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	<title>António Freitas de Sousa, Author at Forbes Portugal</title>
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	<description>A revista de líderes e de empreendedores com maior impacto no mundo dos negócios.</description>
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		<title>Angola tem em marcha a maior revolução económica da sua história</title>
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		<dc:creator><![CDATA[António Freitas de Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 09:35:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Doing Business Angola]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Da simples extração de recursos naturais – com os recursos minerais destacados – para a utilização desses recursos numa ótica de valor acrescentado, independência (energética, alimentar, etc.) retenção de valor para distribuição de riqueza pela população, valorização das exportações e ‘intromissão’ na cadeia de valor global. É esta a matriz do novo quadro de desenvolvimento [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Da simples extração de recursos naturais – com os recursos minerais destacados – para a utilização desses recursos numa ótica de valor acrescentado, independência (energética, alimentar, etc.) retenção de valor para distribuição de riqueza pela população, valorização das exportações e ‘intromissão’ na cadeia de valor global. É esta a matriz do novo quadro de desenvolvimento económico angolano, com um extenso pipeline de setores – que o Estado quer abrir ao investimento estrangeiro, desta vez não sob uma lógica de usurpação de recursos, mas de parcerias longas e produtivas, onde todas as partes saiam a beneficiar.</p>
<p>Coube ao ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás de Angola, Diamantino Azevedo, percorrer o extenso ‘road map’ da nova economia angola, que deixa para trás a recoleção (passe o exagero) e se lança – alavancada também pela sua posição estratégica no Atlântico sul e na sua posição geoestratégica em várias plataformas globais – numa estratégia em que o conjunto de propostas e bem maior que a simples soma das partes.</p>
<p>“O mundo procura, simultaneamente, três grandes ativos estratégicos: segurança energética, minerais essenciais para uma transição energética justa e equitativa”, num quadro de “investimentos sustentáveis, previsíveis e competitivos”. Ora, Angola tem tudo isso: “poucos países reúnem estas três condições de forma tão abrangente como Angola. O nosso país possui uma extraordinária diversidade de recursos minerais, incluindo aqueles indispensáveis às novas tecnologias, importantes reservas de petróleo e gás natural, e uma localização geoestratégica privilegiada, o que faz de Angola uma plataforma essencial para servir os mercados do continente africano e do mundo em geral”.</p>
<p>A montante, explicou, “encontra-se, acima de tudo, uma visão que temos para o presente e futuro de Angola. Angola vive hoje uma economia em profunda transformação. O petróleo continua a desempenhar um papel determinante como principal fonte de receitas fiscais e de divisas, constituindo um pilar que continuaremos a gerir com responsabilidade, eficiência e crescente sustentabilidade ambiental, com o intuito de maximizar o valor de cada barril de petróleo produzido”.</p>
<div class="teads-inread">
<div>
<div id="teads1" class="teads-player">Mas, ao mesmo tempo, os setores não-petrolíferos registam um crescimento cada vez mais robusto, “refletindo uma transformação estrutural da economia nacional e oferecendo aos investidores oportunidades diversificadas e sustentáveis. Angola já não é apenas uma economia dependente de seus recursos minerais: é uma economia que está a diversificar a sua base produtiva e a construir novos motores de crescimento”, anunciou.</div>
</div>
</div>
<p>A montante ainda, as reformas institucionais e económicas recentes “transformaram significativamente o ambiente de negócios, reforçando a transparência, a estabilidade regulatória, a segurança jurídica e a previsibilidade fiscal”. Exemplos claros: a criação da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, da Agência Nacional de Recursos Minerais e do Instituto Regulador dos Derivados de Petróleo – acompanhados pela modernização da legislação sectorial e a adesão da Angola à Iniciativa para a Transparência das Indústrias Extrativas.</p>
<p>“Estamos a construir uma economia que transforme os seus recursos em valor acrescentado, desenvolva cadeias industriais, promova o conhecimento, incentiva a inovação e crie oportunidades para as gerações presentes e futuras”, disse Diamantino Azevedo.</p>
<p>No setor petrolífero, Angola prosseguimos uma estratégia de reposição de reservas, intensificação da exploração e estabilização da produção, da valorização de novas bacias sedimentares e da revitalização dos campos maduros. O arranque da produção de gás não associado ao petróleo acompanhou esta profunda alteração. É este o quadro que servirá de motor de industrialização, fornecendo matéria-prima para projetos nas áreas dos fertilizantes, siderurgia, petroquímica e produção de energia elétrica, entre outras.</p>
<p>A entrada em funcionamento da primeira fase da refinaria de Cabinda “constitui um importante passo na redução da dependência das importações de combustíveis”, salientou. Ao mesmo tempo, prosseguem os trabalhos de construção da refinaria do Lobito e os esforços para viabilizar a refinaria do Soio, “depois de termos já feito um investimento adicional na refinaria de Luanda, que culminou com a triplicação da produção de gasolina”. Estes projetos, associados aos investimentos em armazenamento, logística e distribuição de produtos petrolíferos, estão a transformar a indústria petrolífera angolana, “reforçando a segurança energética e criando novas oportunidades de investimento”.</p>
