal, sobretudo face a mercados emergentes onde esta cultura ainda está em construção.</p>
<p>Em 2026, o verdadeiro desafio para Portugal não é competir com França, Itália ou Espanha pelo estatuto de mercado histórico, nem com a Grécia ou a Croácia pela novidade. O desafio é assumir uma posição clara: a de um país maduro, seguro, moderno, sustentável e global, capaz de oferecer uma qualidade de vida ímpar e um ambiente económico estável para investimento de longo prazo. Portugal não precisa de replicar o que outros fazem; precisa de aprofundar aquilo que faz melhor. Se conseguir consolidar esta identidade, e reforçar a eficiência administrativa, a previsibilidade fiscal e a oferta qualificada, continuará a conquistar um segmento de compradores que não procura apenas uma casa, mas um lugar no mundo onde a vida pode acontecer com tempo, com serenidade e com sentido.</p>
<p><strong>Beatriz Rubio,</strong><br />
<em>CEO da RE/MAX Collection</em></p>
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		<title>Campo vs Cidade: Os destinos de luxo que marcam Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Rubio]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Aug 2025 14:59:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Portugal é um país de contrastes elegantes, onde o luxo se revela tanto no ritmo vibrante da cidade como na serenidade intocada do campo. Esta dualidade tem vindo a atrair um número crescente de compradores exigentes, nacionais e internacionais, que procuram não apenas uma casa, mas um estilo de vida alinhado com os seus valores, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal é um país de contrastes elegantes, onde o luxo se revela tanto no ritmo vibrante da cidade como na serenidade intocada do campo. Esta dualidade tem vindo a atrair um número crescente de compradores exigentes, nacionais e internacionais, que procuram não apenas uma casa, mas um estilo de vida alinhado com os seus valores, expectativas e ritmos.</p>
<p>Nas grandes cidades como Lisboa e Porto, o mercado de luxo mantém-se dinâmico, ancorado em localizações históricas e arquiteturas singulares. A capital oferece um equilíbrio raro entre património e modernidade, com apartamentos exclusivos em zonas como a Lapa, Príncipe Real ou Avenida da Liberdade, enquanto o Porto combina tradição e cosmopolitismo com projetos de reabilitação sofisticados na Foz, Baixa e Boavista. Estas cidades oferecem não só infraestruturas de excelência, mas também acesso imediato à cultura, à gastronomia e à vida social, um luxo urbano cada vez mais valorizado.</p>
<p>Mas o campo está longe de ser apenas um refúgio. O Alentejo, com as suas herdades imersas na natureza, tem vindo a afirmar-se como um dos destinos de luxo mais discretos e procurados. A autenticidade das paisagens, a arquitetura de inspiração vernacular e o silêncio qualificado criam uma proposta de valor rara: viver com espaço, privacidade e tempo. No Norte, o Douro alia património vinícola, vistas deslumbrantes e um estilo de vida sofisticado em comunhão com a terra. É um luxo de raízes profundas, onde a beleza se mede em décadas.</p>
<p>No meio deste contraste, há zonas que conjugam o melhor dos dois mundos. O Algarve, sobretudo em localizações como a Quinta do Lago, Vale do Lobo ou Vilamoura, oferece privacidade, clima privilegiado e serviços de alto padrão, num ambiente onde o mar, a arquitetura contemporânea e os campos de golfe desenham um estilo de vida exclusivo.</p>
<p>Em 2025, o distrito de Lisboa continua a ser a região mais dinâmica no segmento Collection, absorvendo mais de 60% do mercado nacional. Já o distrito do Porto domina toda a região Centro e Norte do país, representando mais de 10% do total. No Algarve, uma região historicamente associada ao turismo, o segmento de luxo assume cerca de 7% do mercado. Por outro lado, as regiões alentejanas, caracterizadas por uma elevada dispersão urbanística, representam cerca de 1% da oferta no segmento Collection.</p>
<p>A própria procura difere com alguma relevância nestas quatro regiões. É verdade que são os próprios portugueses os mais interessados neste segmento, mas as zonas mais urbanas e cosmopolitas atraem um maior número de cidadãos estrangeiros. Além de disporem de maior oferta, apresentam igualmente maior diversidade e é esta conjugação que estimula o interesse de muitos investidores.</p>
<p>No Porto, entre os clientes além-fronteiras, destacam-se os norte-americanos, mas em Lisboa, por exemplo, são os naturais do Brasil que assumem a liderança. Já no Algarve, para além dos norte-americanos, registamos muito interesse de cidadãos do norte da Europa, em particular de irlandeses e ingleses. No Alentejo, pelas características específicas que apresenta, o segmento tem atraído vários cidadãos franceses e belgas.</p>
<p>Para terminar, tem sido notório o alargamento deste segmento a um maior número de zonas do país, sendo cada vez menos exclusivo das regiões de Lisboa e Porto.</p>
<p>Hoje, mais do que nunca, o verdadeiro luxo é ter escolha. Entre a vibração urbana e o sossego rural, entre o património e a paisagem, entre a arte de receber e o prazer de parar. Portugal oferece todas essas possibilidades e é precisamente nessa diversidade que reside a sofisticação do seu mercado imobiliário de luxo.</p>
<p><strong>Beatriz Rubio,</strong><br />
<em>CEO RE/MAX Collection</em></p>
<p>&nbsp;</p>
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