<p>O desenvolvimento do offshore da Bacia do Kwanza, que iniciará a produção em 2028, o projeto de produção de amónio e ureia do Soio, o aproveitamento dos fosfatos e do do potássio e a produção de ferro e aço, criando uma nova base industrial para a construção, as infraestruturas e a indústria transformadora, fazem parte do pipeline da estratégia gizada pelo governo liderado por João Lourenço. “Todos estes investimentos obedecem à mesma visão estratégica: transformar cada vez mais os recursos minerais em Angola, subir progressivamente na cadeia do valor, criar emprego qualificado, desenvolver conhecimento e construir uma economia cada vez mais industrializada e competitiva”, referiu o ministro. Com um intuito claro: “sempre que existam condições técnicas, económicas, de mercado, os recursos minerais de Angola devem gerar cada vez mais valor dentro do nosso próprio país”.</p>
<p>Em paralelo, por que uma coisa não funciona sem a outra. “estamos a expandir e modernizar as infraestruturas rodoviárias e ferroviárias que ligam os centros de produção aos portos e aos mercados regionais, bem como a reforçar a capacidade de produção e transporte de energia elétrica. Prosseguimos igualmente o aprofundamento do conhecimento geológico do território nacional através do Plano Nacional de Geologia, reduzindo os riscos associados à prospeção e criando melhores condições para novos investimentos mineiros”, disse Diamantino Azevedo.</p>
<p>Mas o ministro quis realçar que “as infraestruturas físicas, por si só, não bastam”. “Conhecimento, ciência, inovação e as pessoas”, têm de acompanhar. “Por isso, Angola está a investir na criação e modernização de laboratórios, centros tecnológicos de investigação científica, centros de formação tecno-profissional, escolas primárias de ensino secundário e instituições de ensino superior. Estamos a preparar uma nova geração de engenheiros, geólogos, técnicos, investigadores e gestores capazes de responder aos desafios da industrialização”, no seio de uma população jovem – algo que a Europa, mas também os Estados Unidos e a China já não sabem bem o que é.</p>
<p>“Partilhamos uma visão. A visão de um país que decidiu transformar os seus recursos minerais em riqueza sustentável, conhecimento, tecnologia, indústria e oportunidades para a sua população. Angola oferece hoje oportunidade de investimento ao longo de toda a cadeia de valores dos recursos minerais, aos serviços especializados, da investigação científica e formação de quadros às novas energias”, salientou o ministro. E o país oferece, para além de uma posição geográfica favorável, “segurança jurídica, parcerias de longo prazo com o setor privado e um firme compromisso com o desenvolvimento sustentável”.</p>
<p>O ministro sabe que nada disto se faz sozinho: “convido-vos a crescer connosco e, acima de tudo, convido-vos a fazer parte desta nova etapa da história económica do nosso país. Encontrarão um governo comprometido, instituições credíveis, e em benefícios recíprocos. Porque acreditamos que o sucesso dos investidores será também o sucesso de Angola. E o sucesso de Angola será igualmente uma oportunidade para todos aqueles que escolherem caminhar ao nosso lado”.</p>
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		<title>Recursos minerais “devem contribuir para a qualidade de vida da população”</title>
		<link>https://www.forbespt.com/recursos-minerais-devem-contribuir-para-a-qualidade-de-vida-da-populacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[António Freitas de Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 16:20:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Doing Business Angola]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>“O meu objetivo principal é fazer com que os recursos minerais contribuam cada vez mais para a melhoria da qualidade da população angolana”. É ao mesmo tempo um ‘statement’, um objetivo que está a ser cumprido e o futuro de um país que está a assumir um lugar especial no sul do continente africano e, a partir daí, no globo. Este ‘statement’ é o projeto de vida (político) de Diamantino Azevedo, ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás de Angola. “Este é o meu objetivo central” ao cabo de dez anos a liderar o setor.  Mas Diamantino Azevedo quis partilhar o sucesso: foi “à orientação que recebi do meu chefe, o presidente João Lourenço. Foi ele que me deu essa oportunidade de poder servir a este nível o nosso país, a nossa população e a missão foi clara”, disse.</p>
<p>“Queremos fazer com que cada barril de petróleo, cada quilate de diamante, cada metro cúbico de rocha ornamental, cada tonelada de cobre (que começámos a explorar o ano passado), de minério de ferro que se produz em Angola, seja maximizado. Ou seja, queremos deixar de ser simples produtores de matérias-primas brutas, queremos transformar essa matéria-prima em produtos intermediários, em produtos finais. E sermos o fator principal da diversificação da economia da Angola”, disse Diamantino Azevedo. Como se consegue? “Trabalhando com focos e em equipa”.</p>
<p>O ministro elencou brevemente (na medida do possível) aquilo que Angola tem feito no setor dos recursos naturais. Como ponto prévio, o ministro não se esqueceu de dizer que “dá a impressão que às vezes não estamos a fazer nada. Mas estamos”.</p>
<figure id="attachment_191452" aria-describedby="caption-attachment-191452" style="width: 960px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-191452" src="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-15-at-12.59.10-960x640.jpeg" alt="" width="960" height="640" srcset="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-15-at-12.59.10-960x640.jpeg 960w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-15-at-12.59.10-768x512.jpeg 768w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-15-at-12.59.10-1536x1024.jpeg 1536w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-15-at-12.59.10-1200x800.jpeg 1200w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-15-at-12.59.10-600x400.jpeg 600w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-15-at-12.59.10.jpeg 1680w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /><figcaption id="caption-attachment-191452" class="wp-caption-text">Foto: Cristina Bernardo</figcaption></figure>
<p>“Tínhamos uma única refinaria em Angola, dos anos 50. melhorámos essa refinaria: não aumentámos a sua capacidade, mas aumentámos a produção de gasolina em detrimento de resíduos e estabelecemos um programa para criar a refinaria de Cabinda, do Soio e do Lobito”. “Tínhamos apenas gás associado ao petróleo; no ano passado começámos a produzir gás não associado ao petróleo”. Estamos a construir uma fábrica de amónio-ureia. Provavelmente entrará em funcionamento a partir do gás. A amónio-ureia é um dos componentes do famoso NPK (nitrogênio, fosfato e potássio). Estamos a fazer uma fábrica da amónio-ureia, um investimento de cerca de 2,5 mil milhões de dólares. Vamos exportar amónia, estamos a trabalhar em minas de fosfato, vamos ter o fosfato, estamos à procura de potássio. Teremos todos os componentes essenciais dos fertilizantes”.</p>
<p>“Estamos a explorar a cobre em Angola”, mas não só: “todos sabem qual é a importância do nióbio e que mais de 80% das reservas estão no Brasil. Angola vai começar a explorar o nióbio em breve”. Mais: “Angola já foi um grande produtor de minério de ferro, antes da independência. Estamos a trabalhar num projeto para reiniciar a produção de minério de ferro, mas acoplado à siderurgia: vamos começar a produzir aço”. “Um país, no estágio de desenvolvimento nosso, precisa de fertilizantes, precisa de aço, precisa de cimento, precisa de energia e precisa de pessoas”, afirmou Diamantino Azevedo.</p>
<figure id="attachment_191453" aria-describedby="caption-attachment-191453" style="width: 960px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-191453" src="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-15-at-12.59.09-1-960x640.jpeg" alt="" width="960" height="640" srcset="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-15-at-12.59.09-1-960x640.jpeg 960w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-15-at-12.59.09-1-768x512.jpeg 768w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-15-at-12.59.09-1-1536x1024.jpeg 1536w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-15-at-12.59.09-1-1200x800.jpeg 1200w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-15-at-12.59.09-1-600x400.jpeg 600w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-15-at-12.59.09-1.jpeg 1680w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /><figcaption id="caption-attachment-191453" class="wp-caption-text">Foto: Cristina Bernardo</figcaption></figure>
<p>O setor dos diamantes é outro em plena evolução. “Até 2017, tínhamos apenas uma única fábrica de lapidação de diamantes em Angola. Construímos o Polo de Desenvolvimento Diamantino de Saurimo. Hoje já temos 10 fábricas de lapidação de diamantes, duas escolas tecno-profissionais, estamos a formar os nossos próprios lapidadores. Ainda este ano inauguramos mais uma ou duas.</p>
<p>Mas há muito mais no pipeline. “Angola produz ouro em quantidades pequenas. Este ano inauguraremos a nossa refinaria de ouro”. “Há um tempo atrás, nós decidimos proibir a exportação de quartzo em bruto – Angola exportava; fizemos uma análise profunda e decidimos não mais exportar quartzo”. “Temos em Angola, em curto espaço de tempo, seis fábricas que fazem o silício metalúrgico”. “Quando começámos a produzir poli-silício, quem nos vai impedir de produzir os painéis solares?”</p>
<h3>Ajuda não, obrigado</h3>
<p>Para Diamantino Azevedo, tudo isto e muito mais está à disposição dos empresários e investidores. Mas não, frisou, para ajudar: “não venham ter comigo e dizer que vêm ajudar. No meu ministério, quem entra vem fazer negócio numa lógica win-win: vocês pretendem algo, nós pretendemos algo. Se houver entendimento, vamos trabalhar em conjunto. Por favor, não usem essa palavra comigo. Há interesses. Vocês têm o vosso, nós temos o nosso”, disse, pragmático.</p>
<p>“A visão é nossa. Os senhores estão convidados a participar. Podem dar-me ideias de como implementar a nossa visão, eu aceito, tenho a humildade suficiente. Mas, por favor, a visão é nossa. E é debaixo dessa visão que podem e venham e são convidados e desejados a investir no setor de petróleo e recursos minerais da Angola, pelo menos enquanto eu for o ministro”.</p>
<p>E deixou um conselho: os empresários portugueses têm de deixar para trás “a inércia” que por vezes os carateriza e olharem para Angola como um lugar de investimento – no sentido, frisou, de entendimentos de negócio que sejam positivos para as duas partes.</p>
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		<title>Privatizações em Angola: o princípio do fim de um programa de forte sucesso</title>
		<link>https://www.forbespt.com/privatizacoes-em-angola-o-principio-do-fim-de-um-programa-de-forte-sucesso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[António Freitas de Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 10:06:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Doing Business Angola]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O programa angolano de privatizações (desde 2019 a 2026) privatizou cerca de 120 ativos nacionais, contratualizou cerca de 1,3 mil milhões de dólares e entrou naquilo que Álvaro Fernão, PCA IGAPE, definiu como “a reta final do programa de privatizações”, onde há ainda dez ativos a privatizar. São “ativo estratégico, dos quais três deverão acontecer [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O programa angolano de privatizações (desde 2019 a 2026) privatizou cerca de 120 ativos nacionais, contratualizou cerca de 1,3 mil milhões de dólares e entrou naquilo que Álvaro Fernão, PCA IGAPE, definiu como “a reta final do programa de privatizações”, onde há ainda dez ativos a privatizar. São “ativo estratégico, dos quais três deverão acontecer em Bolsa”.</p>
<p>O primeiro foco daquilo que está no ‘pipeline’ das privatizações é o turismo. “Alavancar o turismo faz parte desta grande reforma liderada pelo governo. “Privatizámos 15 ativos hoteleiros dentro do programa, contratualizámos cerca de 50 milhões de dólares (50 mil milhões de kwanzas, com uma margem de erro). É responsabilidade do programa de privatizações não só arrecadar valores monetários, mas também garantir empregos”, recordou Álvaro Fernão.</p>
<p>“Temos 30 ativos hoteleiros neste momento em preparação para a negociação em coordenação com o Ministério do Turismo. Estarão disponíveis no segundo semestre deste ano, com os investidores a poderem negociar de forma B2B. A Bolsa de Valores é claramente a melhor opção que temos para privatizar”. Até porque, efetivou, “isso claramente melhora a governança de todas as empresas, a exigência dos acionistas é maior, os conselhos de administração e comissão executiva precisam trabalhar mais para responder a exigência dos acionistas”</p>
<p>Aquele responsável disse que “o múltiplo depois do lançamento do IPO das operações está em mais ou menos 4,7%. Ou seja, depois do lançamento dessas operações em IPO, a flutuação do mercado secundário levou esses ativos a um máximo de 4,7% do seu valor. Uma boa oportunidade para os investidores, claramente: os números mostram que o mercado tem funcionado bem, há uma valorização dos ativos”. Voltando ao turismo, “desses dez ativos que temos para privatizar, nós temos três ou quatro que serão em oferta pública inicial”.</p>
<p>“Neste momento está a decorrer o processo de subscrição para 15% da Unitel, o processo vai de 6 a 24 de julho”. Portanto, se é um montante de capitalização de cerca de 300 mil milhões de dólares, é o que temos para a Unitel. De seguida, haverá a fase final do Standard Bank, “um banco africano que tem uma boa rentabilidade, privatizar 10% em Bolsa e 24% junto do parceiro Standard Bank Group, da África do Sul. A Indiama e a Simangola serão os próximos ativos em Bolsa, “portanto esses processos estão em preparação também para ocorrerem no segundo semestre de 2026. Em concurso público, por prévia qualificação”, para garantir que os parceiros selecionados para integrar essas empresas tenham capacidade financeira, tecnológica e económica.</p>
<figure id="attachment_191407" aria-describedby="caption-attachment-191407" style="width: 960px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-191407" src="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-15-at-10.18.59-5-960x640.jpeg" alt="" width="960" height="640" srcset="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-15-at-10.18.59-5-960x640.jpeg 960w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-15-at-10.18.59-5-768x512.jpeg 768w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-15-at-10.18.59-5-1536x1024.jpeg 1536w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-15-at-10.18.59-5-1200x800.jpeg 1200w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-15-at-10.18.59-5-600x400.jpeg 600w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-15-at-10.18.59-5.jpeg 1680w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /><figcaption id="caption-attachment-191407" class="wp-caption-text">Foto: Cristina Bernardo</figcaption></figure>
<p>Voltando à Unitel, Álvaro Fernão explicou que é a maior operadora móvel do país. “São 300 milhões de dólares de colocação”. “Depois de termos concretizado o BFA com 230 milhões de dólares há cerca de 8 ou 9 meses, essa vai ser a maior operação da Bolsa de Valores Angolana. A Unitel está neste momento em período de subscrição para os acionistas.</p>
<p>No Standard Bank Group a privatização chegará a 34% do capital: 24% por parceiro e 10% para o público em geral em bolsa. É um ativo que tem um resultado líquido na ordem dos 150 milhões de dólares. O ‘dividend payout’ nos últimos anos foi de cerca de 60%, ou seja cerca de 90 milhões de dólares. É, portanto, “um banco muito rentável, não pela dimensão, mas pelas operações e estará também disponível para investidores em bolsa até ao quarto trimestre deste ano. Portanto, em setembro e outubro devemos ter esta operação concluída”.</p>
<p>O BCA “é uma operação bem mais pequena, são 1,4% de ações, requer a lei das privatizações que façamos um concurso público, uma vez que não podemos fazer vendas diretas. Portanto, iremos lançar a operação também até ao quarto trimestre e o que poderá também acontecer é que os acionistas do banco exerçam o seu direito de preferência”; referiu aquele responsável.</p>
<p>“Depois temos dois ativos de comunicação. Temos 100% da TV Zimbo e 100% da Média Nova”. A TV Zimbo é um canal aberto, também com distribuição a cabo e tem nos seus ativos a TV Zimbo Internacional. Já a Média Nova tem jornais, revistas, seis rádios em províncias diferentes em Angola. “Estes dois ativos estão disponíveis também para a privatização de 100% das suas ações. Lançaremos o concurso e escolheremos o parceiro que melhor apresentar as propostas dentro daquilo que for o caderno de encargo da privatização”, disse Álvaro Fernão.</p>
<figure id="attachment_191408" aria-describedby="caption-attachment-191408" style="width: 960px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-191408" src="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-15-at-10.18.59-4-960x640.jpeg" alt="" width="960" height="640" srcset="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-15-at-10.18.59-4-960x640.jpeg 960w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-15-at-10.18.59-4-768x512.jpeg 768w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-15-at-10.18.59-4-1536x1024.jpeg 1536w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-15-at-10.18.59-4-1200x800.jpeg 1200w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-15-at-10.18.59-4-600x400.jpeg 600w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-15-at-10.18.59-4.jpeg 1680w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /><figcaption id="caption-attachment-191408" class="wp-caption-text">Foto: Cristina Bernardo</figcaption></figure>
<p>Já a Indiama “não é só a nossa grande gestora de ativos de diamante, mas também é a clínica e outros ativos interessantes, “que poderemos ver se entram ou não no perímetro de privatização”. Está previsto a privatização até o final do ano de 15% em Bolsa.</p>
<p>A TAG também está prevista para privatizar 15% por via da atração de um parceiro estratégico, nos mesmos termos que a Angola Telecom. “Queremos um parceiro estratégico que traga know-how, expertise operacional e robustez financeira, para juntos conseguimos conduzir o programa de reestruturação e continuar a expandir aquela que é a nossa companhia de bandeira”.</p>
<p>Para a Simangola está prevista também 15% em Bolsa ou por prévia qualificação. “Neste ativo temos claramente duas opções que devemos definir até o final do ano qual melhor vai se adequar”.</p>
<p>Finalmente, a Zona Económica Especial é um ativo que está 15% disponível para privatização. “Estamos nesse momento a preparar a avaliação e o prospeto para colocar este ativo no mercado. Ou seja, são mais de mil lotes industriais que têm todo o tipo de empresas, claramente organizadas em quarteirões para garantir a segurança e a conformidade da produção”.</p>
<p>Álvaro Fernão concluiu que “nós temos, para além de receitas, é alavancar estas empresas, maximizar o seu potencial, internacionalizar as empresas e para isso precisamos de estratégia e de parceiros estratégicos connosco para levar estes projetos a cabo”.</p>
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		<title>Petronect: uma história de superação</title>
		<link>https://www.forbespt.com/petronect-uma-historia-de-superacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[António Freitas de Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 18:38:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CX Summit]]></category>
		<category><![CDATA[Forbes Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[negócios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que é Petronect? Nada mais que o portal de compras da Petrobras, que, no ano passado, transacionou 50 mil milhões de dólares, o valor de face dos contratos do portal. São 400 mil dólares por minuto. Um negócio de sucesso? Depende. Samuel Fernandes, diretor, Petronect, explicou, no âmbito da CX Summit 2026, organizado pela [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O que é Petronect? Nada mais que o portal de compras da Petrobras, que, no ano passado, transacionou 50 mil milhões de dólares, o valor de face dos contratos do portal. São 400 mil dólares por minuto. Um negócio de sucesso? Depende. Samuel Fernandes, diretor, Petronect, explicou, no âmbito da CX Summit 2026, organizado pela LAB Experience, e tendo como media partners a revista Forbes Portugal e o Jornal Económico e dedicado ao tema ‘Leading Customer Experience with AI’, o exemplo de superação da empresa de é um dos responsáveis.</p>
<p>O ponto de partida dessa superação foi em 2020, setembro, em plena pandemia. Nesse ano, a Petrobras disse que iria encerrar o contrato com a Petronect em abril de 2023. “com todos os empregados em casa, tínhamos de lhes dizer isso”: a partir de abril de 2043, passariam ao regime de desempregados. O ‘board’ da Petronect, Petrobras, SAP e Accenture, assim o decidira. Era um demorado “aviso prévio”, que obrigaria os colaboradores a trabalharem três anos para coisa nenhuma.</p>
<p>“Nós tínhamos duas opções: ou a gente chorava, ou, de facto, a gente se unia em torno da dor. E aqui é o ponto de inflexão”. Havia uma “dor comum. Qual é a dor comum do seu cliente? Qual é a dor comum do seu empregado? A dor comum que a gente tinha era: a empresa vai acabar”. “Tudo que construímos ao longo de 18 anos, aquela relação que estava ótima, ia acabar”.</p>
<p>“Então, resolvemos juntar-nos em torno dessa dor e resolvemos fazer desses os melhores anos da nossa história. Para quem? Para os nossos empregados, para os nossos clientes, para os nossos sócios e para a comunidade. Mas, essencialmente e primeiramente, para os nossos empregados”, frisou Samuel Fernandes. A estratégia de ‘salvação’ era simples: “eles vão sentir saudade nossas”.</p>
<p>Para isso, foi implantado um programa de 17 passos. Redefinir propósito e valores; ‘deshierarquização’ da comunicação aberta; redistribuição de papéis e responsabilidades; estabelecimento de símbolos e rituais; feedback quantitativo e qualitativo; redefinição de metas; e valorização das competências não técnicas; política de remuneração variável mais agressiva; adequação dos planos de cargos e salários; campanhas de cuidado com colaborador; programas de reconhecimento extraordinário; programa de simplificação e prémios aos vencedores, treinamento com suporte à carreira do empregado, eram os mais importantes.</p>
<p>Outro processo importante: “começámos a treinar a nossa equipa para sair da empresa, porque se queríamos que eles ficassem, eles tinham que ficar num ambiente que proporcionasse uma saída positiva. O plano de suporte à recolocação do mercado, inclusão e diversidade, ações ambientais e celebração de vitórias”, faziam parte desse plano.</p>
<p>Neste contexto, a redefinição de propósitos e valores foi essencial. “Os nossos valores, agilidade, simplicidade, conformidade, segurança, respeito e felicidade. Felicidade tinha que ser um valor interno e a gente tinha que medir como é que as pessoas estavam felizes, porque se elas não tivessem, a empresa ia acabar e elas iam embora”.</p>
<p>Foi nesse contexto que foram definidas responsabilidades – ou seja, aquilo que a empresa esperava de cada um dos colaboradores. “Uma empresa que quer avançar, que quer ter mais ideias, tem que fomentar a diversidade”, disse Samuel Fernandes, para explicar que a liberdade criativa, enquadrada pelos valores e diretrizes centrais, era essencial.</p>
<h3>Arranjar a casa antes de sair</h3>
<p>As alterações internas foram essenciais: “depois de resolver a sua casa, aí preocupamo-nos com o cliente. Não adianta você preocupar-se com o cliente primeiro para depois resolver a sua casa, porque é muito difícil”.</p>
<p>A ‘cartlha’ foi identificada: “entenda o contexto do cliente, descubra do que a sua organização realmente é boa, valide a perceção diretamente com o cliente, transforme pontos fortes em proposta de valor clara, construa confiança antes de buscar expansão, trabalhe como extensão do cliente, engaje toda a organização, gere valor para todos os envolvidos, crie governança clara na relação, reduza esforços operacionais, invista continuamente em estabilidade e segurança, comunique evolução, transforme problemas de aprendizagem, divida grandes objetivos em pequenas entregas, registe conhecimento“.</p>
<p>Abril de 2023 já passou há muito: estamos em junho de 2026. “Petrobras validou connosco a continuidade da existência da Petronet como portal oficial de compras. Nós, inclusive, estamos agora rediscutindo a nossa relação com a Petrobras, que vence em 30 de junho próximo”, daqui a poucos dias. Em 2020, tínhamos 33 empregados, hoje temos 87. Avançamos na valorização dos nossos empregados.</p>
<p>O mínimo que pode dizer-se, é que a coisa correu bem.</p>
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		<title>“Tarifas? Só as empresas capitalizadas terão hipóteses”, alerta partner da EY</title>
		<link>https://www.forbespt.com/tarifas-so-as-empresas-capitalizadas-terao-hipoteses-alerta-partner-da-ey/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[António Freitas de Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Sep 2025 11:30:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Comércio]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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		<category><![CDATA[política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Num contexto de crise tarifária, há com certeza oportunidades que as empresas devem ter em consideração. “Com uma transversalidade de setores”, “importa saber como reagir”, disse Eduardo Ferreira de Lemos, partner da EY no âmbito do painel sobre tarifas, uma das chaves propostas pela conferência ‘9 Chaves para a Europa’, que assinala o aniversário do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Num contexto de crise tarifária, há com certeza oportunidades que as empresas devem ter em consideração. “Com uma transversalidade de setores”, “importa saber como reagir”, disse Eduardo Ferreira de Lemos, partner da EY no âmbito do painel sobre tarifas, uma das chaves propostas pela conferência ‘9 Chaves para a Europa’, que assinala o aniversário do Jornal Económico. Para concretizar: “porquê as tarifas e porquê agora, é a primeira pergunta”. A massiva industrialização da China e a perda de relevância dos Estados Unidos são a base do contexto: “É isto que leva o modelo económico dos EUA a perguntarem como reagir. As tarifas surgem como uma resposta ao facto de os EUA serem mero mercado de consumo” – com “défice estrutural que não chega para responder ao défice da indústria”.</p>
<p>O problema ainda é um dos impactos da pandemia. Diversos blocos económicos responderam de forma diferentes para assegurarem a sua soberania económica. “As tarifas são um processo de protecionismo” antigo, “que diversas administrações não alteraram”. “A forma que foi usada criou muita volatilidade, muita incerteza” que destruiu “a capacidade de tomar decisões” – num quadro em que ninguém sabia ao certo que tarifas iriam ser colocadas à sua frente. Foram, “decisões precipitadas que destruíram margem”.</p>
<p>A segunda pergunta é: “como reagir à volatilidade e à incerteza”. Mas, questiona Ferreira de Lemos, “haverá assim tanta incerteza?”. Os EUA usaram as tarifas em diversos tempos e em diversas circunstâncias. É uma reação esperada”, afirmou. “O protecionismo é estrutural e isso vai ter repercussões económicas” que estão para ficar. E se é estrutural, é para ficar.</p>
<p>“É difícil pensar que o défice dos EUA vai desaparecer. Isso não se muda de um momento para o outro. “A política de tarifas não será alterada com outras [administrações]: não é possível ter um trilião de dívida, como já outros disseram”, afirmou. Os EUA têm dificuldade em sair da circunstância de sair das tarifas como proteção”.</p>
<p>“O que cabe à Europa fazer – num quadro em que a relevância económica do agregado está a perder-se”, alertou o partner da EY. Demografia e capacidade económica são um mau sinal para a Europa – e, disse, a única alternativa “é pensar em tornarmo-nos competitivos para a Europa continuar a exportar”. Com a incapacidade de atrair talento à Europa, o desafio é ainda maior.</p>
<p>Mas “há boas notícias”: o principal bloco impactado pelas tarifas é a China: a Europa tem uma oportunidade porque tem um prémio face à China, e isso aplica-se à China, à Coreia do Sul”. Os têxteis, por exemplo, têm uma oportunidade face à deslocalização anterior da produção para a Ásia – o que ocorre ao contrário no setor automóvel, por exemplo. “É uma oportunidade para olharmos para os EUA como uma zona de exportações”. Os empresários têm de pensar quais são as tendências de amanhã – “por isso as melhores decisões têm de estar na ordem do dia”, sendo certo que só as empresas capitalizadas terão hipóteses. Capacidade de investimento e de atrair talento, são dois fatores essenciais, disse Eduardo Ferreira de Lemos, a que tem de se acrescentar “flexibilidade”. É preciso aproveitar sectores de nicho para usufruir de oportunidades”, concluiu o partner da EY.</p>
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		<title>Nuno Melo: Investimento na Defesa é clara “oportunidade” para o crescimento da riqueza</title>
		<link>https://www.forbespt.com/nuno-melo-investimento-na-defesa-e-clara-oportunidade-para-o-crescimento-da-riqueza/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[António Freitas de Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Sep 2025 06:00:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Investimento]]></category>
		<category><![CDATA[negócios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Vivemos demasiados anos no convencimento da paz perpétua, a paz é um intervalo”, o que fez com que “durante demasiado tempo se desinvestisse” na defesa em Portugal – com a consequência lógica de que a atuação do exército tenha sido desviada para outras funções. Que são, evidentemente “exercícios de soberania”, disse o ministro da Defesa, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Vivemos demasiados anos no convencimento da paz perpétua, a paz é um intervalo”, o que fez com que “durante demasiado tempo se desinvestisse” na defesa em Portugal – com a consequência lógica de que a atuação do exército tenha sido desviada para outras funções. Que são, evidentemente “exercícios de soberania”, disse o ministro da Defesa, Nuno Melo, no âmbito da ‘chave’ ‘Investir na defesa da Europa com a extrema-direita a ganhar peso?’, parte da conferência de aniversário do Jornal Económico.</p>
<p>“Nós trouxemos a defesa para a primeira linha das políticas do Governo”, bem antes de qualquer relatório Draghi ou de qualquer urgência internacional que entretanto se tenha verificado, lembrou Nuno Melo, para discorrer sobre o aumento dos salários no segmento militar. Houve uma inversão da percepção do que é a importância do exército e da defesa. Sendo certo que “o cumprimento da meta de 2% do PIB, seis mil milhões de euros, na defesa” só será cumprido agora, com o atual Governo, com 1,2 mil milhões de euros para gastar em bens, infraestruturas e equipamentos. O governante explica que dos seis mil milhões de investimento em defesa previstos para este ano 70% são para “investir em defesa pura e dura” – desta fatia serão afetados 20% para bens, equipamentos e infraestruturas (1,2 mil milhões) –  e “30% em outras áreas relacionadas com áreas de soberania relacionadas com a tutela, por exemplo pensões”.</p>
<p>“Estamos a investir em linha com o que a NATO pede, não apenas em armamento, mas envolvendo as indústrias de defesa. Encaramos a necessidade de investir como uma oportunidade para Portugal. Estamos a pensar em materiais de duplo uso: um helicóptero pode ser usado em combate, mas também em urgência médica ou no combate aos incêndios”, especificou Nuno Melo.</p>
<p>Para assegurar que “aproveitamos essa oportunidade, fizemos uma inventariação das necessidades, uma calendarização”, que tem “um retorno para a indústria”, referiu. “estamos a investir numa constelação de satélites, 12, que serão vendidos para o mundo inteiro” e que são um exemplo de aposta em tecnologia que pode ser feito em Portugal. Os estaleiros de Viana do Castelo são outro exemplo, disse ainda Nuno Melo. As compras de aeronaves são ainda outro: é uma compra de 200 milhões de euros, dos quais 70 milhões serão investidos em Portugal. Os KC390 fizeram o milagre. “Nas aquisições de equipamentos queremos envolver a indústria, mas queremos investir em produção, manutenção – em pouco tempo, a indústria será um contribuinte líquido para a economia portuguesa”, afirmou Nuno Melo.</p>
<p>Nuno Melo mostrou-se pouco apto a concordar com a teoria segundo a qual os excessos belicistas e o aumento das tentações extremistas – nesta fase e na Europa apenas de direita – pode vir a dar num enorme desastre no ‘velho’ continente. “Acredito que, se resolvermos os problemas das pessoas, haverá um retorno. O aventureirismo perderá terreno, o aventureirismo que leva ao aumento dos extremismos. Temos de dar respostas concretas para problemas concretos, fazendo perder sentido aos extremismos – e eu sou um moderado. Se houvesse uma fórmula mágica para combater extremismos, seria mais fácil – o norte tem de ser fazer o que está certo. Os extremismos trouxeram a guerra, a moderação trouxe a paz”, concluiu.</p>
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		<title>Portugal precisa de optar pelo reformismo</title>
		<link>https://www.forbespt.com/portugal-precisa-de-optar-pelo-reformismo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[António Freitas de Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Oct 2023 16:02:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Investimento]]></category>
		<category><![CDATA[liderança]]></category>
		<category><![CDATA[negócios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Plantado à beira-mar e mantendo traços gerais que já não se encontram em muitos lugares, Portugal continua a oferecer excelentes perspectivas para os investidores internacionais. Falta-lhe um pouco de previsibilidade, muito de reformismo, mas quase nada em termos de segurança interna, robustez das instituições e serenidade social. Nada melhor, pelo menos na Europa. Mesmo assim, [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Plantado à beira-mar e mantendo traços gerais que já não se encontram em muitos lugares, Portugal continua a oferecer excelentes perspectivas para os investidores internacionais. Falta-lhe um pouco de previsibilidade, muito de reformismo, mas quase nada em termos de segurança interna, robustez das instituições e serenidade social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nada melhor, pelo menos na Europa. Mesmo assim, o ano de 2024 vai ser desafiante, disse na Figueiredo, CEO Altice, no painel sobre ‘O mundo em 2024’, o primeiro do dia de trabalho da conferência Outlook 2024, que comemora os sete anos do Jornal Económico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É fundamental olharmos para as reformas. Como reformar e o que reformar”, disse a CEO da Altice – tendo em vista a “centralidade da economia portuguesa: na Europa mas perto do mundo”. As reformas são essenciais para ‘compor’ alguns dos padrões que a sociedade vai adquirindo e que são perversas: “somos uma sociedade envelhecida, o que vai afetar a produtividade: temos 75% da população acima dos 40 anos. Na Altive, em cinco ou dez anos muitos irão para a reforma. “Se não fizermos as reformas, estaremos ainda mais pessimistas daqui a um ano”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já para Miguel Farinha, partner da EY, “Portugal tem muito para dar ao mundo. Os investidores querem qualidade de vida, estabilidade política e uma força de trabalho cada vez melhor”, o que induz investimentos na área da educação. E depois “temos de cavalgar a onda digital e vendermos para todo o mundo”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Indo um passo à frente, Bruno Ferreira, managing partner da PLMJ, “vale a pena pormos o que já temos a trabalhar. Os investidores privilegiam previsibilidade. As reformas não podem tirar previsibilidade”. E recordou que “boa parte das decisões de alteração de políticas não estão suportadas em análise suficientemente detalhada sobre o impacto das medidas”. Ou dito de outra forma: não basta ímpeto reformista: é preciso que as reformas tenham objetivos claros e meios suficientes, para serem eficazes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste contexto – ou com a criação deste contexto, “os investidores vão continuar a apostar em Portugal, mas a história que lhes contamos tem de ter coerência”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Álvaro Santos Silva, keynote speaker do encontro, os tempos difíceis – desafiantes, como agora diz a linguagem particular dos economistas, sempre à procura de eufemismos – são para ultrapassar. “a inflação é austeridade. Nem na crise de 2008 houve uma descida tão grande dos salários reais. O problema da inflação é que a forma mais eficiente de a controlar passa pelos bancos centrais” e “os bancos centrais vão continuar a ser conservadores”. Ou seja, para o responsável da <a href="https://www.forbespt.com/o-que-esperar-do-proximo-ano-o-olhar-dos-economistas-na-conferencia-outlook-2024/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">OCDE</a>, o preço do dinheiro não vai começar a descer por milagre, mas apenas quando os bancos centrais sinalizarem que a inflação está controlada. Ora, não está. Até porque com o dinheiro do PRR, “estamos a aumentar a procura”, o que vai colocar pressão nos preços.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se houver reivindicações salariais tudo vai piorar, recordou, principalmente “se queremos fazer tudo num ano” em termos de recuperação do poder de compra. “Haverá pressão sobre a inflação”, o que quer dizer que as taxas altas vão ter de manter-se. A par da prudência fiscal – voltamos à linguagem: quer dizer que não há margem para descida dos impostos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro tema abordado no painel foi o desafio dos “enormes investimentos nas telecomunicações”. Estaremos perante uma “consolidação do sector”? No sector digital e da tecnologia, “a Europa está a ficar para trás: no Top 10 das maiores empresas, 60% são norte-americanas e 40% asiáticas”. Alguma coisa terá de ser feita, recordou a CEO da Altice.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E esse “alguma coisa” poderá eventualmente passar pela consolidação europeia – “Em Portugal, a Altice já não pode consolidar”, recordou – “há quatro operadores nos Estados Unidos e 40 no espaço europeu. É preciso consolidação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seja como for, como disseram tanto Bruno Ferreira como Miguel Farinha, as operações de fusões &amp; aquisições (M&amp;A) estão em bom plano. “O M&amp;A nunca reage bem às incertezas. Em Portugal, o mercado ainda não está a ser atingido. Há muita M&amp;A a acontecer. Nas energias, por exemplo, estão a acontecer muitas transações”, disse o primeiro. O que evidencia um mercado que aprendeu alguma coisa com o passado: “em 2008 e 2009 deixou de haver M&amp;A. Daí para cá, Portugal passou a estar no radar dos investidores. Energia é o sector mais dinâmico”. O imobiliário também, assim como as operações nas tecnologias de informação – num contexto em que “os investidores dos Estados Unidos são dos mais atentos”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Miguel Farinha, “as energias renováveis, turismo (imobiliário)”, continuam a merecer o interesse dos investidores. “Há muito dinheiro dos fundos private equity para investir. Também há alguns edge funds. Estamos confiantes na continuação do interesse e neste nível de transações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda em relação ao imobiliário, Álvaro Santos Pereira disse que “os preços das casas vão baixando na Suécia, no Canadá e em outros países. Poderíamos esperar que aconteça em Portugal – não está a acontecer, em parte porque não há oferta suficiente. Pode falar-se em preços muito mais elevados tendo em linha de conta o rendimento disponível”. O resultado: “os nossos filhos vão conseguir entrar no mercado [comprar casas]? É um dilema de muitas famílias”. E a resposta é “não”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tema igualmente consensual, ou quase, foi o afastamento crescente entre as economias ocidentais e a China. Um tema especialmente próximo da Altice – que viu, por uma medida, digamos, administrativa, perder uma série de fornecedores com que trabalhava.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quando há redução de fabricantes, é uma má notícia”, disse Ana Figueiredo. O nível de concentração aumenta. No final do dia, aumentam os custos. “São decisões tomadas ao nível da Europa, com um objetivo de fazer sair a China. Não discuto a geopolítica da decisão, mas preocupa-me ter menos fornecedores”. Seja como for, “abre a oportunidade a outros. Por exemplo a Altive Labs, a partir de Aveiro”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E abre também a porta à reindustrialização da Europa – um tema especialmente querido de Álvaro Santos Pereira quando era ministro da Economia e do Emprego (2011-2013) e em que foi visionário, obviamente incompreendido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Migue Farinha, “todo o mundo percebeu que havia que pensar as cadeias de distribuição. Esse caminho tem sido feito. Portugal pode beneficiar muito disso. Há operações M&amp;A para criar indústria em Portugal”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bruno Ferreira segue na mesma direção: “as tensões políticas com a China vão agravar-se. Vão haver pontos de conflito adicionais”, desde logo quando for necessária a “verificação da origem das matérias-primas”. “Tudo isto vai criar focos de tensão adicional” – o que induz que a reindustrialização é o caminho mais seguro para escapar da irrelevância.</p>
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